sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"MELANCHOLIA" DE LARS VON TRIER NO CINE ESTAÇÃO A PARTIR DO DIA 08/12


‘Melancholia’, de Lars von Trier, no OI Cine Estação
Neste fim de ano, o cinemão da Estação das Docas finalmente exibe um dos mais belos filmes realizados nos últimos anos: ‘Melancholia’, escrito e dirigido por Lars von Trier, com Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland e Kirsten Dunst, laureada com Prêmio de Melhor Atriz em maio deste ano no Festival de Cannes 2011.
A narrativa gira em torno de duas irmãs durante e logo após a festa de casamento de uma delas, enquanto a Terra está prestes a colidir com um planeta gigante que está se aproximando ameaçadoramente. A festa glamourosa e cara está longe de ser bem sucedida, com os pais divorciados de Justine abertamente hostis no jantar.
A idéia do filme surgiu durante uma sessão de terapia do diretor Lars von Trier (Dogville, Ondas do Destino, Manderlay, O Anticristo). Trier, em seguida, desenvolveu a história não como um filme de desastre e sem qualquer ambição de retratar astrofísica realista, mas como uma forma de analisar a psiquê humana durante um desastre.
A história das duas irmãs como personagens principais foi desenvolvida por meio de uma troca de cartas entre Trier e a atriz Penélope Cruz. A atriz espanhola escreveu que gostaria de trabalhar com Trier, e falou com entusiasmo sobre a peça ‘As Criadas’ de Jean Genet.
Penélope Cruz foi inicialmente escalada a desempenhar o papel principal, mas desistiu quando o cronograma de filmagem de outro projeto foi alterado. Dunst tinha sido sugerida para o papel pelo cineasta americano Paul Thomas Anderson em uma conversa sobre o filme entre ele e Trier. Grande parte da personalidade do personagem Justine foi baseada no processo terapêutico de Trier.
No filme, a inserção do prelúdio de ‘Tristan und Isolde’, de Richard Wagner, foi inspirada na afirmativa de Marcel Proust ao concluir que o prelúdio de Wagner é a maior obra de arte de todos os tempos. ‘Melancholia’ usa a música mais do que qualquer filme de Trier desde ‘The Element of Crime’, de 1984. Os efeitos visuais foram elaborados por uma equipe de 19 artistas gráficos, que trabalharam no projeto durante três meses.
A estreia oficial aconteceu na última edição do Festival de Cannes 2011, exatamente no dia 18 de maio. Na coletiva, Trier brincou com a imprensa sobre como trabalhar em um filme pornográfico de hardcore com Dunst e Gainsbourg, fez piadas sobre judeus e nazistas, disse que compreendia Adolf Hitler, que admirava o trabalho do arquiteto Albert Speer, e anunciou que era um nazista. Foi o suficiente para ser considerado ‘persona non grata’ e ser expulso do festival, mesmo dando entrevistas promocionais sobre o filme.
A sugestão palaciana de um conto de fadas apocalíptico, que remete ao romantismo alemão, traz para o filme interpretações excepcionais de todo elenco, em especial para Kirsten, Dunst, que já tinha trabalhado com Sophia Coppola (As Virgens Suicidas) e Michel Gondry (Brilho eterno de uma mente sem lembranças). Ela interpreta uma personagem diferente de qualquer outro que ela já tentou, o que lhe valeu o prêmio máximo de interpretação feminina em Cannes.
O filme é uma produção dinamarquesa com co-produtores internacionais na Suécia, França, Alemanha e Itália. As filmagens ocorreram na Suécia e o orçamento total foi de 52,5 milhões de coroas dinamarquesas.

Sinopse
Um planeta chamado Melancolia está prestes a colidir com a Terra, o que resulta em sua destruição por completo. Neste contexto Justine (Kirsten Dunst) está prestes a se casar com Michael (Alexander Skarsgard). Ela recebe a ajuda de sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg), que juntamente com seu marido John (Kiefer Sutherland) realiza uma festa suntuosa para a comemoração.

