quarta-feira, 19 de maio de 2010

"WEEK END" DE GODARD NO CC ALEXANDRINO MOREIRA DIA 24/05/10

"WEEK END"
Original: Week End, 1967
Direção e Roteiro: Jean-Luc Godard
Fotografia : Raoul Coutard
Com Mirelle Darc, Jean Yanne, e Jean-Pierre Kalfon.
Argumento : Um casal ambicioso e inescrupuloso planeja uma viagem ao interior da França, na tentativa de conseguir uma herança. No meio do caminho, encontra estradas completamente engarrafadas, acidentes automobilísticos graves, personagens de histórias infantis e guerrilheiros. O que se segue é uma constante e complexa reflexão sobre o modo de vida burguês e os contrastes sociais sublinhados pela sociedade de classes.
Importância Histórica: Comédia satírica e política de Godard, um dos maiores nomes do movimento Nouvelle Vague que revolucionou o cinema. “Week End” é um dos filmes mais importantes do movimento e da própria filmografia de Godard pela sua narrativa revolucionária que marcou definitivamente todos os filmes deste grande diretor que este ano completa 80 anos de idade.

SESSÃO ACCPA/IAP
"WEEK END"
SEGUNDA-FEIRA DIA 24/05/10
CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
AUDITÓRIO DO IAP (INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ)
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE O PÚBLICO E CRÍTICOS DA ACCPA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA

Próximo Programa: “LUZ DE INVERNO” de Ingmar Bergman

terça-feira, 18 de maio de 2010

"TERRA ESTRANGEIRA" NO CINECLUBE OI ESTAÇÃO DIA 19/05/10


A década de 90, marcada pela ascensão do exterminador do futuro (leia-se Fernando Collor de Mello), é rica em análises para o chamado cinema da retomada, ou seja, o renascimento da produção cinematográfica nacional. Com a extinção da Embrafilme e outros órgãos federais ligados a produção e difusão audiovisual, o aquecimento do mercado registrado nos anos 80 é interrompido em nome de confiscos, corte de verbas e outros desmandos de bandidos.
Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil (1995) legitima o cinema nacional como possibilidade real do retorno ao mercado, independente da leis de curtas e longas para exibição. O filme de Carla Camurati é emblemático para o período, porém alguns pesquisadores afirmam que a tal retomada já tinha começado anos antes em filmes com orçamentos ainda mais baixos, cachês simbólicos e aquela vontade imperiosa de fazer cinema em condições periféricas: Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach; Capitalismo Selvagem (1993), de André Klotzel; Sábado (1994), de Ugo Giorgetti e A Causa Secreta (1994), de Sérgio Bianchi. E a fênix renasce das cinzas em diversos estilos e temáticas, em filmes vigorosos como Os Matadores (1997), de Beto Brandt; Um Céu de Estrelas (1996), de Tata Amaral; Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldos e Lírio Ferreira, Santo forte (1999) de Eduardo Coutinho; Nós que aqui estamos por vós esperamos (1999) de Marcelo Masagão; Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles, entre outros.
Terra Estrangeira não se prende a um estilo definido como em A Grande Arte, fiasco artístico e comercial na tentativa de domínio do gênero policial. Em Terra Estrangeira Salles começa com os procedimentos do drama realista para depois aboli-los com a saída de cena de Laura Cardoso, morta pela luz fria da televisão depois da transmissão dos procedimentos econômicos ditados pela então ministra Zélia Cardoso de Melo. O tom realista é quebrado pelo clima de desorientação nos frames que transmitem a mudança financeira pela ministra do confisco, que mais tarde resulta no plano fixo de uma Pietá invertida: a mãe nos braços do filho em tons cinza, preto e branco e os reflexos de luz pausados do trânsito noturno do minhocão.
São várias as influências de outros diretores: Antonioni pelos planos abertos e o quase desparecimento do indivíduo diante das grandes paisagens; o concreto de São Paulo que remete a Wenders em Alice nas Cidades; Hitchcock no travelling circular na cena da mesa com gangsters estrangeiros em Portugal. Orson Wells no plongée.
Na fotografia de Walter Carvalho a opção declarada pela climão do cinema noir e o filme de estrada, até chegar naquela cena carregada de símbolos: o navio encalhado numa praia deserta em Cabo Verde. O mar como possibilidade de um cinema do mundo, depois presente como aceno de mudança (ou não) em Abril Despedaçado e O Primeiro Dia.
Realizado em apenas quatro semanas e equipe mínima, Terra Estrangeira revela a obsessão de uma geração em fazer cinema quando o contexto diz não, e a coragem de mudar o roteiro no meio da produção ao incorporar elementos de outros sotaques que podem até falar a mesma língua, mas não se entendem, como é o caso dos imigrantes de Angola e Moçambique numa pátria lusa que de nada tem de cartão postal. No filme, Portugal é uma espécie de cabaré das colônias e o Brasil um país de emigrantes deslocados.
Terra Estrangeira traduz bem esse sentimento de ser e estar estrangeiro dentro do próprio espaço ou longe dele. Seja no Brasil, em Portugal ou Espanha, o estrangeiro estará sempre impregnado deste sentimento de evasão, não adaptação, de não conformidade ao que está posto. Nada mais contemporâneo.

