terça-feira, 15 de junho de 2010

"VERGONHA" DE INGMAR BERGMAN NO CC ALEXANDRINO MOREIRA DIA 21/06/10

"VERGONHA"
Original: Skammen – Suécia, 1968
Direção e roteiro de Ingmar Bergman
Fotografia de Sven Nykvist
Elenco: Max Von Sidow, Liv Ullman,Gunnar Björnstrand.
Argumento: Um casal de músicos, Jan e Eva, moram isolados numa casa de campo, quando são surpreendidos por uma revolução. Eles são considerados colaboracionista e perseguidos. Além de terem pela frente novos inimigos, os dois possuem problemas pessoais, ela desejando um filho e ele não. Quando os guerrilheiros atacam Ana, o marido repele exibindo uma violência até então insuspeitada.
Importância Histórica: O filme é um dos mais importantes na analise da pessoa humana, tarefa a que se dedicou Ingmar Bergman a partir da segunda parte de sua filmografia. Com filmagem em sua própria ilha-residência(Faro) o filme possui todos os elementos presentes no melhor que Bergman realizou. Denuncia a violência como uma reação do homem pacifico, desde que incitado.Vários prêmios internacionais e candidato ao "Globo de Ouro".

Dia 28/06 - "LUZ DE INVERNO" de Ingmar Bergman

SESSÃO ACCPA/IAP
"VERGONHA"
Cineclube Alexandrino Moreira
Auditório do IAP (Instituto de Artes do Pará)
Segunda-feira dia 21/06/10
Horário : 19 h
Entrada Franca
*Após o filme, debate entre o público presente e críticos da ACCPA
Programação : ACCPA

"KHAMSA" NO CINE OLYMPIA - DE 22/07 À 04/07/10

“KAHMSA”
(França, 2008)
Direção: Karim Dridi
Com Marc Cortes, Medhi Laribi, Raymond Adam , Simon Abkarian
Duração 95’
Classificação etária 12 anos.
Sinopse: Depois de fugir de sua família adotiva, Khamsa volta para o acampamento cigano onde nasceu 13 anos atrás. Nada parece ter mudado desde que ele foi forçado a partir, os jogos de cartas tarde da noite, o mergulho no mar Mediterrâneo, as brigas de galo. Khamsa está novamente em casa. Até que seu melhor amigo Coyote conhece Rachitique, um ladrãozinho, com quem começa a realizar pequenos furtos. A juventude e a inocência de Khamsa irão rapidamente acabar à medida que ele desce numa espiral de delinqüência. Exibido na 32a Mostra Internacional de Cinema - São Paulo

“KHAMSA”
Cine Olympia
De 22/06 à 04/07/10
(exceto segunda-feira)
Horário: 18:30 h
Entrada Franca
Apoio: Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e CulturesFrance.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

"SEM DESTINO" DE DENNIS HOOPER NA SESSÃO CULT DIA 19/06/10

"SEM DESTINO"
*Homenagem ao diretor/ator Dennis Hooper
Original; Easy Rider-EUA, 1969
Direção de Dennis Hopper
Roteiro de Dennis Hopper, Peter Fonda e Terry Southern
Produção de Dennis Hopper e Peter Fonda.]
Fotografia de Laslo Kovacs
Direção musical: Mike Deasy
Elenco:Peter Fonda, Dennis Hopper, Jack Nicholson, Luana Andersen.
Argumento: Dois “hippies”, Wyatt e Billy cortam o deserto do sul da Califórnia em caminho de Nova Orleans onde pretendem assistir ao “Mardi-Gras”(o celebre carnaval local).Pelo caminho distribuem drogas e encontram diversos tipos.
Importância Histórica: O filme é considerado “histórico” pelos críticos norte-americanos. Retrata uma época (os anos 60/70), focalizando as comunidades “hippie” e uma cultura peculiar. Fonda e Hopper trataram o projeto a partir de uma idéia de Fonda quando, segundo ele, contemplou uma foto que tirou com Bruce Dern perto de uma moto. “Na contra-luz não se podia dizer que éramos nós”, disse ele. Assim o filme seria o que uma frase publicitária definiu: ’Um homem saiu para procurar a América e não conseguiu encontrá-la em lugar algum”. O tempo da contra-cultura. O filme ganhou um prêmio em Veneza para cineasta estreante (Hopper).

