segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"O MORRO DOS VENTOS UIVANTES" NO CINE CLUBE ALEXANDRINO MOREIRA


A parceria da ACCPA com o IAP (Instituto de Artes do Pará) vai iniciar em 2009 com a exibição do filme "O Morro dos Ventos Uivantes" de William Wyler no Cine Clube Alexandrino Moreira, dai 19/01 (segunda-feira), às 19 h, com entrada franca. O filme completa este ano 70 anos de seu lançamento e inicia dentro da programação feita pela ACCPA, a exibição de uma série de filmes importantes da história do cinema que foram produzidos em 1939 e que este ano completam 70 anos de produção. Entre os filmes que serão exibidos dentro deste conceito, sempre com apresentação e posterior debate entre os espectadores, está o clássico "O Corcunda de Notre Dame" com Charles Laughton. A seguir, texto do crítico Pedro Veriano sobre o filme que consta no Informativo da ACCPA que será distribuido no dia da exibição do filme:
"O MORRO DOS VENTOS UIVANTES"
(Wuthering Heights)
Ano de produção- 1939
Produtor- Samuel Goldwyn
Diretor- William Wyler
Roteiro- Bem Hetch e Charles MacArthur baseado no romance de Emily Bronté
Elenco- Laurence Olivier, Merle Oberon, David Niven, Donald Crisp, Geraldine Fitzgerald.
RESUMO – O dr. Earnshaw (Donald Crisp) fazendeiro em Yorkshire (Ingl) no século XIX, chega de uma viagem trazendo um garoto que achou na rua chamado Heatchcliff. O menino, que logo demonstra um gênio indomável, passa a conviver com os familiares de Earnshaw especialmente a garota Catherine, de sua idade. O tempo passa e a amizade das crianças ganha a força de uma paixão. Complexado por sua classe social, Heatchcliff é um revoltado e um dia foge de casa por achar impossível uma união com quem chama de Kathy. Anos mais tarde ele volta milionário, mas encontra a jovem casada e a fazenda nas mãos do irmão de Katherine, em franca decadência. Retomar o relacionamento torna-se difícil mas ele não desiste comprando o lugar. A doença e morte de Kathy destroem de vez os seus planos.
IMPORTANCIA HISTÓRICA-O filme não traduz inteiramente o romance original, podendo-se considerar que trata apenas de uma parte dele. Mas o excelente roteiro se importa muito mais com a história de amor e consegue fazer uma das mais belas da história do cinema com interpretações magistrais de Laurence Olivier e Merle Oberon.O clima de angustia que cerca as personagens é conseguido com uma introdução e um epílogo que mexem com misticismo. Mas é a fotografia de Gregg Tolland que dá o tom exato para se medir a qualidade do filme, observando-se que foi todo feito em estúdio, até nas cenas das crianças brincando no campo.
CURIOSIDADE-”O Morro dos Ventos Uivantes” é um dos primeiros filmes americanos do grande ator inglês Laurence Olivier (1907-1989). Na época ele namorava a conterrânea Vivien Leigh que filmava a poucos metros dos estúdios de Samuel Goldwyn “...E O Vento Levou” para David O. Selznick. Os dois se encontravam nos intervalos de filmagem e isto não seria um simples romance paralelo aos seus papéis se ambos não fossem casados.O filme de William Wyler figurou entre os melhores de um ano pródigo para Hollywood: 1939. (Pedro Veriano)
Marco Antonio Moreira

