sexta-feira, 5 de maio de 2017

Programação Cineclube da ACCPA - Maio/2017



Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes) - 19 h 
Dia 22 - "O Delator"(1935)
 Dia 29 - "O Homem que matou o Facínora"(1962)


Sessão Cult - Cine Líbero Luxardo - 15 h
Dia 06 - "Nascido para Matar"(1987) de Stanley Kubrick
Dia 27 - "Rede de Intrigas"(1976) de Sidney Lumet


Cineclube da Casa da Linguagem (Oficinas Curro Velho)- 18 h
Dia 25 - "O Homem dos Olhos de Raio X"(1963) de Roger Corman

Entrada franca
Debate após a exibição

segunda-feira, 3 de abril de 2017


Cineclube da ACCPA apresenta:



IVAN, O TERRÍVEL (parte 1)

A imagem pode conter: 2 pessoas



Texto de Vinicius de Moraes::

“Ivan” não é um filme que se possa ver uma só vez. Para quem o viu, como eu, cinco ou seis vezes, a aproximação que Eisenstein fez da história (com uma força cujo paralelo só me vem em unidades que poderiam parecer exageradas se não tivessem sido lembradas antes; certas tragédias gregas ou shakespearianas: Os Ersas, Agamenon, Édipo Rei, Henrique V, Júlio César) acaba por resultar num tremendo impacto de cinema. Trazendo a câmera até a percepção mínima dos detalhes elaboradíssimos de cada imagem, Eisenstein isola um por um os quadros dessa monumental tapeçaria, como já o fizera Carl Dreyer em “A paixão de Joana d'Arc”... Leia mais em http://www.viniciusdemoraes.com.br/…/ivan-o-terrivel-de-eis…

Programação: O Cinema de Serguei Eisenstein 

Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes)
Dia 03/04/17. Horário: 19 h. Entrada franca. Debate após a exibição

domingo, 2 de abril de 2017

Programação Cineclube da ACCPA - Abril/2017



*Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes) - 19 h*
O Cinema de Serguei Eisenstein
Dia 03 - "Ivan,O Terrível"(1944) (parte 1)
Dia 17/- "Ivan, O Terrível"(1944)(parte 2)


*Sessão Cult - Cine Líbero Luxardo - 15 h*
Dia 01 - "Morangos Silvestres"(1957) de Ingmar Bergman
Homenagem aos 60 anos de lançamento do filme
Dia 22 - "A Primeira Noite de Tranquilidade"(1971) de V. Zullini


*Cineclube da Casa da Linguagem (Oficinas Curro Velho) - 18 h*
Dia 26 - "A Bela e a Fera"(1946) de Jean Cocteau

*Cine FIBRA (Auditório da Faculdade FIBRA) - 18 h 
Dia 29 - "Lendas Amazônicas" de Moisés Magalhães e Ronaldo Passarinho Filho

Entrada franca
*Debate após a exibição

domingo, 19 de março de 2017

Cineclube da ACCPA apresenta:

TERRA EM TRANSE, de Glauber Rocha




As obras cinematográficas podem ter relação direta com o seu contexto histórico. Esse é o caso do filme “Terra em Transe”, de 1967, de Glauber Rocha. Ele traz consigo não só representações de figuras políticas do cenário brasileiro, como da América Latina. Assim, a análise exposta nesse trabalho pretende traçar paralelos entre o filme e o contexto histórico, em que o país se encontrava na época de produção da obra: pós golpe militar, evento histórico com o qual Terra em Transe mais dialoga. Leia mais em http://www.intercom.org.br/PAPERS/REGIONAIS/SUDESTE2012/resumos/R33-0823-1.pdf


Homenagem aos 50 anos de lançamento do filme na programação O Cinema de Glauber Rocha   

Elenco: Glauce Rocha, Hugo Carvana, Jardel Filho, José Lewgoy, Paulo Autran, Paulo Gracindo

Duração: 100 min. 14 anos. Segunda, 20 de março, às 19h.  Cine Clube Alexandrino, na Casa das Artes.  Entrada franca. Debate após exibição. 

domingo, 5 de março de 2017

Programação Cineclube da ACCPA - Março/2016




Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes) - 19 h* 
Dia 06 - O Cinema de Werner Herzog : "Encontros no Fim do Mundo" (2007) de Werner Herzog



Dia 20 - O Cinema de Glauber Rocha : "Terra em Transe" (1967)(Homenagem aos 50 anos de lançamento do filme)
 Dia 27 - "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro" (1969)



Cine Líbero Luxardo - Sessão Cult - 15 h* 
Dia 18 - "O Homem Elefante"(1980) de David Lynch
Homenagem ao ator John Hurt



Cine FIBRA (Auditório da faculdade FIBRA) - 18h 
Dia 18 - "Os Brutos também Amam"(1956) de George Stevens

Cineclube da Casa da Linguagem - 18 h* 
Dia 30 - "Gravidade"(2013) de Afonso Cuarón
Parceria com a Academia Paraense de Ciências (APC)

Entrada franca 
*Debate após a exibição

quarta-feira, 1 de março de 2017



Cineclube Alexandrino Moreira apresenta:

Encontros no Fim do Mundo" de Werner Herzog



Em certo momento de Encontros no Fim do Mundo, o mar sob a camada de gelo é comparado, pelos mergulhadores que lá se aventuram, a uma catedral — e as muitas belas e impressionantes imagens que vemos captadas debaixo da água certamente corroboram a ideia, sejam acompanhadas por música sacra ou pela música peculiar das focas, com seus sons totalmente inorgânicos, na expressão de uma das cientistas que as estudam, que chegam a lembrar Pink Floyd. Leia mais em http://multiplotcinema.com.br/2012/05/encontros-no-fim-do-mundo-werner-herzog-2007/
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=MImYM87jOtU
 
Segunda, 06/03, às 7 da noite, na Casa das Artes. Entrada franca. Debate após exibição. Realização: ACCPA. Coordenação do debate: Marco Moreira.   

