sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"Post Tenebras Lux" de Carlos Reygadas


"Depois das trevas, luz”, é o significado em latim do título do novo filme do diretor mexicano Carlos Reygadas, vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes, e é um dos seus filmes mais polêmicos devido a sua narrativa fragmentada e fora dos tradicionais padrões cinematográficas, e sem dúvida, o trabalho mais radical de sua carreira. No entanto, o diretor é um dos poucos no mundo a criar imagens e sons de altíssimo impacto que demoram a sair da mente dos observadores. O filme começa com uma menina como que perdida em um ambiente rural cercada por vacas e cachorros, enquanto uma tempestade se aproima, filmada com um enquadramento 4:3 e distorção nas bordas do quadro. Somente essa sequência de abertura já faz de “Post Tenebras Luz” um dos filmes com imagens mais poderosas e aterradoras vistos recentemente. É um ponto de vista da natureza humana, das relações entre as pessoas, entre a elite mexicana e o povo, entre ricos e pobres de qualquer lugar, entre passado e futuro, entre amor e sexo. Seja vaiado, criticado ou chamado de esnobe, arrogante, é um dos filmes que merece ser visto tanto pela ousadia, como por suas inúmeras implicações sobre as as diferenças da vida, entre o sagrado e o profano, e como a luz e as trevas convivem tão perto umas das outras. 

*Fernando Segtowick direto do Festival do Rio 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

PROGRAMAÇÃO ACCPA - OUTUBRO 2012


PROGRAMAÇÃO ACCPA – Outubro/2012
ENTRADA FRANCA

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA - Segundas às 19 h:
Dia 15 - A LIBERDADE É AZUL (K. Kieslowsky) (primeiro filme da trilogia das cores com A IGUALDADE É BRANCA sendo exibido em Novembro e A FRATERNIDADE É VERMELHA em Dezembro)
Dia 22 - OS AMANTES CRUCIFICADOS (K. Mizoguchi)

CINECLUBE DA CASA DA LINGUAGEM – Terças às 18h:
Ciclo HOWARD HAWKS
Dia 09 - ONDE COMEÇA O INFERNO
Dia 23 - SCARFACE: VERGONHA DE UMA NAÇÃO

CINE SARAIVA – Quintas às 19 e 17h:
Dia 04 – IRACEMA: UMA TRANSA AMAZÔNICA” (Jorge Bodansky e Orlando Senna) – 19h
Dia 25 - PI (Darren Aronofsky) (parceria com a APC) - 17h

CINE SESC BOULEVARD – Quarta-feira às 19h
Dia 24 - GARAPA (José Padilha)