HISTÓRIAS DE VAMPIROS


Histórias de vampiros sempre fizeram sucesso nas artes, em especial no cinema. Clássicos como "Nosferatu", de F.W. Murnau, ou mais recentes, como "Drácula", de Francis Ford Coppola, lotam salas e mostram a força desse personagem na tela grande. Filmes de vampiros com adolescentes também são uma grande atração, como foi "Garotos perdidos", de Joel Schumacher. Agora, a franquia dos "dentes pontiagudos e sedentos de sangue" ganha mais um reforço com a chegada de "Crepúsculo", direção de Catherine Hardwicke, que está em cartaz em Belém no Castanheira 6 (dublado) e Iguatemi 1 (legendado).A trama é baseada no fenômeno de vendas que é o best seller homônimo escrito por Stephenie Meyer. Não li o livro (que já rendeu três continuações), mas o filme é de uma chatice atroz. É uma história muito, muito chata, que abusa dos clichês do gênero e, mesmo assim, não se salva. A adolescente de 17 anos Bella (Kristen Stewart), que morava com a mãe, decide passar um tempo com o pai (Billy Burke), na pequena e chuvosa cidade de Forks, em Washington (DC). Ao chegar, a mocinha se depara com as dificuldades de adaptação, mas logo lhe chama a atenção uma família de cinco irmãos, filhos adotivos do médico da cidade, em especial Edward (Robert Pattinson), que é da mesma turma que ela, dividindo, inclusive, a mesma bancada.O rapaz logo dá mostra de que não gostou da menina, tanto que some. Quando retorna, mostra-se mais acessível e por isso, Bella percebe que a cor dos olhos do rapaz não é mais a mesma. A relação continua tensa, até que um dia, inesperadamente, ela a salva de um acidente quando o carro de um colega deles perde o controle e quase esmaga a menina. Bella não consegue entender como Edward cruzou tão rapidamente o estacionamento da escola e como parou, com uma das mãos, o carro desgovernado. Mais intrigada ela fica quando conversa com um colega, que descende de uma antiga tribo indígena local, e ele faz insinuações sobre a origem da família de Edward, os Cullen. A mocinha, com a ajuda do Google (é, querem o quê? A moça tem laptop e celular, afinal ela é moderna), faz pesquisas e conclui que Edward e todos da família dele são, na verdade, vampiros de antiga linhagem.
Bella confronta Edward, que confirma a sua condição, mas enfatiza que sua família é de vampiros que não se alimentam de sangue humano. E revela que o cheiro de Bella é como uma droga para ele, que ele nunca desejou tanto o sangue de alguém. Ela, já apaixonada, diz que confia nele e que sabe que ele nunca irá atacá-la.A vida parece correr tranquila, mas duas pessoas são mortas misteriosamente e o pai de Bella, que é policial, começa a investigar. No dia em que Edward leva Bella para jogar beisebol com a família dele, surgem os autores das mortes: três vampiros sanguinários, cujo membro mais jovem, James (Cam Gigandet) é um grande predador. Ao lado de Victoria (Rachelle Lefevre), a outra vampira do grupo, passa a perseguir Bella, que é defendida pela família Cullen.As cenas de perseguição são as únicas que dão um certo alento neste filme tão morno. O filme é bem linear, traz alguns elementos novos como o fato dos campiros circularem de dia e, principalmente, prega, indiretamente, uma volta aos velhos tempos da valorização da castidade: Edward quase nem toca em Bella, o único beijo entre eles é o mais casto possível e eles passam a noite juntos, ele velando por ela e ela, dormindo como um anjo. E o mais importante: essa condição faz enorme sucesso.E não é apenas porque, como bom vampiro que se preze, Edward é lindo (Robert Pattinson foi o Cedrico, de "Harry Potter e o cálice de fogo"). Lindo, mas chato. Ai, que saudade do vampiro Lestat, de "Entrevista com vampiro", de Anne Rice. Edward está mais para o Louis da série. O que mata mesmo em "Crepúsculo" é a lentidão, a linearidade e a falta de emoção no quesito susto. Mas é um sucesso. Fazer o quê? Com o final em aberto que fica na história, já se espera a segunda aventura "Lua nova", que será lançado em 2010. E é isso...

Dedé Mesquita

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"LANCHONETE OLYMPIA" NO MOVIECOM ARTE


PROJETO MOVIECOM ARTE
Programação de 09 à 15/01

“LANCHONETE OLYMPIA”
Duração : 85 minutos
Horário : 14:00 h
Classificação Etária : 14 anos
Sinopse : Misturando realismo e fantasia, narra o cotidiano de uma decadente lanchonete no subúrbio de Nova York que é ponto de encontro dos imigrantes. Entre funcionários e fregueses, todos mostram a angústia de ser estrangeiro numa América de paranóias e terrorismo, enquanto um gigantesco pôster (o cartaz do filme) ensina aos freqüentadores como salvar uma vítima de asfixia. Elogiado filme “indie” do diretor Steve Barron, que dirigiu clipes para David Bowie, Culture Club e Michael Jackson.
APOIO: LOJAS VISÃO e ACCPA (ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS
DE CINEMA DO PARÁ)
LAGRIMAS CANINAS