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Projeto Cine & Música apresenta:

O GABINETE DAS FIGURAS DE CERA, de Paul Leni e Leo Birinsky



Os cenários tridimensionais causam uma terrível estranheza no espectador; as partes internas do palácio são labirínticas, com escadas tortuosas e irreais que mais parecem um formigueiro do que um interior palaciano. As casas, assim como seus interiores, têm uma aparência disforme e claustrofóbica. Leia mais em http://www.sesc.com.br/wps/wcm/connect/9b29a56b-b5f4-4db9-b411-58dc46d234ff/WEB_SombrasQAssombram.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=9b29a56b-b5f4-4db9-b411-58dc46d234ff

Hoje, no Cine Olympia, às 18h30. Execução ao vivo do pianista Paulo José Campos de Melo.

Parceria com a Fundação Carlos Gomes. A entrada é gratuita.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cineclube Alexandrino Moreira apresenta O Cinema de Werner Herzog
"O Grande Êxtase do Escultor Steiner"(média metragem, 1974) e "Terra do Silêncio e da Escuridão"(1971)


Já no plano de abertura, Werner Herzog não se inibe de denunciar o fascínio com que filma o personagem título de O Grande Êxtase do Escultor Steiner. Quando o corpo do esquiador Walter Steiner decola pela rampa de neve e é suspenso no ar para o salto, o diretor evidencia não apenas a condição de documentarista para a qual foi contratado, mas sobretudo a de um admirador. Neste instante, a opção pelo slow motion dilata a relação entre tempo e ação e transforma o voo de Steiner em um momento de êxtase não só para o personagem ... Leia mais em http://multiplotcinema.com.br/2012/05/o-grande-extase-do-escultor-steiner-werner-herzog-1974/

Nesta segunda, 13, às 7 da noite, na Casa das Artes. Entrada franca com debate após a exibição. Realização ACCPA. Obs. A homenagem ao diretor Werner Herzog será complementada no dia 06/03 com o filme "Encontros do Fim do Mundo"(2007).  

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Programação ACCPA - Fevereiro/2017



Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes) - 19 h
"O Cinema de Werner Herzog"
Dia 13 - "O Grande Êxtase do Escultor Steiner"(média metragem, 1974)/"Terra do Silêncio e da Escuridão"(1971)
Obs. A homenagem ao diretor Werner Herzog será complementada no dia 06/03 com o filme "Encontros do Fim do Mundo"(2007) 


Sessão Cult (Cine Líbero Luxardo) - 14h30m 
Dia 04 - "Nashville"(1975) de Robert Altman 


Cineclube da Casa da Linguagem (Oficinas Curro Velho) - 18 h
Dia 23 - "Farenheit 451"(1966) de François Truffaut 



Cine FIBRA - 18 h
Dia 18 - "Sinfonia de Paris"(1951) com Gene Kelly

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

 Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni




Por Augusto Pachêco



Como falar sobre a obra máxima de Michelangelo Antonioni, escolher um filme a considerar obra-prima entre os vários títulos importantes da carreira do cineasta italiano que, se não inventou, praticamente marcou seu trabalho com o legado da estética da incomunicabilidade na sétima arte?

“Zabriskie Point”, concluído em 1970, depois de quatro anos de produção e filmagens, foi realizado no momento de gozo de suas qualidades de cineasta (“Blow up” foi um sucesso inesperado no mercado americano). A produção de Carlo Ponti permitiu um olhar autoral sobre a América, um filme de estrada que usa planos abertos para captar o clima de rebelião ao estado das coisas e que reflete a virada de uma década de utopias para outra em que as dúvidas sobrepuseram certezas revolucionárias.

Antonioni sempre foi cineasta de seu tempo. Contemporâneo dos neorrealistas, não se agrupou esteticamente ao movimento de renovação do cinema italiano pós-Segunda Guerra. Para ele, a janela do cinema estaria mais próxima de uma sensação de deslocamento. A perplexidade da câmera tendo como foco a indiferença e coisificação da condição humana, tão bem exposta na tetralogia formada por “A Aventura”, “O Eclipse”, “A Noite” e “Deserto Vermelho”.

Em “Blow Up - Depois daquele Beijo”, “Zabriskie Point” e “O Passageiro – Profissão Repórter”, Antonioni dá asas à imaginação e corre pelo mundo, reinventa o cinema e questiona o que assistimos como realidade. Refaz ficção e documentário como artista inquieto, incita a dúvida e põe em xeque o poder das imagens.

Na odisseia pelas estradas da América, propõe um balanço das utopias no calor das discussões dos movimentos estudantis, em cortes rápidos, cabelos, cigarros, palavras de ordem e confronto de ideias. No embate, o equilíbrio distante entre teoria e prática, o confronto com a força policial, a dispersão inevitável com perdas e derramamento de sangue, com direito a participação de Katherine Cleaver, dos Panteras Negras, e radicais desqualificando militantes na sempre agônica guerra de ideias e ideais. 

Do outro lado, a especulação imobiliária em negócios faraônicos, a publicidade das coisas (os bonecos como representação dos humanos), o investimento em segurança e outdoors com ilustrações de porcos e vacas ao som de ruídos que acompanham o movimento de Mark, que compra armas de fogo com a facilidade legalista que “naturaliza” o comércio armamentista em vários estados americanos.

