segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"CABARET" DE BOB FOSSE NA SESSÃO CULT DO CINE LÍBERO LUXARDO DIA 30/01/10

“CABARET”
Original: Cabaret - EUA, 1972
Direção : Bob Fosse
Roteiro de Jor Masteroff, John Van Druten, Christopher Isherwood e Jay Presson Allen baseado no musical de Joe Masteroff e John Van Druten.
Fotografia de Geoffrey Unsworth
Música de John Kander
Elenco: Liza Minnelli, Joel Grey, Michael York, Helmut Griem, Marisa Berenson.
Argumento: O cabaré Kit Kat na Berlim de 1930 é palco das aventuras amorosas da cantora americana Sally Bowles (Minnelli),especialmente com o professor de inglês, também norte-americano, Brian Roberts (York), de quem engravida. Pensando sempre em ser atriz de cinema, Sally pratica o aborto sem consentimento de Brian e isto faz estremecer a relação entre eles. Paralelamente o nazismo ganha campo no país e na sequência final já se observa, na platéia do cabaré, vários soldados com suástica gravada nas lapelas de suas camisas.
Importância Histórica: A versão cinematográfica de “Cabaret” resultou no maior sucesso das carreiras do coreógrafo e cineasta Bob Fosse (ator de “O Pequeno Príncipe”) e da atriz Liza Minnelli (filha do diretor de cinema Vincente Minnelli e da atriz Judy Garland). Mais do que um musical, o filme mostra muito bem como a Alemanha deixou-se dominar pelo nazismo. Os números musicais apresentados utilizam metáforas desta situação. E em “flashes” observa-se o contraste existente na República de Weimar (a Alemanha depois da 1ª. Guerra Mundial): de um lado a pobreza gradativa da população, vulnerável aos extremos de direita (nazismo) e esquerda (comunismo), e de outro a diversão nos cabarés onde em meio a cenários luxuosos estava a descrição musical (sendo emblemático o numero final) do panorama politico.O filme ganhou 8 “Oscar”: atriz, direção, ator coadjuvante, direção de arte,fotografia,edição, musica e som.Quando a critica mundial relacionou os 100 melhores filmes do século XX “Cabaret” estava entre os 30 primeiros títulos.

SESSÃO CULT
“CABARET”
CINE LÍBERO LUXARDO
SABÁDO DIA 30/01/10
HORÁRIO : 16 H
ENTRADA FRANCA
Após o filme, debate entre o público e críticos da ACCPA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

"AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL" E "A BOLHA ASSASSINA" NA SESSÃO AVENTURA DO CINE OLYMPIA DIA 31/01/10


SESSÃO AVENTURA
SERIADO : “AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL” - Episódios 9 e 10.
LONGA-METRAGEM :
“A BOLHA ASSASSINA”
Original: The Blop –EUA,1958
Direção de Irvin R. Yeaworth Jr.
Roteiro de Kay Linaker do livro de Amélia R. Long
Fotografia de Thomas Spalding
Música de Ralph Carmichael e Burt Bacharach.
Elenco: Steve McQueen, Aneta Corsaut, Eral Owe e George Karas.
Argumento : Um casal de namorados em uma pequena cidade americana observa o que seria a queda de um meteorito (“estrela cadente”). O bólido cai perto de onde eles estavam e logo sabem que deixou no chão uma gosma a ser retirada por um camponês. Mas esta gosma tem a faculdade de absorver objetos e com isso aumentar seu tamanho. Logo se sabe que a “bolha” extraterrestre (como ficou conhecida) tende a aumentar indefinidamente ameaçando desequilibrar a órbita da Terra.
Importância Histórica : O filme marcou a estréia do ator Steve McQuenn e lançou a música-tema de Burt Bacharach um rápido sucesso. No gênero “science-fiction” está entre os roteiros sobre ameaças vindas do espaço, inspirando-se no livro “ A Cadeia das 7” de Stephen Wull. Foi um “filme B” tão comentado nos anos 60 que chegou a gerar uma refilmagem de sucesso nos anos 90.