Serviço
Melancholia. De Lars von Trier. Com Kirsten Dunst, Kiefer Sutherland e Charlotte Gainsbourg. 14 anos. 130m. Ficção científica.
Datas de exibição em dezembro
8 (quinta), às 18h e 20h30
9 (sexta), às 18h e 20h30
10 (sábado), às 18h e 20h30
11 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
16 (sexta), às 18h e 20h30
17 (sábado), às 18h e 20h30
18 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
Ingressos: R$ 7,00 (com meia-entrada para estudantes).
Realização: OS Pará 2000, Secretaria de Estado de Cultura – Secult e Governo do Estado.
Apoio: ACCPA

terça-feira, 29 de novembro de 2011

'TIO BOONME" NO CINE OLYMPIA É UM DOS MELHORES FILMES DO ANO

"Tio Boonmee que pode recordar suas Vidas Passadas” de Apichatpong Weerasethakul.
É cada vez mais raro ver no cinema de hoje um filme que procura encontrar na narrativa cinematográfica uma magia e um significado mais abrangente e complexo. Às vezes, tenho impressão que para a maioria dos cineastas, o cinema já esgotou todo o seu potencial e o melhor a fazer e se repetir, fazendo mais do mesmo. Mas felizmente, bons filmes ainda estão sendo feitos, os cineastas ainda podem arriscar e o público pode/deve alcançar as novas idéias/intenções/objetivos dos cineastas que arriscam. Por isso, “Tio Boonmee que pode recordar suas vidas Passadas” é tão importante pois resgata esta esperança de que o cinema como arte ainda está apenas começando. Ao mostrar a história do Tio Boonmee (Thanapat Saisaymar), que resolveu passar os últimos dias de sua vida ao lado de seus amigos e parentes recolhido em uma casa perto da floresta,o diretor escolhe o caminho do surreal, do delírio, valorizando a vida e a natureza e ao mesmo tempo questionando seus paradigmas. Tio Boonmee não apenas está morrendo nesta vida que conhecemos, mas consegue ver suas vidas passadas, entrando em contato com seu filho e esposa, já falecidos, que vem lhe ajudar a fazer a passagem deste mundo real para outro mundo, desconhecido.
Neste contato com sua família, a relação com sua história de vidas passadas, a morte à sua frente, a natureza mostrando o seu equilibro, Tio Boonmee delira e pacientemente aceita este caminho de vida/morte/real/imaginário que agora vive. O diretor reforça esta passagem do personagem com longas cenas, mostrando a paz da natureza versus a ansiedade de ser humano como Tio Boonmie. E esta naturalidade que o personagem principal tem de lidar com o que está lhe acontecendo, nos é mostrada sem mêdos. Tudo é natural. Ver o filho de Boonmee aparecendo em outra forma que não humana, é natural. Ver a história de uma princesa que dialoga com um peixe, é natural. Por isso, o olhar do espectador ao ver este filme, não pode ser o mesmo olhar de sempre.
Em “Tio Boonmee” somos forçados a ver o filme, o cinema, com outros olhos, outra interpretação, quebrando nosso paradigma pessoal em relação à sétima arte. Ao procurar entender essa viagem do Tio Boonmie, mudamos e de alguma forma, entendemos mais uma vez a força que o cinema tem de nos impressionar, surpreender. “Tio Boonmie” é isso e muito mais. É um filme sobre a vida e a morte, que valoriza a nossa passagem neste mundo e revela novas visões e siginificados do que é a vida e o que e a morte. É um filme que nos provoca com estas questões e nos pertuba com suas intenções. Os bons filmes são assim. Resta-nos alcançá-los. Basta querer. (Marco Antonio Moreira)

domingo, 27 de novembro de 2011

"ENTRE DEUS E O PECADO" NA SESSÃO CULT DIA 03/12/11




"ENTRE DEUS E O PECADO"
Original:Elmer Granty-EUA, 1960.
Direção e roteiro de Richard Brooks da peça de Sinclair Lewis.
Elenco; Burt Lancaster, Jean Simmons, Arthur Kennedy, Shirley Jones.
Argumento: Um oportunista falastrão encontra um acampamento de uma seita religiosa e se diz pastor, conseguindo com a sua oratória fácil empolgar multidões. Ele assume um romance com a jovem líder da seita, mas o estimulo às demonstrações de fanatismo não dura muito.
Importância Histórica : Sinclair Lewis (1885-1951) um dos grandes nomes da literatura e teatro americanos foi muito adaptado pelo cinema (34 roteiros de suas obras). Este filme dirigido por Richard Brooks(de “À Sangue Frio”) é das mais felizes adaptações de Lewis. Deu o "Oscar" de ator a Burt Lancaster, de atriz a Shirley Jones e de roteiro a Brooks. Também ganhou mais 5 prêmios e 8 candidaturas em mostras internacionais. É um libelo contra o fanatismo religioso e o oportunismo que gera ao deixar que apareçam os exploradores da boa fé do povo. Neste quadro o tipo representado por Lancaster está excelente, marcando a carreira do ator antes ligado aos filmes de aventuras e “gangster”.