Na oposição entre o ideal revolucionário e o hedonismo da cultura hippie, Antonioni promove o encontro de Mark e Daria no Ponto Zabriskie, localizado no Vale da Morte, na Califórnia. É nesta sequência que Antonioni oferece um dos momentos mais belos da história do cinema moderno, abrindo espaço para a digressão dos personagens, numa pausa para a celebração de paz e amor sobre pequenas nuvens de gesso que cobrem os corpos em jogos sensuais. É a revolução do amor livre, dos corpos em movimento no ideal de revolucionar sem violência, no delírio que alcança o sublime na fotografia de Alfio Contini e o grupo de atores do Open Theatre. 

Assim como Bernardo Bertolucci (em “O Céu que nos Protege”) e Anthony Minghella (em “O Paciente Inglês”), o deserto para Antonioni é a possibilidade de ir além da propaganda enganosa dos produtos desnecessários e do soterramento de imagens que pouco ou nada dizem quando o assunto é cinema. Aqui, o deserto aparece como a possibilidade de novas motivações, sejam cromáticas ou existenciais.     

O final antológico ao som de “Come in Number 51 (Your Time Is Up)”, da banda Pink Floyd, traz para a tela o som poderoso de uma das melhores bandas do rock psicodélico e progressivo. No resort construído sobre grandes pedras, onde os burocratas da especulação tramam novas agressões ao meio ambiente em favor do capital pelo capital, o cinema de Antonioni provoca o espectador com a mesma verve da inquietude e um certo ceticismo antes anunciado em “O Estrangeiro”, de Luchino Visconti; e “Sem Destino”, de Dennis Hopper. 

“Zabriskie Point” é um filme para assistir pela primeira vez ou rever sempre, pois o que fica é a capacidade da obra de arte em continuar contemporânea, para deleite dos cinéfilos e novas correlações para os dias de hoje.

O filme será exibido nesta segunda, 30 de janeiro, às 7 da noite, no Cine Clube Alexandrino Moreira (Casa das Artes), numa realização da ACCPA. A entrada é franca, com debate após a exibição do filme.







domingo, 22 de janeiro de 2017

Cineclube da ACCPA apresenta:

DESERTO VERMELHO, de Michelangelo Antonioni. Com Monica Vitti


Para um filme cujo uso de cor é tão famoso (o filme está na listinha dos dez melhores usos de cor em todo o cinema não americano para Martin Scorsese), Deserto Vermelho nem oferece o deslumbre imaginado. A cor no filme funciona – sublime, impecável – num sentido de construção dramática, utilizando alguns tons pastosos, híbridos, insidiosos, saturando a imagem e dando a ela um sentimento arrastado dum espaço pouco agradável. Verde musgo ou vermelho exagerado, as cores não exercem uma função puramente ornamental (como os filmes geralmente elogiados como "muito coloridos"), mas funcionam para construir uma atmosfera e dar o tom de indefinição sentimental e asfixia em que vive a personagem de Giuliana.

Segunda, 23, no Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes), às 7 da noite. 
Entrada franca. Debate após a exibição.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Sessão Cult apresenta 
TESTA DE FERRO POR ACASO
De Martin Ritt. Com Woody Allen
A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos de sol, óculos e close-up
O clima de paranoia em relação ao comunismo era tão grande que qualquer pessoa que tivesse alguma inclinação esquerdista, ou alguma simpatia com as ideias da foice e do martelo eram perseguidas. Neste cenário desolador, onde acusar amigos e parceiros de trabalho era prática encorajada pelas autoridades, Martin Ritt, um talentoso roteirista e diretor de tevê, se viu obrigado a abandonar seu emprego e buscar oportunidades no teatro, visto que seu nome na lista negra o impedia de conseguir outras funções. Com o fim da caça aos comunistas, em 1956, Ritt começou seus trabalhos no cinema. Mas foi apenas 20 anos depois que ele conseguiu colocar algumas de suas experiências em filme, com o ótimo Testa-de-Ferro por Acaso, roteirizado pelo também listado Walter Bernstein. Leia mais em http://www.papodecinema.com.br/fil…/testa-de-ferro-por-acaso

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=QuAWRf1CmiQ
Neste sábado, às 3 da tarde, no Cine Líbero Luxardo.
Entrada franca. Debate após a exibição.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Programação Cineclube da ACCPA - Janeiro/2017



Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes) - 19 h*
"O Cinema de Michelangelo Antonioni "
Dia 23 - "Deserto Vermelho"(1966)
Dia 30 - "Zabriskie Point"(1970)


Cine Líbero Luxardo - Sessão Cult - 15 h*
Dia 21 - "Testa de Ferro por Acaso"(1976) de Martin Ritt com Woody Allen.


Cine FIBRA (Auditório faculdade FIBRA) - 18 h
Dia 28 - "De-Lovely: Vidas e Amores de Cole Porter"(2003)

*Debate após a exibição
Entrada franca

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

ACCPA MELHORES DO CINEMA - 2016




ACCPA MELHORES DO CINEMA - 2016 
 1)"Aquarius" de Kleber Mendonça Filho - 65 pts
 2) "Cemitério do Esplendor" de Apichatpong Weerasethakul -60 pts
3) "O Filho de Saul" de Laszló Nemes - 42 pts
4) "A Chegada" de Denis Villeneuve - 39 pts
5) "Agnus Dei" de Anne Fontaine - 30 pts
6) "O Abraço da Serpente" de Ciro Guerra - 29 pts
7) "Cinema Novo" de Eryk Rocha - 28 pts
8) "Café Society" de Woody Allen - 27 pts
9) "Francofonia" de Alexander Sokurov - 26 pts
10) "Julieta" de Pedro Almodóvar - 24 pts