SESSÃO AVENTURA
“AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL” (EPISÓDIOS 9 E 10)
“A BOLHA ASSASSINA”
CINE OLYMPIA
DOMINGO DIA 31/01/10
HORÁRIO : 16 H
ENTRADA FRANCA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"A MARCA DA MALDADE" DE ORSON WELLES NA SESSÃO CINEMATECA DIA 24/01/10

“A MARCA DA MALDADE”
Título Original:Touch of evil
Estados Unidos, 1958
Direção: Orson Welles
Elenco: Janet Leigh, Charlton Heston, Orson Welles, Ray Collins, Joseph Calleia, Akim Tamiroff , Marlene Dietrich
Argumento : Ao investigar um assassinato, Ramon Miguel Vargas (Charlton Heston), um chefe de polícia mexicano em lua-de-mel em uma pequena cidade da fronteira dos Estados Unidos com o México, entra em choque com Hank Quinlan (Orson Welles), um corrupto detetive americano que utiliza qualquer meio para deter o poder.
Importância Histórica: Depois de anos sem filmar sob a produção de um grande estúdio, Welles faz mais uma de suas obras-primas com um roteiro impecável e com grande atuações de Charlton Heston, Janet Leigh e do próprio Welles num dos papéis principais. A música da Henry Mancini e a fotografia em preto e branco criam um clima diferenciado para a história num filme que é considerado por muitos críticos como um dos 100 melhores do cinema.

SESSÃO CINEMATECA
“A MARCA DA MALDADE”
Cine Olympia
Domingo dia 24/01/10
Horário : 16 h
Entrada Franca

"MONTY PHYTON : O SENTIDO DA VIDA" NA SESSÃO CULT SABÁDO DIA 23/01/10


"MONTY PHYTON : O SENTIDO DA VIDA"
Original: The Meaning of Life-Inglaterra,1983
Direção de Terry Gilliam e Terry Jones.
Roteiro de Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Terry Jones, Eric Idle e Michael Palin.
Fotografia de Peter Hannan e Roger Pratt.
Música de John Du Prez
Elenco: Os Monty Phyton (Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Terry Jones, Eric Idle, Michael Palin), Carol Cleveland, Simon Jones,Patricia Quinn,Jude Law.
Argumento: O filme é feito de seqüências independentes que tentam explicar, sempre em tom de farsa, o que diz o titulo, ou seja, o sentido da vida. Nessa busca filosófica entram esquetes críticos sobre o comportamento humano, como um casal religioso que só faz sexo para procriar e por isso soma uma multidão de crianças, uma aula de sexo para homens, um homem obeso que literalmente explode num restaurante de luxo e a sátira ao “Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, com a morte levando as pessoas depois de uma conversa sem sentido.
Importância Histórica: O filme é o mais caro e o último do grupo de comediantes ingleses, os Monty Phyton,nascidos e criados na televisão. Ao contrário de seus projetos anteriores para cinema como “A Busca do Santo Graal” e “A Vida de Bryan”, feitos com baixo orçamento e terminados pela interferência de amigos como George Harrison (o Beatle), desta vez entrou dinheiro da Universal Pictures e uma distribuição internacional.O humor dos Phyton, extremamente debochado, não agradou muita gente. Mas foi reconhecido ao ganhar o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cannes de 1983. Também foi o inicio do fim do grupo cômico. Terry Gilliam foi para os EUA e ainda hoje é diretor de sucesso tendo feito filmes como “Os 12 Macacos”, “Brazil”, “O Pescador de Ilusões”, “As Aventuras do Barão Munchausen”e o recente “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, último trabalho do ator Haeth Ledger.Graham Chapman morreu em 1989. John Cleese é ator de diversas comédias americanas. Eric Idle ainda marca presença como ator e Michael Pallin também interpreta e escreve mas não dirige comédias.

SESSÃO CULT
"MONTY PHYTON : O SENTIDO DA VIDA"
Cine Líbero Luxardo
Sabádo dia 23/01/10
Horário : 16 h
Entrada Franca
Após o filme, debate entre o público e críticos da ACCPA
Programação : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Vicio e Virtude