SESSÃO CULT
"SEM DESTINO"
Cine Líbero Luxardo
Sabádo Dia 19/06/10
Horário : 16 h
Entrada Franca
*Após o filme, debate entre o público presente e críticos da ACCPA
Programação : ACCPA (Associação dos Crítícos de Cinema do Pará)

sábado, 12 de junho de 2010

"UM HOMEM SÉRIO" EM DESTAQUE

“UM HOMEM SÉRIO" de Joel e Ethan Cohen. Os irmãos Cohen representam hoje o melhor do cinema americano. Seus filmes, desde o surpreendente “Gosto de Sangue”, revelam um cinema diferenciado, construído em cima de imagens e palavras bem elaboradas e que a cada filme, fortalecem cada vez mais o estilo de cinema dos Cohen. Os personagens de seus filmes, vivem suas odisséias cheias de curvas e imprevistos, levando-os a caminhos variados, com final feliz, ou não. Em “Onde os Fracos têm Vez”, um de seus melhores filmes, este estilo se consolidou numa obra que reflete bem os dias de espanto e falta de ética que vivemos hoje.
Em “Um Homem Sério”, os Cohen criam um personagem que acredita na lógica, na matemática e que entende o universo como algo exato, e por isso, vive se perguntando porque certas coisas acontecem com ele, um homem sério e digno das tradições de sua familia.Mas sua mulher o abandona, os conceitos de sua religião acabam se tornando cada vez menos importantes, o acaso é cada vez mais freqüente e sua vida é cada vez menos previsível. Como ser sério e equilibrado com tudo isso? Os irmãos Cohen não têm essa resposta e muito menos pretendem que a religião ou o acaso apareçam e expliquem tudo. Ao contrário. Em “Um Homem Sério”, as perguntas mais uma vez ficam sem resposta, até porque, no universo dos Cohen, respostas exatas não existem. Existe sim o caos, que todos os personagens têm que saber lidar, mesmo que para isso tenham que derrubar seus dogmas, especialmente os religiosos. “Tudo é Matemática” diz o personagem principal. Ledo engano que ele vai percebendo aos poucos e refazendo os seus conceitos na “marra”, como todos nós. Só falta ao personagem principal do filme entender que a vida não é uma ciência exata. Como um furacão, um acidente de carro, uma morte, uma separação, nada é exato e em “Um Homem Sério”, nos surpreendemos com esta afirmação a cada cena “nonsense” que inevitavelmente nos remete a cenas de outros filmes dos Cohen.
Fundamentais para o cinema moderno americano, os Cohen a cada filme realizam um cinema de autor, livres para discutir o que quiserem, o que sentem e o que é relevante. Os filmes dos Cohen nos falam da vida como ela é, como nós gostaríamos que fosse e fatalmente, nos revela que tudo é diferente do que imaginado mais que isso não deve ser razão para a infelicidade. Caos, ordem, desordem, falta de lógica, confusão. A vida é assim e ninguém tem mais propriedade para falar sobre isso no cinema de hoje que os irmãos Cohen

Marco Antonio Moreira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cinema, Copa e Outras Coisas

.

Saiu outra lista de melhores filmes de todos os tempos. Agora em forma de mapa. Clique imdb.com e repare que praticamente nada mudou. Fato que endossa aquela opinião de Peter Bogdanovich: “os melhores filmes já foram feitos”. Pode não ser bem assim, mas a base da linguagem do cinema veio de um tempo heróico onde fotografia ainda exigia muita sensibilidade de película, controle da luz com a abertura ou não (manual) do diafragma e outros leros técnicos.
Claro que “A Felicidade Não Se Compra”é mencionado.
Mas o tema agora é futebol, é a Copa do Mundo que faz cessar tudo o que as musas cantam. Já me disseram que se o Dunga, treinador da Seleção Brasileira, não levar o time pelo menos até às semi-finais, vai ser recambiado para a mina dos outros anões. Quem sentencia é o Mestre e quem apóia é o Zangado.
Ah sim: Branca de Neve já consultou o espelho mágico, herdado da bruxa (que morreu no filme, você viram). Mas ela não conta quem vai ganhar o campeonato mundial de futebol. Já dizem que Branca se esquiva de ser condenada por preconceito. Afinal, a Copa é na África e uma branca não pode dizer que negros vão levar a pior. O “appartheid” já foi.
“Duas Senhoras”(Dans l aVie) é um belo filme. Conta o relacionamento de uma judia paraplégica com uma palestina que passa a ser sua governanta (e a filha dela sua enfermeira). Elas vêem na TV a guerra perene no Oriente Médio. O marido da palestina fica furioso. A mulher nem tanto. E a judia acaba lendo o Alcorão enquanto a governanta viaja para Meca.
Além de tocar na possível convivência de palestinos com judeus o filme mostra que é saudável (e até divertido) tratar de quem está extremamente carente de cuidados, de quem chega a pedir para sair deste mundo. Todos os deuses apostam na caridade como forma de elevar o espírito e com isso melhorar o mundo. O cinema também pode ajudar fazendo filmes assim. O diretor é um marroquino chamado Philippe Faucon.
No DVD checo minha memória. “Odisséia Para Além do Sol” eu não esqueci em mais de trinta anos. Não pela qualidade cinematográfica, mas pelo tema, uma idéia do casal Gerry e Sylvia Anderson (se separaram no inicio dos anos 70). Segundo a idéia deles, um planeta que faz órbita em torno do sol de forma a não ser percebido pela Terra, é um espelho da gente. Tudo o que tem aqui, tem lá. Não é bem antimatéria, pois se fosse o contato entre os dois geraria explosão. Mas é um clone. E quando se mandam astronautas para lá os de lá mandam para cá. E a confusão é grande, valendo como uma viagem ao País do Espelho de Lewis Carrol sem Alice e sem rainhas. Um modelo de “sci-fi” engenhosa. Tanto que as espaçonaves fora do nosso mundo não fazem ruídos como nas “guerras estelares” de Hollywood. É um cuidado imenso com a realidade astronômica em meio à ficção. Vale rever.
Também revi “Moby Dick” de John Huston. O melhor é o texto de Herman Meville respeitado numa fala do Capitão Habab (Gregory Peck). O pior é Peck. Velho canastrão não deixa que surja devidamente dimensionado o homem que luta contra o seu predador, ou quem vingou a espécie mutilando-o. O livro é cultuado, o filme nem tanto.
Melhor de rever é “Alcatraz, Fuga Impossível”(Escape from Alcatraz) de Don Siegel. O professor de Clint Eastwood dirige o aluno no melhor que se fez sobre prisão. Clint é o condenado que planeja e executa uma fuga do presídio tido como inexpugnável. Tudo funciona, até pelo fato de não se dizer dos crimes dos detentos. Comparável só “Um Sonho de Liberdade” de Frank Darabont.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"AS TESTEMUNHAS" NO CINE LÍBERO LUXARDO