Augusto Pachêco

Obs.: "Terra Estrangeira" será exibido na abertura do Cineclube Oi Estação, na orla da Estação das Docas, dia 19/05/10, às 19 h.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"O JARDIM DOS FINZI CONTINI" NA SESSÃO CULT SABÁDO DIA 22/05/10

“O JARDIM DOS FINZI CONTINI”
Original: Il Giardino dei Finzi Contini-Itália, 1970
Direção de Vittorio De Sica.
Roteiro de Giorgio Bassani, Vittorio Bonicelli. Ugo Pirro e colaboração não creditada de Franco Brusati, Alain Katz, Tullio Pinelli, Cesare Zavattini, Valério Zurlini e Vittorio De Sica.
Fotografia de Ennio Guarnieir
Musica de Manuel De Sica.
Elenco: Lino Capolicchio, Dominique Sanda, Fabio Testi, Romolo Valli, Helmut Berger.
Resumo do argumento : Em Farrara (Itália), a família Finzi Contini, composta de judeus da classe média-alta, começa a sofrer a perseguição nazi-fascista. Quem estuda fica proibido de freqüentar escola, quem é empregado perde o emprego, e o cerco vai apertando até que os fascistas, seguindo os alemães, levam todos para um campo de extermínio.
Importância Histórica: Para a critica internacional este foi o último grande filme do diretor de “Ladrões de Bicicletas”, “Milagre em Milão”e “Umberto D”, considerado um dos melhores cineastas do movimento neo-realista. Também é o filme que marca a volta de De Sica a um cenário italiano, sabendo-se que pouco antes ele havia se acomodado ao esquema dos grandes estúdios de Hollywood. O filme ganhou o "Oscar" de filme estrangeiro, o Bafta inglês, o David de Donatello italiano, o Urso de Ouro do Festival de Berlim e mais 5 prêmios internacionais.

SESSÃO CULT
“O JARDIM DOS FINZI-CONTINI”
Cine Líbero Luxardo
Dia 22/05/09
Horário : 16 h
Entrada Franca
Após o filme, debate entre os críticos da ACCPA e o público presente
PROGRAMAÇÃO : ACCPA

"QUE FILME TU VAI FAZER ?" NO CC PEDRO VERIANO DIA 18/05/10

O debate sobre como fazer cinema no Brasil é o destaque da programação do Cineclube Pedro Veriano desta terça-feira, 18 de maio. O documentário paulista “Que filme tu vai fazer?” de Denoy de Oliveira, apresenta entre outros, depoimentos de cineastas como Nelson Pereira do Santos, João Batista de Andrade, Carlos Reichenbach e Chico Botelho. O debate será direcionado pela diretoria da ABDeC-Pa e todos são convidados.
No média-metragem “Que filme tu vai fazer?”, Denoy de Oliveira registra um momento de perplexidade e resistência. Quando o governo Fernando Collor de Mello fecha a Embrafilme e outros órgãos de regulamentação do cinema brasileiro, o diretor começa a entrevistar cineastas de norte a sul do país. Dessa prospecção resulta um inventário de projetos, sonhos, frustrações e esperança, antes da “retomada” da produção audiovisual a partir de meados dos anos 1990.
Segundo o crítico Gustavo Galvão, o documentário “persiste como testemunho genuíno do impacto causado pelo canetaço de presidente Fernando Collor de Mello que fechou a Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme), o Conselho Nacional de Cinema (Concine) e a Fundação do Cinema Brasileiro, em março de 1990. Sem perder jamais a veia cômica, o média-metragem de Denoy de Oliveira faz um apanhado dos projetos que pululavam pelo Brasil. Projetos... Alguns saíram do papel, outros não. O que conta é a obstinação em reagir. O filme combina a porção documental (com depoimentos de cineastas de diferentes estilos) com uma sátira abusada do contexto político que resultou no desmanche do cinema brasileiro. A investida é valorizada por soluções inspiradas ao cubo, como o cemitério onde jazem a Embrafilme e a reserva de mercado. E os recortes de jornal da época servem de amostras da cretinice de parte da elite brasileira, que resume o valor da cultura a questões mercantilistas”.
Produzido entre julho e novembro de 1991 e lançado em 1992, “Que filme tu vai fazer?” estimula o debate sobre a produção cinematográfica e abre um novo olhar para o processo fílmico no país.
Ficha técnica
Direção: Denoy de OliveiraRoteiro: Denoy de OliveiraElenco: Luiz Alberto Pereira; Colomide P. Gomes, Walter RogérioEmpresa Produtora: Palmares Arte e VídeoEmpresa(s) Co-produtora(s): Coop. dos técnicos do filme beca produtora de filmesProdução Executiva: Mario BorgnethDireção Fotografia: Silvio VieiraMontagem/Edição: Milton BolinhaCenografia: Marlene BarbosaFigurino: Debora Ivanov, Deocélia MelloTécnico de Som Direto: Uli BruhnMixagem: Eduardo SantosTrilha sonora: Caito Marcondes e Denoy de Oliveira
Sobre o Cineclube Pedro Veriano
O Cineclube Pedro Veriano é uma parceria da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Pará (ABDeC-Pa) com a Fundação Curro Velho, através do projeto do Governo Federal Cine Mais Cultura.
Por se tratar de uma iniciativa da ABDeC-Pa, entre suas prerrogativas está a predileção por filmes em curta-metragem (antes dos longas), documentários e produções brasileiras. O Cineclube conta ainda com a parceria da APCC – Associação Paraense dos Críticos de Cinema, que uma vez por mês promove uma sessão em seu espaço.
As sessões do Cineclube Pedro Veriano são sempre às terças-feiras as 18h30, na Casa da Linguagem que fica na Avenida Nazaré, esquina com Assis de Vasconcelos. A entrada é gratuita.