O dr. Gergory House (Hugh Laurie) da aplaudida série de TV, toma analgésico como água depois de uma burrada de colega que lhe operou uma perna. Mas House não chegou a ir adiante para diminuir sua dor. Pelo menos no vídeo nunca usou cocaína, heroína, crack e outras drogas. Menos feliz o policial Terence McDonagh que Nicolas Cage miraculosamente interpreta (pois para mim ele nunca foi bom ator) em “Vicio Frenético”(Bad Lieutnant) o novo filme de Werner Herzog.
Terence luxou a coluna (ou deve ter sido levado a fazer uma hérnia de disco) quando foi salvar um preso de ser afogado dentro de uma cela durante o furacão Katrina em New Orleans. O lado médico da coisa é extremamente reticente. O rapaz poderia passar por uma cirurgia como passou House (que mesmo assim, e sem se explicitar o mal, prosseguiu com as dores). Mas o seu médico foi curto e grosso: “-Tome analgésico sempre”. O “sempre” levou o paciente ao superlativo. Logo o policial estava abordando gente na rua, pedindo que esvaziasse os bolsos, pegasse a droga que a pessoa escondia, e, sem dar queixa a seu departamento, levava consigo para consumo próprio.
São muitos os filmes sobre viciados em tóxicos. Um dos melhores foi “Escravo do Vicio”(L’Esclave/França, 1953) de Yves Ciampi (1921-1982) com Daniel Gélin (1921-2002), pai da atriz Maria Schneider (par de Marlon Brando em “O Último Tango em Paris” e de Jack Nicholson em “O Passageiro” de Antonioni). Ali um homem entregue à cocaína vai ao “delirius tremus”. Próximo do que se viu através de Billy Wilder & Ray Milland trocando-se a coca por álcool em “Farrapo Humano”(Lost Weekend/EUA,1945). Antes de seguir: álcool é droga. E no cinema talvez tenha mais exemplos ilustrativos: além de Milland, ganhador de Oscar pelo papel, penso em Jack Lemmon e Lee Remick em “Vicio Maldito”(Days of Wine and Roses/EUA,1963) de Blake Edwards.
Nada melhor para tratar do homem da lei que dá mau exemplo do que Werner Herzog, cineasta alemão que dirigiu Klaus Kinski mais de uma vez, prova de quem sabe lidar com temperamentais (para não dizer malucos). O próprio Herzog exibia um comportamento explosivo – ou simplesmente fora dos padrões de uma época. Isto quando o conheci, em 1980. Ele queria de Belém roupas antigas para filmar “Fitzcarraldo” (1981) história de um seringalista maluco que desejava construir um teatro na selva amazônica para exibir operas. A inauguração seria com a presença de Enrico Caruso, a voz mais aplaudida das primeiras décadas do século XX .Andei com Herzog atrás disso até em programas de rádio. Em minha casa deixou-se fotografar abrindo a camisa no dizer que a câmera é uma arma (e ele estava se entregando a um “fuzilamento”). Antes desse encontro, passei seus primeiros filmes em cópias de 16mm na sede da AABB pelo Cine Clube APCC (a hoje ACCPA). Eram peças cabeça. Lembro de uma seqüência extremamente longa de pequenas personagens passeando em roda sem uma explicação racional. O filme chamava-se “Os Anões Também Começam Pequenos”(Auch Zwerge Haben Klein Amgefangen/Alemanha,1967) . Esse tipo de cinema era adorado por alguns colegas da critica. Mas dele saiu pelo menos um titulo que fez sucesso popular: “O Enigma de Kaspar Hausen”. O distribuidor do filme no Brasil, Jeberlotti, também esteve aqui e fez a maior propaganda de seu produto. Vendeu-o a Luís Severiano Ribeiro, mas com dublagem para o francês. O ator,Bruno S (Bruno Schlierstein) foi descoberto pelo cineasta em um asilo.Não era muito diferente do garoto criado com animais (Kaspar Hauser) e o posterior Stroszek(outro titulo de Herzog). Lembra o que o belga Jaco Van Dormael fez com Pascal Duquenne em “O Oitavo Dia”(Le Huitième Jour/França,1996) – e também no aqui ainda inédito “Mr. Nobody”(França/Itália, 2009).
Hoje fazendo cinema nos Estados Unidos, Werner Herzog mostra-se perfeitamente entrosado na cinematografia industrial (eu poderia dizer popular). Este seu filme com Nicolas Cage pode até ser detestado por seus antigos cultores. Mas é um dos melhores que fez. Despojado dos vícios cinemanovistas(esses tão perigosos quanto os encenados), trabalha um drama humano com a profundidade que não afunda quem assiste. E deixe momentos magníficos como o final, com o policial e o homem que salvara anos antes, ambos sentados diante de um aquário, ele dizendo que “ainda se arrepende de ter molhado a sua cueca” ao se atirar n’água. Um sopro de humor numa tragédia onde o riso que se vê antes é sardônico como o de uma hiena.
E este ano é o terceiro filme que eu vejo em cinema. Eu que antes via mais filmes em salas de rua do que os dias do calendário. Pudera, cinema, hoje, é loja de shopping. E só deixa de vender o produto quando sai de moda...(Pedro Veriano).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lembrando Wyler