"AS TESTEMUNHAS"
Titulo original: (Les Témoins)
Direção: André Téchiné
Com Michel Blanc , Emmanuelle Béart e Julie Depardieu e Johan Libéreau
Sinopse:1984. Manu (Johan Libéreau) é um jovem de 20 anos, que chega a Paris em busca de trabalho. Um dia ele conhece Adrien (Michel Blanc), Sarah (Emmanuelle Béart) e Mehdi (Sami Bouajila), um casal amigo de Adrien que enfrenta problemas no casamento. Como pano de fundo, a eclosão da AIDS e o medo que desestabiliza amizades e casamentos.

"AS TESTEMUNHAS"
Cine Líbero Luxardo
De 10 a 13 e de 17 a 20 de junho, às 19h30.
APOIO : ACCPA

segunda-feira, 7 de junho de 2010

CINECLUBE OI ESTAÇÃO - QUARTA DIA 09/06/10


Cine Clube Oi Estação - Cinema na Orla
Programação de quarta, 9 de junho

Curta-metragem: “Matinta Perera”
Direção : Jorge Vidal
Com Adriano Barroso. 15’. 18 anos
Sinopse:Quem não conhece a lenda amazônica da Matinta Perera, contada e recontada e até já musicalizada por Tom Jobim. A velha ou uma espécie de pássaro (a forma varia de lugar pra lugar) assobia pedindo fumo e assombra as crianças. O curta-metragem “Matinta Perera” (2004), de Jorge Vidal, aplica a lenda da Matinta sobre a realidade atual da periferia de Belém. O filme de 15 minutos já foi premiado em festivais como Prêmio Ver-o-Peso (melhor vídeo nacional), I Festival de Belém do Cinema Brasileiro (melhor ator para Adriano Barroso, que faz o papel do pai) e o Guarnicê do 28º Festival Guarnicê de Cinema de São Luis (melhor roteiro para Jorge Vidal).

Longa-metragem :"Não por Acaso"
Direção :Philippe Barcinski.
Com Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros e Letícia Sabatella. 90 min. 18 anos
Sinopse: Ênio (Leonardo Meideiros) é um engenheiro de trânsito que comanda o fluxo de carros em São Paulo. Ele possui uma mania de controle que também se reflete em sua casa, onde suas ações são extremamente controladas. Ele se surpreende quando reencontra Mônica (Graziella Moretto), sua ex-mulher, que lhe diz que sua filha Bia (Rita Batata), de 16 anos, deseja conhecê-lo. O encontro é adiado devido a um acidente sofrido por Mônica, que atropela Teresa (Branca Messina). Ambas morrem, o que faz com que Ênio e Pedro (Rodrigo Santoro), namorado de Teresa e dono de uma marcenaria especializada na construção de mesas de sinuca, entrem em luto. Seis meses depois Bia encontra Ênio, mas pai e filha enfrentam dificuldades em se relacionar. Já Pedro é forçado a visitar o antigo apartamento de Teresa, onde agora vive Lúcia (Letícia Sabatella).

CINECLUBE OI ESTAÇÃO
"MATINTA PERERA"/"NÃO POR ACASO"
Local : Estação das Docas
Horário : 19 h
Entrada Franca
*Após o filme, debate entre o público e os críticos da ACCPA
Apoio : ACCPA

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