WWW.ACCPARA.COM.BR
Cinema é Cultura

"IRACEMA: UMA TRANSA AMAZÔNICA" NA SESSÃO ACCPA/SARAIVA DIA 04/12


Uma india a margem do progresso Filme que conta com a paraense Edna de Cássia como protagonista continua sendo vigoroso no mundo atual. O ano era 1974. O slogan, "Pra Frente Brasil". O progresso estava ali, virando a esquina. A amazônia era a última fronteira e talvez a mais importante para os militares que reinavam no país. E eis que então, dois jovens realizadores - Orlando Senna e Jorge Bodanzky - ousaram mais do que deviam e fizeram um filme único, reconhecido mundo afora como um dos maiores exemplos da vigorosa cinematografia brasileira.
 "Iracema - Uma Transa Amazônica", o filme em questão, é citado como referência por nomes como Hector Babenco, Alfonso Cuarón e Fernando Meirelles. Mas o que tem de tal especial essa obra, que ficou sob o julgo da censura durante anos? Tudo tornou-se realidade em outubro de 74, quando meia dúzia de pessoas saía de São Paulo dentro de uma Kombi com destino a Belém. Além de Orlando e Jorge, o produtor Wolf Gauer e outros três integrantes da equipe de filmagem do road movie. Na sinopse, o caminhoneiro Tião Brasil Grande (Paulo Cesar Pereio) vai à Região Norte do país, onde conhece Iracema (Edna de Cássia), uma índia prostituída. Juntos percorrem a região amazônica, cenário da expansão da rodovia Transamazônica, usada como propaganda do governo da ditadura militar. No caminho, interagem com moradores e observam os problemas provocados pela estrada, que, em vez do progresso prometido, trouxe desmatamento, queimadas, trabalho escravo e prostituição infantil para a região.
Cinefilo de carteirinha, o pesquisador e historiador Jorge Ramos possui um projeto que discorre sobre a nossa filmografia e aponta essa obra como visionária. "Iracema foi proibido pela ditadura e salvo pelo cineclube Tarumã, da Universidade do Amazonas, para ser exibido nos difíceis anos de 1970, num Brasil cujo lema estampa o para-brisa do caminhão de Tião – ‘ame-o ou deixe-o’", contou. Numa verdadeira 'expedição' rumo ao desconhecido, o grupo pouco conhecia a região e por imaginar que o trânsito não seria fácil, trabalhou apenas uma câmera Eclair muito leve, uma lente zoom, um tripé, negativos em 16 mm e algumas lâmpadas. Cerca de 40 dias depois, estava de volta. À medida que as filmagens se desenrolavam, os negativos eram enviados para a Alemanha - mais precisamente para a sede da ZDF, emissora pública de TV que financiava a empreitada. Em dezembro daquele ano, a versão final de Iracema ficou pronta. O longa de 90 minutos se atrevia a retratar um fenômeno raríssimas vezes abordado na época: a devastação da floresta amazônica. A ousadia fez com que o governo militar o proibisse no país até 1980. Mas isso não impediu que a obra corresse o mundo e se tornasse uma lenda. Mesmo no Brasil, cinéfilos conseguiam vê-la em sessões clandestinas na casa de Bodanzky e em alguns cineclubes.
 Muito por conta dessa proposta revolucionária de temática, a estetica jogou a favor da liberdade autoral e este foi um dos primeiros filmes a ser classificados como ficção/documentário. "Iracema e Tião Brasil grande nos desvendam uma Amazônia que ainda vive se não aqueles mesmos problemas, então as suas consequências. "Iracema" é documentário porque denuncia e é ficção porque é metáfora, porque é diagnóstico. É cinema", decreta Ramos.
CÍRIO
Belém, como não poderia deixar de ser, serviu como locação desse obra seminal. A pequena equipe cinematgográfica cobriu a grande procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, onde, misturada à multidão, Iracema é a protagonista da saga de tantas mulheres paraenses tragadas pelo sistema que subjulga os mais pobres. Recém chegada do Marajó, Iracema está no genese para se tornar prostituta, mas tem fé num futuro melhor, indo na corda como romeira, perdida na maré de rostos, dores e esperanças. E assim, o filme que tinha tudo para não ser feito se tornou um clássico cultuado. "Iracema" foi, como Jorge frisou, proibido no Brasil por anos. Foi exibido pela primeira vez no país no Festival de Brasília de 1980, onde ganhou quatro prêmios, incluindo o de melhor filme e logo tornou-se premiado no exterior e um baluarte do cinema sem amarras nem fronteiras.

SERVIÇO:
Sessão ACCPA/Saraiva apresenta “Iracema - Uma Transa Amazônica”, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Nesta quinta, 04, às 19h, no espaço Benedito Nunes da Livraria Saraiva ((Boulevard Shopping, 2º piso). Entrada Franca.
Após o filme, debate entre o público e membros da Associação de Críticos de Cinema do Pará, com a participação do historiador Jorge Ramos.
(Lorenna Montenegro)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"BLADE RUNNER" NA SESSÃO ACCPA/SARAIVA DIA 27/0912