A revisita a “Fogo de Outono”(Dodsworth) deve sugerir uma visão mais ampla da obra de William Wyler um dos mais talentosos cineastas americanos da fase “de ouro”de Hollywood.
Wyler visitou Belém já aposentado. Veio com a esposa e hospedou-se no Hotel Grã Pará. Pensei em entrevistá-lo. Mas antes de mim foi o Ubiratan de Aguiar (Pierre Beltrand). Começou chamando-o de diretor de “...E O Vento Levou”(confundiu o filme com “O Morro dos Ventos Uivantes”). Depois disse logo que não se expressava em inglês, espanhol ou francês, opções do visitante. Gripado, Wyler despachou o jornalista e pediu aos norte-americanos que trabalhavam no escritório do USIS (United States Information Service),ao lado do consulado ianque, que não mais o incomodassem. Naquele tempo ainda havia uma brecha oferecida por meus amigos do mesmo departamento: uma viagem de iate que o diretor em volta da cidade. Não fui. Lamentei. Wyler morreu pouco tempo depois.
Mas há muito a ver e falar dele. Diretor preferido de Bette Davis, li de sua simplicidade ao comentar uma seqüência de um filme com Bette, “Pérfida”(The Litlle Foxes)em que ela era sempre focalizada da cintura para cima.Um espectador pensou que a tomada queria dizer do caráter malévolo da personagem. Wyler riu. Bette havia batido a perna e não podia ficar de pé. Filmou sentada. Só isso.
Em “O Morro dos Ventos Uivantes” reclamaram que o filme só focou uma parte do romance de Emile Bronté. Wyler não deu bola. Fez a melhor das versões do trágico romance do pobretão(mais tarde milionário) Hatchcliff e a aristocrata Cathy (Laurence Olivier e Merle Oberon). Basta o plano de Cathy ao dizer para a criada “I am Hatchcliff!”(Eu sou Hatchcliff) e um raio iluminar seu rosto. A escritora não teve esse poder de síntese.
Em “Perdição por Amor”(Carrie) a sutileza foi ao máximo no final, quando o fracassado amante(ainda Olivier) da atriz que dá nome ao texto original de Theodor Dreiser (Jennifer Jones), vai pedir à ela um pouco de comida e, ao sair do camarim da jovem abre a torneira de gás. Está implícito que ele vai se matar. Nada de falas ou filmagem explicita.
Neste “Fogo de Outono” a saída do empresário da fabrica que ajudou a criar e agora abandona na aposentadoria, com os empregados fazendo fila para ele passar, é um prodígio. A câmera segue atrás de Dodsworth (Walter Huston), o personagem.
Não vi um só filme ruim deste grande diretor. E ele esteve em vários gêneros, do introspectivo como o citado “Carrie” ao megalômano “Ben Hur”.Trabalhava para produtores que o prestigiavam e escolhia atores capazes para os papéis de seus filmes. E sabia narrar, sabia transmitir o que lhe era dado a transmitir.
Wyler jogava no time de Hitchcock, Hawks, Ford, Capra, McCarey, Lubitsch, Wilder, Dieterle, Wellman, King, Fleming, e poucos mais que faziam os gols do cinema americano de inicio da era sonora. Muito de sua obra já existe em DVD. Quem está aprendendo cinema que o conheça logo.(Pedro Veriano)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

CLÁSSICO "FOGO DE OUTONO" NO CINE OLYMPIA - DE 19 À 31/01/10

"FOGO DE OUTONO"
Direção: William Wyler
Roteiro: Sinclair Lewis (romance), Sidney Howard (dramatização / roteiro), Robert Wyler (contribuição especial)
Gênero: Drama/Romance
Ano de Produção : 1936
Duração: 101 minutos
Com : Walter Houston, Paul Lukas e Mary Astor
Sinopse : Com dinheiro da venda do carro, um casal viaja num cruzeiro pela Europa e, ao invés de uma segunda lua-de-mel, vive uma crise, já que a esposa paquera outros homens para se sentir atraente e o marido se encanta com a presença de outra jovem divorciada. Belíssima adaptação do romance de Sinclair Lewis, sobre um homem com muitos anos de casamento que percebe que pode perder a mulher amada. Daí, ambos vêem-se forçados a reavaliar suas vidas e suas diferentes maneiras de encantar e conhecer o mundo. Indicado ao "Oscar" de Melhor Filme, Melhor Direção (William Wyler), Melhor Gravação de Som, Melhor Roteiro, Melhor Ator (Walter Huston) e Melhor Atriz Coadjuvante (Maria Ouspenskaya).

"FOGO DE OUTONO"
Cine Olympia
De 19 à 31/01/10
Horário : 18:30 h
Entrada Franca

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