domingo, 16 de maio de 2010

CINEMA GRATUITO NA ORLA DA ESTAÇÃO DAS DOCAS

Projeto Oi Cine Estação é estendido e chega, no dia 19 de maio, à orla do complexo para a democratizar o acesso a sétima arte.
“Dezembro” e “Terra Estrangeira” serão os primeiros filmes exibidos às margens da Baía do Guajará dentro da programação do projeto do CineClube Oi Estação. O lançamento será em 19 de maio, dia em que a orla da Estação das Docas será transformada em mais um espaço para a divulgação da sétima arte no complexo.
A ação é uma vertente do projeto Oi Cine Estação, que apresentará gratuitamente filmes paraenses e de outras partes do Brasil. Para essa proposta inovadora a Organização Social Pará 2000 tem a parceria da Associação de Críticos de Cinema do Pará, que fará a seleção dos filmes e conduzirá debates sobre eles, e patrocínio da Oi.
Por meio do CineClube, o Governo do Pará pretende permitir uma maior interação entre os cineastas e o público, além de valorizar a cultura brasileira e democratizar o acesso ao cinema. A iniciativa é direcionada para públicos de todas as idades, mas tem foco especial em crianças e adolescentes.
“Nossa intenção é formar uma nova platéia para cinema em Belém, que envolva pessoas de todas as idades em um lazer construtivo e positivo”, declara a diretora administrativa da Organização Social Pará 2000, Rose Aranha.
As exibições serão às 19 horas com entrada franca. Confira a programação do CineClube Oi Estação até Agosto de 2010:

MAIO :
Dia 19/05:
Curta: "Dezembro" de Fernando Segtowick/Longa: "Terra Estrangeira" de Walter Salles Jr.
Dia 26/05:
Curta: "O Menino urubu" de Fernando Alves/Longa: "Fantasia" de Walt Disney
JUNHO:
Dia 02/06
Curta: "Belém - Cidade das Águas" de Jorane Castro/Longa: "O Invasor" de Beto Brandt
Dia 09/06:
Curta: "Matinta" de Jorge Vidal/Longa: "Tempos Modernos" de Charles Chaplin
JULHO
Dia 21/07:
Curta: "Visagem" de Roger Ellarrat/Longa: "Jogo de Cena" de Eduardo Coutinho
Dia 28/07 :
Curta: "O Rapto do Peixe-Boi" de Cássio Tavernard/Longa: "Sete Homens e um Destino" de John Sturges
AGOSTO:
Dia 04/08:
Curta: "Miragens – Crônicas de um Muro" de Andrei Miralha/Longa: "Bye, Bye Brasil" de Carlos Diegues
Dia 25/08:
Curta: A Origem dos Nomes" de Marta Nassar/Longa: "O Fantasma do Paraíso" de Brian De Palma

Serviço:
Data: 19/05/2010
Hora: 19h
Local: Orla da Estação das Docas – Boulevard Castilho França, s/n. Campina, Belém-PA.
Contato: Assessoria de Comunicação da OS Pará 2000 – (91) 3212-5660/ 8802-3489