SESSÃO ACCPA/CINE LÍBERO LUXARDO
SESSÃO CULT
"ENTRE DEUS E O PECADO"
SABÁDO DIA 03/12/12
HORÁRIO : 16 H
ENTRADA FRANCA
INADEQUADO PARA MENORES DE 12 ANOS
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE O PÚBLICO E CRÍTICOS DA ACCPA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA (ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DO PARÁ)

"TIO BOONMEE E OUTRAS VIDAS"


Filmes da estatura de “Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” (Lung Boonmee Raluek Chat, 2010) do tailandês Apichatpong Weetasethakul dificilmente chegam ao circuito comercial. Narrativa não concessiva, em que a argumentação e o desfecho não são conclusivos, deixa o/a espectador/a livre para diversas opiniões sobre o que vê. E, da mesma forma, pode ser amado e/ou rejeitado. Amado se for compreendido na sua extrema solicitação à natureza, explora uma trilha de ruídos de pássaros e o som do vento, as luzes aparentemente naturais, a floresta e as cavernas sendo convividas entre os animais e as pessoas, tudo, enfim, significando a unidade da vida física e imaterial do ser humano.
O fio condutor do enredo pode-se dizer que evidencia o cotidiano de um ex-combatente da guerra no Laos amargando ter “morto muitos comunistas”, se vê doente dos rins, num constante tratamento pela hemodiálise, e na expectativa de sua partida para um outro plano da existência. E justamente este plano, além da vida material, que é abordado com substância de uma cultura especifica, virtualmente quebrando os limites da existência terrena e das lendas ancestrais. Reunido com alguns parentes, certo dia, Boonmee vê chegar à mesa de jantar, sua esposa falecida há mais de dez anos e o filho que desaparecera há 9, surgindo como um símio de olhos vermelhos. Recebem estas figuras a cunhada de Boonmee e seu sobrinho, afinal quem cuida da sua enfermidade. Todos se admiram da juventude perene da Huay, a mulher que morrera há muitos anos e que aparece como se mantivesse a idade em que deixou o mundo dos vivos. Na conversa entre eles, ela descreve detalhes de seu sepultamento enquanto todos comentam sem espanto. E o jovem filho transformado em animal, expõe as origens de sua aparência quando por curiosidade capturou, em uma fotografia (ele era fotógrafo profissional), uma figura estranha a qual seguiu os passos e em contato com esse animal, veio a incorporar a estranha metamorfose. Todos conversam e só quem tem queixas é o próprio Boonmee, mesmo assim, construindo uma barraca na mata onde passa algumas horas com a cunhada e onde conta o seu passado.
As personagens decidem explorar uma caverna e é aí que o enfermo vai deixar seu corpo físico. Mas nada é “de graça”. Antes há a intervenção de uma lenda, como um sonho, onde uma princesa é despojada de seus bens e descobre o prazer sexual com uma figura mítica marinha. Na caverna, luzes e sombras atestam o mundo em que a lenda, a espiritualidade e a materialidade se mesclam em harmonia. Tudo o que se vê no filme é apresentado como muito natural, esvaziando a cisma de terror que uma abordagem desse feitio poderia causar em um tipo de cinema.
Formalmente é um projeto audacioso. A narrativa é constituída em sua maior parte de planos abertos e fixos. Só percebi um movimento (manual) de câmera e um plano próximo (não chega a ser um close). Há tomadas em que a câmera permanece no enquadramento enquanto os tipos focalizados saem de sua captação. Também não há travelling, não há efeito especial além de uma tomada inicial de Huay em que ela aparece só com a metade do corpo e depois se vai formando totalmente (ou quando simplesmente desaparece). Até a transformação do jovem em símio é suprimida, Nada que escandalize, que leve o folclore regional a um plano sensacionalista.
Creio que o público deve estranhar no filme sua opção pelo contemplativo, a demora das seqüências, a parcimônia dos cortes. É como um ritual tailandês. Impressionante e realmente novo em cinema exibido em gêneros ou formas.
O que dá substância ao filme é o tom comunicativo entre matéria e espírito traduzido na substância da natureza humana. Em certo momento, Tio Boonmee revela a existência integrada desses mundos, sem que isso leve a pensar numa dimensão religiosa, mas na complentação desses espaços vistos de forma unificada. Nesse aspecto, também, o/a espectador/a vai supor que o cineasta tailandês está tentando passar uma crença doutrinária sobre a concepção espírita, mas, na verdade, se trata de reverência à unicidade do ser humano como manifestação do modo de vida desse povo. Excelente! Imperdível. (Luzia Miranda Álvares)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O LADO "FAKE" DA ARTE SEGUNDO ORSON WELLES