Melhor Diretor: Apichatpong Weerasethakul por "Cemitério do Esplendor"
Melhor Ator: Empate entre Leonardo DiCaprio (O Regresso), Geza Rohic (O Filho de Saul), Tom Courtney (45 Anos) e Ricardo Darín (Truman)


Melhor Atriz: Sonia Braga por "Aquarius"
Melhor Roteiro: "Os Oito Odiados"


Melhor Roteiro Adaptado: "Paulina" e "O Regresso"
Melhor Ator Coadjuvante: Empate entre Harvey Keitel por "Juventude" e Steve Carrel por "Café Society"
Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Jason Leigh por "Os Oito Odiados"


Melhor Montagem: "Cinema Novo" de Eryk Rocha
Melhor Cenografia: Empate entre "Café Society", "Cemitério do Esplendor", "A Bruxa" e "O Lar das Crianças Peculiares".
Melhor Fotografia: "Cafe Society"
Melhor Trilha Sonora: "A Chegada" e "O Regresso".
Melhor Canção Original: "You got the Love" do filme "Juventude"
Melhores Efeitos Especiais: "Dr. Estranho"


Melhor Figurino: "Café Society"
Melhor Documentário: "Cinema Novo".
Melhor Animação: "Zootopia"
 Homenagem especial ao crítico de cinema e fundador da associação Acyr Castro.
Menção especial aos colaboradores da ACCPA que permitem suas ações culturais durante o ano como a Casa das Artes (Cineclube Alexandrino Moreira), Casa da Linguagem, FIBRA, Cine Líbero Luxardo, Cine Olympia e UEPA.

Relações Individuais 

PEDRO VERIANO 
1-A Chegada (Arrival) de Denis Villeneuve
2-Snowden, Herói Ou Traidor (Snowden) de Oliver Stone
3- O Filho De Saul (Saul Fla) de Laszlo Nemes
4- Agnus Dei de Anne Fontaine
5- O Regresso (The Revenant) de Gonzalez Iñaurritu
6- Trumbo, A Lista Negra (Trumbo) de Jay Roach
7- Aquarius de Kleber Mendonça Filho
8- Spotlight ,Segredos Revelados, de Tom McCarthy
9- Os 8 Odiados (The Hateful Eight), de Quentin Tarantino
10- 45 Anos (45 Years), de Andrew Haigh
Diretor : Oliver Stone (Snowden) Ator : Leonardo di Caprio (O Regresso) Atriz : Sonia Braga (Aquarius) Ator coadjuvante : Hugh Grant (Florence) Atriz Coadjuvante : Jennifer Jason Leigh (os 8 Odiados) Roteiro Original : Quentin Tarantino (Os 8 Odiados) Roteiro adaptado : Alejandro G. Iñarritu e Mark Smih (O Regresso)- de parte do texto de Michael Punk. Fotografia: Vittorio Storaro(Café Society) Musica : Stewart Lerman (Café Society) Animação : Zootopia- de Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush Documentário : Francofonia- de A. Sokurov Edição (Montagem) : Mark Day- Animais Fantasticos e Onde Habitam (Fantastics Beasts and Where to Find Them(, Direção de arte : Michael Goldman e Dough Huszti(Café Society) Efeitos Visuais: Equipe de técnicos de Animais Fantasticos Figurino: Suzy Bensinger- Café Society Reprise: A Doce Vida Homenagem : Acyr Castro (1934-2016)– fundador da APCC

LUZIA ÁLVARES 
1.O FILHO DE SAUL (Saul Fia, Hungria, 2015), de László Nemes
2. O ABRAÇO DA SERPENTE (El Abrazo De La Serpiente, Col./Venez./Arg.,2015) de Ciro Guerra 3. A CHEGADA (Arrival, EUA, 2016), de Denis Villeneuve
4. AQUARIUS (Brasil, França, 2016), de Kleber Mendonça Filho
5. AGNUS DEI (Les Innocentes, 2016, FRA) de Anne Fontaine
6. JULIETA (2016, ESP) de Pedro Almodóvar
7. WHITE GOD (Fehér Isten, 2014, ALE/ HUN/ SWE) de Kornél Mundruczó
8. 45 ANOS (45 Years, Reino Unido, 2015) de Andrew Haigh.
9. PAULINA (LA Patota,2015, ARG/BRA/FRA) de Santiago Mitre
10. CINCO GRAÇAS (MUSTANG, 2015, FRA) de Deniz Gamze Ergüven
Melhor Diretor: László Nemes, de “O Filho de Saul”. Melhor Ator: Geza Rohric, em “O Filho de Saul” e Ricardo Darín por "Truman". Melhor Atriz: Sônia Braga, por “Aquarius” e Charlotte Rampling por “45 Anos”. Melhor Roteiro Original: László Nemes e Clara Royer , por “O Filho de Saul”. Melhor Roteiro Adaptado: Ciro Guerra, Theodor Koch-Grunberg por “O Abraço da Serpente”, baseado nos diários de viagem dos exploradores Richard Evans Schultes e Theodor Koch-Grunberg). Melhor Ator Coadjuvante: Steve Carrel em “Café Society”, de Woody Allen Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Jason Leigh por “Os Oito Odiados” Melhor Montagem: Mark Day, por “Animais Fantásticos e Onde Habitam” Melhor Direção de Arte: Andrea Kristof por “A Bruxa” Melhor Fotografia:” Vittorio Storaro de “Café Society” Melhor Efeito Visual: Christopher Ahrens (e equipe de mais de 100 técnicos) por “A Chegada” Melhor Trilha Sonora: Ennio Morriconi por “Os Oito Odiados” ("L'Ultima Diligenza di Red Rock") Melhor Canção: "Til it happens to you", de Miriam Cutler, do documentário “The Hunting Ground" (2015) Melhor Figurino: Suzy Benzinger por “Café Society”, de Woody Allen Melhor Animação: ZOOTOPIA (EUA, 2015) de Byron Howard Melhor Documentário: CINEMA NOVO (2016, BRA) de Eryk Rocha HOMENAGEM ESPECIAL – Acyr Paiva Pereira de Castro (1934-2016) fundador da APCC.