Anos de cinemania não tinham me ofertado a decepção e ir a um cinema e não entrar por causa da lotação esgotada. Aconteceu quando eu fui ver, despreocupadamente (pois não esperava bulhufas do filme), “Marley e Eu”(Marley & Me). Como sou teimoso, repeti a dose. Saí de casa pouco depois do meio-dia de uma simples 3ª.feira e consegui ingresso (folgado) para a sessão de 12,50.
Entrei na sala de projeção indagando a mim mesmo o que é que esses novos filmes têm para dar tanto público. Claro que na qualidade de fã desta artindustria gosto de ver casa cheia. Nessas horas a gente tem um pouco de Hemmingway: aceita que os sinos possam a dobrar em nosso favor.
À saída compreendi o motivo do fascínio que mais um filme cachorro está fazendo desde o seu porto de origem. Falta violência. E a ausência de violência também faz a fatura de “Madagascar 2” e, de certa forma, de “Crepúsculo”, onde o violento está a serviço da fantasia ou do que antes metia medo(hoje vampiro é namorado feloz).
Owen Wilson, um dos “penetras bom de bico”, ou seja, um cara enjoado que me pareceu gêmeo de Jason Biggs e Adam Sandler, faz um jornalista que ao se casar adota, junto com a mulher (Jennifer Aniston), um cachorro. Seria o “trailler” para quando chegassem a ser papai e mamãe. Mas logo percebem que o bicho requer cuidados de super-herói, especialmente se for de uma raça como a labrador (chega a 50 kg de peso).Desarrumando a casa e metendo medo quando chega o primeiro bebê, Marley acaba conquistando os donos. O filme trata do casal, da prole, do au au, da profissão do patriarca e também da matriarca, e ainda de uma ligeira rixa entre marido e mulher na fase de DPP (Depressão Pós Parto). Nada de aterrorizante, nem mesmo o fato de haver assaltos a mão armada nas casas vizinhas (tão nosso isso aí !...). Narrando como bom contador de história, David Frankel (“O Diabo Veste Prada”) vai até à morte do animal. Aí o filme, com base num “best-seller” de amplitude internacional, Explicita um quadro melodramático para derreter corações moles. Há quem saia do cinema lagrimando. OK, Wilson é canastrão que passa anos de vida de seu personagem com a mesma cara, o enfoque é demasiadamente domestico para muitos paladares, mas o cachorro está longe de ser um “salvador da pátria” como seus ancestrais (Lassie, por exemplo) e não dá um só golpe de herói nas aventuras (?) familiares. Mas por ser um filme sem emoções, sem parentesco com os “thrillers” e sem apavorar quem quer que seja (exceto os que exigem obra-prima à la carte) é um programa divertido. Pelo menos eu não olhei para o relógio.
O cinema de amenidades está longe de ser desprezível. Quando não é (e isto é importante) chato. E “Marley” é chato. Mesmo para quem não tem cachorro em casa. (Pedro Veriano).
ENQUADRAMENTO DISCUTIVEL

A gente aprende até por intuição que os planos próximos pedem que o olhar do espectador se dirija ao objeto. É aquilo que se vê na tela, sem que as laterais importem. Por causa disso, o normal em closes é a tela pequena, do velho “fullscreen” ao panorâmico atual (widescreen) sem ser anamórfico, ou seja, sem usar as lentes que aquele francês criou e chamou de “cinemascope”. Pois Selton Melo, na sua estréia de diretor, usa o plano próximo como Dreyer usou em “A Paixão de Joana D’Arc” e anos depois Patrice Chéreau usou em “A Rainha Margot”. Por quê ?
O enfoque de Darlene Gloria como mãe alcoólica parece uma pesquisa microscópica de tecido epitelial. Há evidencia de maquilagem nos clilios, de rugas, de suor, enfim, detalhes que acabam subtraindo as expressões faciais da atriz. Também há uma opção pela fotografia sem spots que acaba por prejudicar ao invés de auxiliar a narrativa. Compreende-se que o diretor quis usar o escuro de forma funcional, mas o aspecto “dark” generaliza de tal forma que não se dimensiona um hiato de humor quando o principal personagem encontra os amigos de outros tempos.
“Feliz Natal”(Brasil/2008) sofre de uma ambição de genialidade que cerca muitos primeiros filmes. Mas ainda assim tem bons momentos, e apesar de eu achar de extremo mau gosto o suicídio de uma criança, o final (como o inicio)é criativo, e no caso do final a analogia de cortinas que abrem e fecham em dois tempos.
O cinema nacional precisa de mais humor e mais simplicidade. Não é à toa que as comédias bobas atraem mais platéia. É ruim para a cultura mas é o remédio para a industria. (Pedro Veriano)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