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"AO LADO DA PIANISTA" NO CINE LÍBERO LUXARDO ATÉ DIA 16/05


"Ao Lado da Pianista"
O sentimento de inveja já rendeu grandes clássicos no cinema como A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz, que traz para a linguagem cinematográfica a transcrição certeira da obra "The Wisdom of Eve" de Mary Orr. Até a teledramaturgia brasileira se valeu do clássico de Mankiewicz para a criação de "Celebridade" de Gilberto Braga (dívida de sangue com "All about Eve" e "La Doce Vita").
O cinema francês contemporâneo revisita o gênero com o suspense “Ao Lado da Pianista”, praticamente uma estréia do diretor Denis Dercourt em telas brasileiras a exercitar o tema da inveja e da vingança contando com os desempenhos que marcam a retina do cinéfilo na composição das personagens Mélanie (Déborah François) e Ariane Fouchécourt (Catherine Frot).
No filme a inveja e a vingança são sentimentos trabalhados em etapas; prazer individual que aposta na paciência trabalhada a ser degustada sem pressa, ainda que o nível de tensão pontue a narrativa de Dercourt, que explora a paixão pela arte longe de qualquer sentimento altruísta ou compensador. A arte, no caso, a música, não engrandece a formação pessoal de Mélanie, sendo o pretexto moral (?) que não supera traumas nem aplaca dores mal resolvidas. Enfim, uma relação cruel com o processo artístico.
E é em nome do processo artístico que Dercourt se vale de uma ferramenta poderosa para a composição do filme: a trilha sonora elaborada pelo compositor Jérôme Lemonier, que parece ter dividido o filme em etapas: piano, sedução, tensão, vingança. Com um roteiro quase minimalista, a direção do filme consegue passar o clima sufocante que a partir de um certo momento toma conta da narrativa.
A condução de Dercourt segue a cartilha de um cinema francês que privilegia silêncios, evita excessos estéticos em nome de um estilo marcado pelo rigor (ver filmes de Luc e Jean-Pierre Dardenne). É só observar a precisão dos planos fixos, o uso da câmera lenta e as intervenções discretas da trilha sonora. Às vezes, o simples ato que desconcentra na hora de um teste pode fazer estragos que não estavam previstos na tênue relação arte/música/pessoas.
"Ao Lado da Pianista" rendeu mais de 700 mil ingressos nas bilheterias francesas, além da indicação de três prêmios César. Assista!
Augusto Pachêco

terça-feira, 11 de maio de 2010

"O VENTO SERÁ TUA HERANÇA" NA SESSÃO CULT DIA 15/05/10

"O VENTO SERÁ TUA HERANÇA"
Original: Inherit the Wind-EUA,1960
Direção de Stanley Kramer
Roteiro de Nedrick Young, Harold J. Smith e Jerome Lawrence baseado na peça de Robert Lee.
Elenco: Spencer Tracy, Frederic March, Gene Kelly, Dick York, Donna Anderson, Harry Morgan, Claude Akins, Elliot Reid.
Argumento: Em 1925, numa cidade do Tennessee, um professor é preso por ensinar a seus alunos a Teoria de Darwin. Levado a julgamento, um repórter de Baltimore contrata para a defesa um hábil advogado, respeitado internacionalmente. Os locais, usam dos serviços de um promotor fundamentalista que foi colega de faculdade do advogado. O debate, obviamente, discute a Teoria de Evolução, observando controvérsias em textos bíblicos. Completando o enfoque, a filha de um pastor é a namorada do professor a ser julgado.
Importância Histórica : Stanley Kramer foi por muito tempo considerado o mais inteligente produtor de Hollywood. Chegou a ser citado como tal no filme “A Grande Chantagem”(The Big Knife) de Robert Aldrich (uma espécie de “raio x” da industria cinematográfica). Neste filme que ele produz e dirige a peça de teatro original ganha corpo não só pelo tema como pelos intérpretes, especialmente Spencer Tracy(advogado de defesa) e Fredric March(acusador). Um duelo em que pesam experiência dos atores, diálogos precisos e uma narrativa vibrante que jamais deixa a impressão da origem do texto (teatro).O assunto gerou 3 versões para a TV ( 1965-1988-1999) sendo a mais ambiciosa a de 1999 dirigida por Daniel Petrie com Jack Lemmon.

SESSÃO CULT
"O VENTO SERÁ TUA HERANÇA"
Cine Líbero Luxardo
Sabádo Dia 15/05/10
Horário : 16 h
Entrada Franca
Após o filme, debate entre os espectadores e críticos da ACCPA
Programação : ACCPA
http://www.youtube.com/watch?v=Mo8I-UnRnao


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