MARCO ANTONIO MOREIRA CARVALHO 
1- Cemitério do Esplendor de Apichatpong Weerasethakul
2- Paulina de Santiago Mitre
3- Aquarius de Kleber Mendonça Filho
4- Cinema Novo de Eryk Rocha
5- Ovelha Negra de Grímur Hákonarson
6- Julieta de Pedro Almodovar
7- Minha Mãe de Nanni Moretti
8- Café Society de Woody Allen
9- O Abraço da Serpente de Ciro Guerra
10- Vitoria de Sebastian Schipper
Melhor Diretor: Apichatpong Weerasethakul (Cemitério do Esplendor) Melhor Ator: Leonardo Di Caprio (O Regresso) Melhor Atriz: Sonia Braga (Aquarius) Melhor Ator Coadjuvante: Oscar Martinez (Paulina) Melhor Atriz Coadjuvante: Maeve Jinkings (Aquarius) Melhor Roteiro Original: Aquarius Melhor Roteiro Adaptado: Paulina Melhor Montagem: Cinema Novo Melhor Figurino: Café Society Melhor Cenografia: Café Society Melhor Fotografia: O Abraço da Serpente Melhor Documentário: Cinema Novo Melhor Trilha Sonora: Os Oito Odiados e O Regresso (original)/ Aquarius (adaptada) Melhor Efeito Especiais: Rogue One Melhor Animação: Anomalisa 

FERNANDO SEGTOWICK 
1-Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
2-O Filho de Saul, de László Melis
3- A Bruxa, de Robert Eggers
4- Boi Neon, de Gabriel Mascaro
5- Carol, de Todd Haynes
6- Cemitério do Esplendor, de Apichaptong Weerasethakul
7- Cinema Novo, de Erick Rocha
8- A Chegada, de Denis Villeneuve
9- Julieta, de Pedro Almodovar
10- O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra
Diretor: Kleber Mendonça Filho (Aquarius) Atriz: Sonia Braga (Aquarius) Ator: Michael Fassbender (Jobs) Roteiro Original: Aquarius (Kleber Mendonça Filho) Roteiro Adaptado: Eric Heisserer (A Chegada) Fotógrafia: Diego Costa (Cemitério do Esplendor) Trilha Sonora: Johann Jóhanson (A Chegada) Edição: Cinema Novo Direção de Arte: A Bruxa

FRANCISCO CARDOSO 
01. Francofonia – Louvre sob ocupação (Alexandre Sokurov)
02. Café Society (Woody Allen)
03. A Juventude (Paolo Sorrentino)
04. 45 anos (Andrew Haigh)
05. Cemitério do Esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
06. Aquarius (Kleber Mendonça)
07. Os Oito Odiados (Quentin Tarantino)
08. Julieta (Pedro Almodóvar)
09. Agnus Dei (Anne Fontaine)
10. A Ovelha Negra (Grímur Hákonarson)
Melhor Diretor: Alexandre Sokurov (Francofonia) Melhor Ator: Tom Courtnay (45 anos) Melhor Atriz: Charlotte Rampling (45 anos) Melhor Ator Coadjuvante: Paul Dano (A Juventude) Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados) Melhor Cenografia: Paolo Sorrentino (A Juventude) Melhor Montagem: Renato Valone (Cinema Novo) Melhor Fotografia: Caroline Champetier (Agnus Dei) Melhor Trilha Sonora: Ennio Morricone (Os Oito Odiados) Melhor Canção Original: “You Got the Love” (A Juventude) Melhor Figurino: Suzy Benzinger (Café Society) Melhor Roteiro Adaptado: Andrew Haigh (45 anos) Melhor Roteiro Original: Woody Allen (Café Society) Melhor Animação: Zootopia (Byron Howard, Rich Moore) Melhor Documentário: Cinema Novo (Eryk Rocha)

LORENA MONTENEGRO 
1 - O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra
2 - A Chegada, de Denis Villeneuve
3 – White God, de Kornél Mundruczó
4 - Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
5 – Meu Rei, de Mainwenn
6 – Depois da Tempestade, de Hirokazu Koreeda
7 – O Filho de Saul, de László Nemes
8 - Agnus Dei, de Anne Fontaine
9 – Boi Neon, de Gabriel Mascaro
10 – Youth, de Paolo Sorrentino
Melhor Diretor: Denis Villeneuve, de A Chegada - pelo conjunto da obra até então. Melhor Ator: Geza Rohric, em O Filho de Saul - e Ricardo Darín por - Truman Melhor Atriz: Sônia Braga, por Aquarius - . Melhor Roteiro: O Abraço da Serpente, de Círio Guerra e Jacques Touledome Vidal. Melhor Ator Coadjuvante: Steve Carrell, Café Society Melhor Atriz Coadjuvante: Maeve Jinkings, por Boi Neon e Aquarius Melhor Montagem: Cinema Novo, por Renato Valley. Melhor Direção de Arte: Animais Fantásticos e Onde Habitam - Melhor Fotografia: Café Society, de Vittorio Storage. Melhor Efeito Visual: Dr. Estranho / - Rogue One - . Melhor Animação: Zootopia Melhor Trilha Sonora: A Chegada, de Johan Johannsson. Melhor Documentário: Cinema Novo, pela relevância histórica e inventividade; e Eu sou Ingrid Bergman