ACCPA E OS MELHORES DE 2008


ACCPA E OS MELHORES DE 2008
(Luzia Miranda Álvares)
Na noite do ultimo dia 23, os membros da crítica de cinema local reuniram-se, como de praxe o fazem há 46 anos (1962-2008), para escolher os melhores filmes que, a seu ver, sobressaíram nos programas de cinema em Belém. Presentes na ocasião: Pedro Veriano (Voz de Nazaré), Marco Antonio Moreira(Troppo), Dedé Mesquita(Amazônia Jornal), José Otávio Pinto(Mendes Publicidade), Fernando Segtovich(cineasta), Arnaldo Prado Jr (pioneiro da crítica)., José Augusto Pacheco (programador de cinemas altenativos), Francisco Cardoso(Cine Unama) e Luzia Álvares(O LIBERAL) que foram além da definição de suas escolhas, confraternizaram e avaliaram algumas políticas importantes implementada pelo presidente da ACPPA. Três colegas que faltaram por alguma razão, enviaram suas listas: Acyr Castro (fundador da APCC), Maiolino Miranda (pioneiro da critica local) e Adolfo Gomes (hoje residente em Savador). A relação final demonstra a valorização dos programas extras exibidos em espaços culturais e cinemas comerciais que contribuíram com alguns títulos.
Iniciando o evento, Marco Antonio Moreira, o atual presidente da entidade fez um balanço do que havia procurado agregar em torno do cinema entre nós, quer tenha sido a programação-parceira com outras entidades como o Instituto de Artes do Pará (IAP), a Escola do Governo, o Espaço Cultural Cine Olympia, quer a criação de mais um canal de formação de platéias como o Moviecom Arte, a participação em debates, mesas redondas e, também, convite a intelectuais para intrvenção com a platéia sobre filmes escolhidos para certas ocasiões. O Curso de Cinema em parceria com a Associação Cristã e Cine UNAMA, ministrado por Pedro Veriano e por ele próprio também foi evidenciado. Outras conquistas: o www.accpara.blogspot.com (intencionando que todos os associados contribuam com opiniões sobre cinema), a logomarca (aprovada por todos no ano passado), parti cação no Youtube, a carteira de identificação de associado e a de entrada nos cinemas da Empresa Moviecom; a parceria com as videolocadoras FOXVIDEO e BLOCKBUSTER. Marco foi além dessa apresentação ao considerar estar dando prosseguimento ao que já havia sido realizado por Pedro Veriano e os demais presidentes como Acyr Castro e Luzia, que imprimiram incentivo pelo amor ao cinema em Belém.
A relação geral dos melhores filmes e demais categorias mencionadas nas 14 listas individuais considerou os lugares conforme os pontos (de 10 a 1) obtidos pelos filmes e assim, houve 9 posições que definiram os 10 títulos da síntese geral.

Melhores Filmes – Relação Geral ACCPA

1º Sangue Negro (These Will Be Blood/EUA , 2007) de Paul Thomas Anderson – 82pts
2º Império dos Sonhos (Inland Empire/ EUA/Polônia/França,2006) de David Lynch – 55 pts
3º Na Natureza Selvagem (Into the Wild/EUA, 2007) de Sean Penn – 35 pts
4º Batman, O Cavaleiro das Trevas (The Night Warrior/EUA,2008) de Christopher Nolan – 34 pts
Onde os Fracos Não Tem Vez (No Country for Old Men/EUA,2007) de Joel e Ethan Coen – 34 pts
6º Medos Privados em Lugares Públicos (Couers/França,2006) de Alain Resnais – 27 pts
7º A Culpa é do Fidel (La Faute a Fidel/França,2007) de Julie Gavras – 23 pts
8º O Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream/EUA,2007) de Woody Allen – 21 pts
9º Em Busca da Vida (Sanxia Haoren/China, 2006) de Zhang Ke Jia – 20 pts
10º Longe Dela (Away From Her/Canadá, 2007) de Sarah Polley – 19 pts

Outras categorias:

Diretor - - Paul Thomas Anderson e David Lynch - 4 pts.
Ator – Daniel Day Lewis por “Sangue Negro” - 9 pts
Atriz – Marion Cottillard por “Piaf”- 6 pts
Ator Coadjuvante – Heath Ledger (Batman, Cavaleiro das Trevas) – 5 pts
Atriz Coadjuvante – Rachel Weisz ( Um Beijo Roubado) e Marisa Tomey (Antes que o Diabo...) – 2 pts
Montagem – David Lynch ( Império dos Sonhos) – 3 pts.
Direção de Arte - Mark Bartholomew, James Hambidge, e outros (Batman) – 3 pts
Roteiro Original – David Lynch (Imperio dos Sonhos) – 4 pts.
Roteiro Adaptado – Jon Krakauer e Sean Penn (“Na Natureza Selvagem“); Paulo Thomas Anderson (“Sangue Negro”) e Ethan e Joel Cohen (Onde os Fracos ...) – 2 pts.
Direção de Arte – Colin Freeman, David Warren e Francesca Lo Schiavo (“Sweed Todd..”) – 3 pts.
Fotografia – Robert Elswit (“Sangue Negro”) – 3 pts.
Música – Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder (“Na Natureza Selvagem) – 2 pts.
Figurino – Marit Allen ( Piaf ) – 4 pts.
Efeitos Especiais – Michael Bradley e equipe (Batman) – 7 pts.
Animação – WALL-E – 6 pts.
Documentário – “Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho – 6 pts.
Reprise – “Gritos e Sussurros”, de Ingmar Bergman – 5 pts.

Dois filmes relacionados entre os melhores foram lançados pelo circuito Moviecom; um pelo Cine Libero Luxardo; três pelo Cine Estação e um pelo Cinema 2. três pelo Moviecom Arte Alguns desses filmes já foram editados em DVD, no Brasil. Do grupo, seis são norte-americanos, dois franceses, um canadense, um chinês.
O filme vencedor esteve em todas as listas individuais.
Dentre as grandes bilheterias do ano figurou, na relação dos críticos, “Batman”. Os chamados “blockbusters”, como sempre, não foram mencionados.
Como acontece todas as vezes em que concorre, Woody Allen fatura uma posição entre os melhores. Este não ano não foi diferente. ”O Sonho de Cassandra” manteve a tradição.
Entre as moções especiais votadas no encontro destacaram-se:

1) às empresas Moviecom, pelo incentivo ao cinema local ao criar mais salas de cinema no Pará; e a inauguração do Moviecom Arte, com apoio da ACCPA e Lojas Visão;
2) a Marco Antonio Moreira, pelas atividades e conquistas feitas em nome da ACCPA;
3) moção de pesar pelo fechamento dos Cinemas 1, 2 e 3.
O destaque especial do ano coube ao cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, e o conjunto de sua obra que vai receber certificado desta moção conferido pela ACCPA.
A lista individual de cada membro da Associação segue abaixo:

Luzia Miranda Álvares
1)Sangue Negro (These Will Be Blood/EUA , 2007) de Paul Thomas Anderson
2)A Culpa é do Fidel (La Faute a Fidel/França,2007) de Julie Gavras
3)Desejo e Reparação (Atonement/Inglaterra, 2007) de John Wright
4)Na Natureza Selvagem (Into the Wild/EUA,2007) de Sean Penn
5)A Casa de Alice (Brasil, 2007) de Chico Teixeira
6)Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto (Before Devil Knows Your’e Dead/EUA,2007) de Sidney Lumet.
7)Irina Palm (Bélgica, Alemanha,2007) de Sam Garbarski
8)O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon/França.Suiça 2007) de Mathieu Amalric
9)4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptamâni si 2 Zile/Romenia,2007) de Christian Mungiu
10)O Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream/EUA, 2007) de Woody Allen

Pedro Veriano
1)Sangue Negro
2)Na Natureza Selvagem
3)Longe Dela
4)Em Busca da Vida
5)Antes Que O Diabo Saiba Que Você Está Morto
6)A Culpa é do Fidel
7)Desejo e Reparação
8)Sonho de Cassandra
9)A Casa de Alice
10)4 Meses, 3 Semanas E 2 Dias

Acyr Castro
1)Sangue Negro
2)O Nevoeiro, de Frank Darabont
3)Linha de Passe, de Walter Salles e Daniella Thomas
4)O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
5)Batman - O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan


Maiolino Miranda
1)A Idade da Inocência (Denys Arcand)
2)Piaf, Um Hino ao Amor ( Oliver Dahan)
3)O Sonho De Cassandra
4)Longe Dela
5)O Escafandro e a Borboleta (Mathieu Amalric)
6)A Sombra de Goya (Milos Forman)
7)Faces (John Cassavettes)
8)Irina Palm (Sam Garbarski)
9)Desejo e Reparação (John Wright)
10) Medos Privados em Lugares Públicos


Arnaldo Prado Jr.
1)Império dos Sonhos
2)Luz Silenciosa, de Carlos Reygadas
3)Medos Privados em Lugares Públicos
4)A Via Láctea, de Lina Chamie
5)Fim dos Tempos, de M. Night Shyamalan
6)O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
7)Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes
8)Sangue Negro
9)Paranoid Park, de Gus Van Sant
10)Control, de Anton Corbjin

Marco Antonio Moreira Carvalho
1) Na Natureza Selvagem
2) Império dos Sonhos
3) Sangue Negro
4) Onde os Fracos não tem Vez
5) O Escafandro e a Borboleta
6) O Sonho de Cassandra
7) Fim dos Tempos
8) A Banda, de
9) The Brown Brunny
10)O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

José Augusto Pacheco
1)Sangue Negro
2)Paranoid Park
3)O Império dos Sonhos
4)Em Busca Da Vida
5)Não Estou Lá,
6)Luz Silenciosa
7)O Sonho de Cassandra
8)Batman – O Cavaleiro Das Trevas
9)O Assassinato De Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
10) Onde Os Fracos Não Tem Vez

Dedé Mesquita
1) "Sangue negro"
2) "A culpa é do Fidel"
3) "Vick Cristina Barcelona"
4) "Senhores do crime", de David Cronenberg;
5) "Batman - o cavaleiros das trevas"
6)"Juno", de Jason Reitman;
7) "Fôlego", de Kim Ki-duk;
8) "Onde os fracos não têm vez"
9) "Não estou lá", de Todd Haynes;
10) "Antes que o diabo saiba que você está morto", de Sidney Lumet.

Francisco Cardoso
1)Medos Privados em Lugares Públicos
2)Na Natureza Selvagem
3)Um Beijo Roubado – Kar Wai Wong
4)Sangue Negro
5)Onde os Fracos não têm vez
6)Irina Palm
7)Longe Dela
8)Piaf , um Hino ao Amor – Oliver Dahan
9)Vicky Cristina Barcelona
10)Desejo e Reparação

José Otávio Pinto
1) O Império dos Sonhos
2)Uma Mulher sob Influência, de John Casavetes
3)Fôlego, de Kim Ki-duk]
4)Sangue Negro
5)Em Busca da Vida, de Jia Zhang-ke
6)Medos Privados em lugares Públicos
7)Faces, de John Cassavetes
8)Brown Bunny, de Vincet Gallo
9)Vale Abraão, de Manoel de Oliveira
10)Paranoid Park, de Gus Van Saint

Fernando Segtowick
1)O Império dos Sonhos
2)Batman - O Cavaleiro das trevas
3)Onde os fracos não têm vez, de Joel & Etan Cohen;
4)Sangue Negro
5)Não Estou Lá
6)Linha de Passe
7)Vick Cristina Barcelona
8)Medos Privados em lugares Públicos
9)Fim dos Tempos
10)O Homem de Ferro

Adolfo Gomes
1) Batman - o cavaleiro das trevas
2) Onde os fracos não têm vez
3) Império dos Sonhos
4)Cleópatra
5)Fim dos Tempos
6)O nevoeiro
7)REC
8)O Homem de Ferro
9) Em Paris, de Christophe Honoré
10) O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Gordon

domingo, 4 de janeiro de 2009

'30 QUADROS POR SEGUNDO" NO MOVIECOM ARTE


De 02/01 à 08/01/09
“30 QUADROS POR SEGUNDO”
Com Justin Soto
Direção : Ed Ratke
Duração : 85 minutos
Genêro : Drama
Classificação Etária : 14 anos
Horário : 14:10 h
Sinopse : Grupo de adolescentes diverte-se pelas ruas de Nova York roubando câmeras de vídeo de turistas. Eles revendem os aparelhos, mas permanecem com as fitas. Com o material, montam um filme com as imagens roubadas de suas vítimas.
Apoio : Lojas Visão e ACCPA
Marco Antonio Moreira

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