O Lado "Fake" da arte segundo Welles
Cineasta realiza em seu último filme uma reflexão sobre autenticidade

Com a massificação cada vez mais consolidada da internet, está se tornando comum convivermos com ‘fakes’ – nome atribuído a quem se passa por outras pessoas nas redes sociais. Seja pelo fato de que pessoas fingem ser o que não são no mundo virtual, seja por reproduções indiscriminadas de obras de arte, fotos e outras imagens em perfis pelas redes sociais, estamos rodeados de cópias falsas.
Mas antes mesmo da evolução tecnológica invadir nossos lares, o diretor Orson Welles já refletia sobre o que há de realmente legítimo na arte. Em 1973, ele realizou “Verdades e Mentiras” – no original F for Fake-, que reflete sobre a autenticidade e a falsidade até em nossas próprias vidas e será exibido DIA 27/11 hoje no Cineclube Alexandrino Moreira, do IAP.
O filme acompanha Elmyr Hory, considerado por muitos um genial falsificador de quadros famosos. Também conhecemos o seu biógrafo, Clifford Living, famoso por fraudar a autobiografia de Howard Hughes, crime pelo qual chegou a inclusive ser preso e massacrado pela imprensa. Com o intenso fluxo de idéias de Welles conduzindo a narrativa, o filme promove uma reflexão sobre o papel da arte. O ator, diretor e criador de, talvez a obra mais importante do cinema, “Cidadão Kane”, aqui dá um banho estético com o seu estilo único de filmar e dirigir, concatenando cenas estáticas com outras sequencias frenéticas e quase sem corte, usufruindo do estilo documental e narrando o filme até em primeira pessoa em certas partes.

Final contundente
Este é o último longa-metragem de Welles, encerrando de uma maneira inusitada a brilhante carreira permeada ainda por filmes como “A Marca da Maldade”, “O Processo” e “Macbeth”. Por “Verdades e Mentiras”, eles foi acusado por seus detratores de ter falsificado o roteiro. Apesar disso, a obra é vista como uma resposta zombeteira a quem o acusa, e por meio da escolha de uma visão do que representa a autoria artística, faz o público tornar-se partidário da sua intenção autoral.
Numa era onde copiar e colar exige menos esforço do que criar, a reflexão presente no filme se faz contundente, semelhante a que fez Walter Benjamin no final do séc. XIX durante a ebulição industrial no mundo, através do artigo “A Obra de Arte na Era da Reprodutividade Técnica”. Porém, Welles amplia a discussão ao questionar a origem da arte, as mentiras e verdades que nela estariam contidas. (Lorenna Montenegro)

SERVIÇO
Sessão ACCPA/IAP apresenta: “Verdades e Mentiras”, de Orson Welles. Dia 28/11/11 às 19h no Cineclube Alexandrino Moreira (IAP - Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica de Nazaré). Entrada Franca.
Após o filme, haverá debate entre público e críticos da Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA).