DEDÉ MESQUITA 
1 - O Filho de Saul, de László Nemes
2 – A Chegada - , de Denis Villeneuve
3 - Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
4 - White God, de Kornél Mundruczó
5 – Agnus Dei, de Anne Fontaine
6 – A Comunidade, de Thomas Vinterberg
7 – Juventude, de Paul Sorrentino
 8 – O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra
9 – Truman, de Cesc Gay
10 – Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino
Melhor Diretor: László Nemes, de O Filho de Saul Melhor Ator: Ricardo Darín, por Truman Melhor Atriz: Sônia Braga, por Aquarius - Melhor Roteiro: Os Oito Odiados, por Quentin Tarantino Melhor Ator Coadjuvante: Harvey Keitel, em Juventude Melhor Atriz Coadjuvante: Maeve Jinkings, em Aquarius e Boi Neon Melhor Montagem: Cinema Novo, de Renato Vallone Melhor Direção de Arte: O Lar das Crianças Peculiares - Melhor Fotografia: Café Society, de Vittorio Storaro Melhor Efeito Visual: Dr. Estranho Melhor Animação: Zootopia Melhor Trilha Sonora: A Chegada Melhor Documentário: Cinema Novo

JOSÉ AUGUSTO PACHÊCO 
1 – Francofonia
2 – Cemitério do Esplendor
3 – Cinema Novo
4 – O Regresso
5 - Café Society
6 – Aquarius
7 – 45 Anos
8 – Julieta
9 – Anomalisa
10 – Que Viva Eisenstein - 10 dias que abalaram o México
Diretor – Aleksandr Sokurov (Francofonia) Atriz coadjuvante – Jennifer Jason Leigh (Os 8 Odiados) Ator e Atriz – Tom Courtney e Charlotte Rampling (45 Anos) Montagem - Hansjörg Weißbrich (Francofonia) Fotografia - Bruno Delbonnel (Francofonia) Trilha sonora - Bryce Dessner, Carsten Nicolai, Ryûichi Sakamoto (O Regresso)

ARNALDO CORRÊA PRADO JUNIOR 
1- Cemitério do Esplendor (Cemetery of Splendor, Thailand | Reino Unido | Alemanha | França | Malásia | Coreia do Sul | Méxido | EUA | Noruega 2015), dirigido por Apichatpong Weerasethakul
2- Paulina (La Patota, Argentina, Brasil, França, 2015), dirigido por Santiago Mitre
3- As Cinco Graças (Mustang, França | Alemanha | Turquia | Qatar, 2015), dirigido por Deniz Gamze Erguven
4- Aquarius (Brasil/França, 2016), dirigido por Kleber Mendonça Filho
5- Agnus Dei (Les Innocentes, França | Polonia, 2016), dirigido por Anne Fontaine
6- Os Oito Odiados (The Hateful Eight, EUA, 2015), dirigido por Quentin Tarantino
7- A Ovelha Negra (Hrútar, Islândia | Dinamarca | Noruega | Polônia, 2015), dirigido por Grímur Hákonarson
8- Francofonia (France | Germany | Netherlands, 2015),dirigido por Alexandre Sokourov
9- Julieta (Espanha, 2016), dirigido por Pedro Almodóvar
10- Snowden (França | Alemanha | EUA, 2016), dirigido por Oliver Stone

JOSÉ OTÁVIO PINTO 
1- Cemitério do Esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
2- Cinema Novo de Eryk Rocha
3- Motores Sagrados, de Leos Carax
4- O Cheiro da Gente, de Larry Clark
7- AQUARIUS de Kleber Mendonça Filho
8- Francofonia – Louvre sob ocupação (Alexandre Sokurov)
9- Minha Mãe de Nanni Moretti
10- Julieta (Pedro Almodóvar)

ISMAELINO PINTO 
1- Os 8 odiados
2– Café Society
3– O Regresso
4– Boi Neón
5– Cinco Graças
6– O Clube
7– O Abraço da Serpente
8– Julieta
9– Trumam
10– O filho de Saul

VICENTE FRANZ CECIM 
1 - Cemitério do Esplendor de Apichatpong Weerasethakul
MELHOR DIRETOR: Apichatpong Weerasethakul
O cinema belo e puro de Apichatpong Weerasethakul só aceita a companhia de outros cineasta igualmente belos e puros, como Bresson, Tarkovski, Ozu, Dreyer. Voto somente em Cemitério do Esplendor para o melhor filme deste ano e em Apichatpong Weerasethakul para o melhor diretor. VFC

domingo, 18 de dezembro de 2016


Cineclube Alexandrino Moreira apresenta O Cinema de Samuel Fuller


UNDERWORLD USA (A Lei dos Marginais)




 ... os filmes de Fuller não são misantropia e fatalismo gratuito [...]  Suas obras eram apelos, de alguém de fúria underground que não confiava em instituições mas sim no indivíduo. Por mais desesperados que os mesmos fossem, ninguém era mais humanos ao tentarem sobreviver em um clube onde não foram convidados. Suas existências de objetivos baratos e términos rápido são a própria essência do film noir:  a emoção contra a opressão, tripas versus cérebro. Do ponto de vista de quem é presa na cadeia alimentar e observa tudo de baixo, invisível, nas ruelas. Leia mais em https://cinecafe.wordpress.com/2011/04/13/a-lei-dos-marginais-samuel-fuller-1961/