"DUMBO" NA SESSÃO FANTASIA DIA 27/11/11

O Elefantinho que podia voar
“Dumbo” comemora 70 anos de lançamento com exibição no Olympia
Quem não conhece a história do filhote de elefante nascido no circo, que com suas orelhas gigantes desafia o julgo do dono do lugar e tenta ser livre, acompanhado do fiel ratinha Timóteo? Quem consegue segurar as lágrimas quando a mãe do pequeno é aprisionada e separada de seu filho? Ou quem não se diverte com os desaforados urubus que vivem se espreguiçado na rede elétrica e ensinam “Dumbo” a perder o medo de voar? Pois todos esses ingredientes que transformaram o filme da Disney num clássico amado por gerações, e sucesso de crítica arrebatando prêmios no Oscar e em Cannes, poderão ser (re) vistos na tela do Cine Olympia neste domingo, na Sessão Fantasia promovida pela Associação de Críticos de Cinema do Pará.
“Dumbo” é daqueles personagens que sempre existiram. Um dos primeiros de um filme da Disney que se imortalizaram – mais até do que Bambi, cuja história é igualmente dramática – nas telas de cinema, fitas VHS e DVD. A história trata de preconceito, pois as orelhas grandes de “Dumbo” chamam tanto a atenção de todos no circo que ele acaba sendo excluído, como se tivesse um defeito. É o destemido ratinho Timotéo quem o ajuda a vencer as dificuldades quando ambos descobrem que o defeito lhe garante a incrível habilidade de alçar vôo.
Realizado em 1941, o filme completa 70 anos e ganhou uma edição especial com o desenho remasterizado e uma série de extras lançada no final do ano passado em Blu Ray e em DVD. Ela inclui uma sequência inédita sobre o porquê dos elefantes temerem os ratos, jogos, curiosidades e bastidores e depoimento de Walt Disney sobre o filme.
Na edição especial, o roteirista Dick Huemer conta que a inspiração para caracterizar “Dumbo” surgiu após a leitura de uma historia de Joe Grant. Aí ele criou o elefante com olhos tristonhos, roupa de palhaço e orelhas grandes e caídas. Também cartunista, Huemer criou diversos personagens célebres como a rainha má da Branca de neve e os sete anões.
O filme ainda brinca com diversas situações que deixam o espetáculo mais cômico e também triste. “Jumbo Jr” é o nome original do bebe elefante, que, por conta das orelhas grandes é apelidado de Dumbo - que em inglês significa ‘estúpido’. Dumbo foi a primeira animação lançada pela Disney em vídeo, o tornando especial para as mais novas gerações.
A animação arrebatou o Oscar de melhor trilha sonora e canção e um premio muito especial do festival de Cannes, tanto pela maneira como abordou um tema árduo – o preconceito – o tornando palatável para o público em geral, quando pelas sequencias surrealistas que mostram elefantes coloridos que plasticamente são incríveis. (Lorenna Montenegro)

Assista
Sessão Fantasia da ACCPA apresenta “Dumbo”. Domingo dia 27/11, às 16h no Cine Olympia (Avenida Presidente Vargas). Entrada Franca. Livre para todas as idades.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"VERDADES E MENTIRAS" DE ORSON WELLES NO CC ALEXANDRINO MOREIRA DIA 28/11/11


"VERDADES E MENTIRAS"
Original: Verités et Mensonges-França, 1973
Direção e roteiro de Orson Welles
Elenco: Orson Welles, Ojar Kodar, François Reinchembach, Joseph Cotten (participação especial).
Sinopse : Orson Welles (diretor do consagrado "Cidadão Kane") utiliza a história de um brilhante falsificador de quadros, o húngaro Elmyr de Hory, para levantar questões pouco indagadas, relativas ao sentido da mentira na arte. Elmyr fala sobre os caminhos que o levaram à pacata ilha espanhola de Ibiza e revela não se sentir mal pelos artistas que copia. Entre estes, estão Modigliani, Picasso e Matisse. Taxado pela imprensa de inimigo da arte, parece manter-se tranqüilo quanto à própria posição. Nesse ponto, somos levados a tomar partido de um dos lados, por meio da escolha de uma visão do que representa a autoria artística.
Importância Histórica: Último longa-metragem de Orson Welles(Cidadão Kane/A Marca da Maldade/O Processo) apresentado por ele como um prestidigitador que apresenta a lendária figura do falsário Elmyr, divagando sobre o que é original e o que é copia de uma obra de arte. Welles se diz um “canastrão” e lança varias ironias sobre o mundo moderno realizando um filme polêmico que encerrou sua brilhante carreira de diretor.

SESSÃO ACCPA/IAP
"VERDADES E MENTIRAS"
CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
(AUDITÓRIO DO IAP - INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ)
SEGUNDA-FEIRA DIA 28/11/12
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA
*APÓS O FILME, DEBATE ENTRE O PÚBLICO E CRÍTICOS DA ACCPA (ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DO PARÁ)

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