Nesta segunda, às 7 da noite, na Casa das Artes. Entrada franca.
Debate após a exibição.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Programação Cineclube da ACCPA – Dezembro/2016

Programação Cineclube da ACCPA – Dezembro/2016


Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes)* - 19 h
“O Cinema de Samuel Fuller”
Dia 05 – “Capacete de Aço” (1951)
Dia 19 – “Underworld USA” (1961)


Cine Líbero Luxardo – Sessão Cult* - 15 h
Dia 03 – “O Invencível” (1949)
Homenagem aos 100 anos do ator Kirk Douglas


Cine FIBRA (Auditório da Faculdade FIBRA) - 18 h
Dia 17 – “Quero Viver” (1958) com Susan Hayward


Entrada franca
*Debate após a exibição

domingo, 30 de outubro de 2016

Programação Cineclube da ACCPA - Novembro/2016



Cineclube Alexandrino Moreira (Casa da Artes)
“O Cinema de Nicholas Ray” – 19 h
Dia 14 - "Amargo Triunfo" (1956)
Dia 28 - "Cinzas que Queimam" (1951)


Cine Líbero Luxardo - Sessão Cult – 14h30min
Dia 05 - "Equus" (1977) de Sidney Lumet


Dia 26 - "Esta Terra é Minha Terra" (1976) de Hal Ashby



Cine FIBRA (Auditório da Faculdade FIBRA) - 18 h
Dia 26 - "Sonhos do Passado" (1973) de John G. Avildsen




Cineclube da Casa da Linguagem (Auditório do Curro Velho) – 18 h
Dia 24 – “Universo no Olhar” (2014) de Michael Pitts 


Entrada franca


Debate após a exibição


Programação sujeita a alterações

sábado, 15 de outubro de 2016

Cineclube da ACCPA apresenta:

O Cinema de Yasujiro Ozu, com a exibição do filme "Ervas Flutuantes"



Todo aquele que ama o cinema entra, mais cedo ou mais tarde, em contato com Yasujiro Ozu. Ele é o mais quieto e delicado dos diretores, o mais humanístico, o mais sereno. Mas as emoções que fluem de seus filmes são fortes e profundas, pois refletem as coisas de que mais gostamos: pais e filhos, casamento ou a vida a sós, doenças e morte, e cuidar uns dos outros.... Entre as cenas, o diretor, por muitas vezes, faz cortes para "cenas intermediárias" - duas ou três tranquilas composições, mostrando detalhes da arquitetura, um estandarte ao vento, uma árvore ou o céu. Leia mais em http://cinemaseculoxx.blogspot.com.br/2012/05/ervas-flutuantes-1959-ukigusa.html


No Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes). Segunda, 17, às 7 da noite. Entrada franca.
Debate após a exibição. 

domingo, 2 de outubro de 2016

Programação da ACCPA - Outubro/2016

Programação da ACCPA - Outubro/2016


Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes) - 19 h
"O Cinema de Yasujiro Ozu"
Dia 17/10 - "Ervas Flutuantes"(1959)
Dia 24/10 - "Pai e Filha"(1949)


Cine Líbero Luxardo - Sessão Cult - 15 h
Dia 01/10 - "Rebecca: A Mulher Inesquecível" de Alfred Hitchcock 
(Homenagem ao crítico de cinema e escritor Acyr Castro)


Dia 29/10 - "Tudo que você queria saber sobre Sexo" de Woody Allen 
(Homenagem ao ator Gene Wilder)


Cineclube da Casa da Linguagem (Oficinas Curro Velho) - 18 h
Dia 27/10 - "Dr. Fantástico"(1964) de Stanley Kubrick
Parceria com a Academia Paraense de Ciências


Cine FIBRA (Auditório da faculdade FIBRA) - 18 h
Dia 29/10 - "Justiça para Todos"(1979) de Norman Jewison

Entrada franca
*Debate após a exibição
Programação sujeita a alterações

segunda-feira, 12 de setembro de 2016




A Era de Aquarius/“Aquarius” 
Por Marco Antonio Moreira

A memória como signo de vida. A memória como símbolo do passado. A memória como luz para o presente. A memória como referência para o futuro. “Aquarius”, novo filme do cineasta Kleber Mendonça Filho, é um filme sobre a memória. Mas não é apenas sobre isso. “Em “O Som ao Redor”( 2012), o diretor direcionou seu olhar para passado/presente numa história de relações de poder e classes sociais através de uma rua de Recife e seus diversos personagens. Em “Aquarius”, a personagem Clara é o príncípio, meio e fim de todo o processo narrativo. É através desta personagem que o diretor constrói um círculo de situações que tem diversas camadas de interpretação. Afinal, pelo estilo já demonstrado em filmes anteriores, Kleber Mendonça Filho é um autor que não se limita a ter um olhar cinematográfico para apenas uma direção. Seus filmes são carregados de situações, tramas, subtramas, personagens principais secundários, personagens secundários principais, sons, “closes” do som, músicas, canções, corpo,alma, gestos, olhares. Tudo e todos se misturam na construção de uma história que sempre é mais do que parece e que ganha vida através do Cinema em cada simples ou complexo enquadramento.
A primeira cena do filme, magnificamente bem dirigida, nos mostra uma festa de aniversário de 70 anos de uma mulher. O clichê do clichê aparece no discurso de todos os convidados e familiares. Mas esta personagem nos avisa imediatamente porque ela aparece na primeira cena. Ela agradece a todos pelas palavras, mas lembra (sim, é o início do uso desta palavra que aparecerá constantemente/discretamente/violentamente em todo filme) que ninguém citou Augusto, seu companheiro de muitos anos que faleceu há vários anos. E sem mais palavras diz que dedica aquele momento a Augusto. Este “cartão de visita” de Kleber Mendonça Filho nos introduz para a jornada/trajetória/odisseia de Clara, personagem interpretada com maestria por Sonia Braga. 
Clara é a última proprietária de um apartamento do edifício Aquarius (o nome do prédio já é significativo e pode gerar inúmeras interpretações sobre passado/presente/futuro com conceitos pós e pré anos 60). Uma construtora comprou todos os apartamentos do edifício e tem novos planos para o local (outro tema recorrente dos filmes pernambucanos : a “invasão” do "progresso" sobre a vida das pessoas), mas a insistência de Clara em permanecer no local gera problemas. A construtora tenta todas as formas para convencê-la a vender e iniciar vida nova. “O Prédio está vazio” dizem, mas Clara responde que não: “Eu estou aqui. Não está vazio”. Ou seja, eu (Clara) existo. Clara existe ali no seu passado/presente/futuro, em cada canto “vivo” do apartamento que lembra sua vida, família, filhos, netos. Clara existe no aparamento no sentido de viver/reviver através da música e seu infinito poder de lembrar o que somos/fomos/podemos ser (seus discos de vinil surgem como troféus de um tempo sobrevivido como o exemplo do disco de John Lennon - “Double Fantasy”). As cenas que Clara ouve suas canções preferidas são extraordinárias, seja quando ouve Gilberto Gil (numa cena comovente) seja quando ouve Queen (como forma de “lutar” contra o que lhe incomoda). A música como elemento de revolta/luta? Sim. Porque não? Afinal, Clara é uma pessoa de paz, de diálogo e sabe o que fazer e quando fazer para defender o que é e onde vive e pode/deve usar a música como elemento de resistência (os momentos felizes dela no apartamento incluem as canções que ela canta e interage com voz e gestos).
A forma como esta personagem é construída pelo diretor é brilhante, pois é uma personagem enigmática, mas que lentamente se revela pelas suas ações, poucas palavras e especialmente pela sua emoção (contida ou demonstrada). Assim é na cena em que conversa com várias amigas da sua geração numa festa que é um encontro de pessoas “solitárias” que falam e se repetem sobre tudo. Mas Clara é a única que (ainda) quer viver e se envolve com um homem na festa. A mesma emoção surge novamente quando ela conversa com os filhos e é pressionada pela filha para vender o apartamento. Clara é segura, emotiva, equilibrada, assertiva, e novamente diz não. Ela se emociona porque não entende tanta pressão inclusive de pessoas conhecidas como um vizinho que brincava com seus filhos e que agora, adulto, insiste de forma desrespeitosa que ela venda o apartamento para que todos os proprietários possam ficar bem. Mais uma vez, o individuo x “coletivo” (?!).
Essa personagem tem sua trajetória cada vez mais fortalecida diante do espectador. Quando pensamos que Clara está enfraquecida por tantas situações de pressão, ela ressurge. A cena em que ela presencia uma festa no prédio é significativa. Quando imaginamos que ela irá explodir, reclamar, proibir o que está acontecendo (sexo, bebidas, drogas), ela retorna ao seu apartamento e telefona para um garoto de programa. Vaidade? Não. Autonomia. Equilíbrio entre o que se vê (fora) e o que se sente (dentro). 
Esta é a Clara que nos permite entender que a memória é um elo que permite convivência entre o real e a ficção, o que foi e o que é (ou o que poderia ter sido), com a vida sonhada e/ou vivida, pessoas que nos alegraram/decepcionaram, sonhos/fracassos, enfim, memória como um sinal de vida que deve nos deixar alerta para novos desafios e é a favor disso que Clara não aceita vender seu apartamento para uma construtora que usa e usará todos os meios para convencê-la a sair.
“Aquarius” é um labirinto de temas que podem/devem ser explorados numa análise fílmica. A emoção de assistir um filme desta qualidade me leva a pensar que este belo trabalho/poesia de Mendonça Filho é também sobre a solidão, sobre a nostalgia (como ponto de referência e não ponto final), sobre valores ultrapassados e que ainda estão presentes na sociedade, sobre o cruel avanço do progresso que não leva em conta o individuo mas sim uma “coletividade” que interessa a poucos, é sobre as relações familiares (desejos/necessidades/vontades diferentes que às vezes separam e às vezes aproximam cada um). 
“Aquarius” é também um filme feminista. Clara é uma mulher independente, autonoma que tem visão crítica do que é ser e o que é ter através da suas relações com o passado/presente que mudam (pois a vida muda), mas que devem servir de base para (seja o que for) o futuro. 
“Aquarius” indica caminhos sobre como a memória deve se inserir na nossa percepção. Memória é liberdade desde que seja para pensar/sentir o mundo, seu mundo, meu mundo, o mundo de Clara. E sendo fiel com as características desta bela personagem, o final do filme é simbólico, poético, anarquista. O confronto entre o individuo e o coletivo, a mulher e o poder estabelecido (a construtora) num jeito “hippie” de ser (anos 60?), lembrando a era da Aquarius que tanto se esperava (espera) no comportamento e nas esperanças de gerações passadas. A era de Aquarius é a era da transição. A era da mudança. A era da revolução. É hora de se (re) pensar nisso? Um filme pode nos despertar para isso? Sim. 
Viva a era da Aquarius renovada pela memória de tempos vividos/perdidos/sentidos/sobrevividos. 
Viva “Aquarius”. 
Parabéns Kleber Mendonça Filho.

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