O Caçador de androides que desejam viver Blade Runner, considerado um dos melhores filmes de ficção científica da história, completa 30 anos e é exibido em Belém Luzes de neon das propagandas de corporações industriais disputam território no espaço urbano com explosões. Uma irís se contrai ao analisar aquele cenário desolador. Assim inicia Blade Runner - O Caçador de Androides, obra que completa 30 anos em 2012 sendo um dos filmes mais cultuados dos últimos tempos, com sua mistura de ficção cientifica, policial noir e romance existencialista. A trama se passa em Los Angeles, no ano de 2019. A Corporação Tyrell criou os robôs da série Nexus virtualmente idênticos aos seres humanos. Eram chamados de replicantes. Os replicantes Nexus 6 eram mais ágeis e fortes e no mínimo tão inteligentes quanto os engenheiros genéticos que os criaram. Eles passaram a ser utilizados no espaço sideral em tarefas perigosas da colonização planetária. Após motim sangrento de quatro replicantes Nexus 6, estes foram declarados ilegais sob pena de morte caso tentassem regressar a Terra. Para a Tyrell, o importante é 'aposentar' os replicantes e não executa-los, ou seja, desliga-los. Já eles, liderados por Roy Batty (Rutger Hauer) só querem viver mais e não até quando o tempo de desligamento permitir. Então surge Rick Deckard, um exemplar policial da unidade de elite Blade Runner, que havia se aposentado mas é chamado para uma última missão: a captura - exterminio de Roy e seus companheiros. Com essa narrativa simples, porem permeada de significados, que Deckard vai investigando os Nexus 6 e conhecendo mais sobre a própria Tyrell e seus mandantes. É numa dessas visitas ao Sr. Tyrell que ele conhece a secretária Rachel (Sean Young). Ela não sabe que é replicante, mas seus olhos a traem. Ele se apaixona instantaneamente pela androide. Blade Runner é um filme de caçada humana, onde, de certo modo, todos buscam algo: Deckard busca encontrar os replicantes e, principalmente, um sentido para a própria vida. E ele persegue o amor de Rachel - que está imersa na busca de sua identidade inexistente - como forma de se libertar e se encontrar. Os replicantes Nexus 6 também seguem fugindo para ter mais tempo de vida. E assim, Ridley Scott configura uma obra fascinante, uma odisséia retro-futurista de humanos e máquinas, homens e mulheres que buscam alguma coisa. E ele consegue fazer isso com autoridade, após realizar Alien - O 8º passageiro. O roteiro do filme escrito por Hampton Fancher e David Peoples, é baseado no romance "Os Androides sonham com ovelhas elétricas?", de Phillip K. Dick. E mesmo distintos, filme e livro são visionários. Blade Runner ajudou a popularizar o autor em Hollywood, que passou a ter diversas obras adaptadas em produções como "O Vingador do Futuro" e o "Homem Duplo".

SERVIÇO:
Sessão ACCPA/APC apresenta “Blade Runner - O Caçador de Androides”, de Ridley Scott.
Nesta quinta, 27, às 17h, no espaço Benedito Nunes da Livraria Saraiva ((Boulevard Shopping, 2º piso). Entrada Franca.
Após o filme, debate entre o público e membros da Associação de Críticos de Cinema do Pará e da Academia Paraense de Ciências.(Lorenna Montenegro)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A ANDROGINIA MULTICOLOR



A leveza da sonoridade robusta de um artista como Ney Matogrosso encanta. E é com esta leveza que o documentário “Olho Nu” de Joel Pizzini nos transporta e transfigura nossa mente que sai de um mero admirador, para um atento e consensual espetador. No filme, de pouco mais de 90 minutos, não há como não se encantar por tudo. Ha um entremeado de sutis cortes de montagem com uma enorme gama de imagens como pouco se viu até hoje para falar do cantor. Entre tudo e com tudo, há o artista, o homem por trás da mascara do palco. Nele, Ney narra em primeira pessoa, trechos e passagens de sua vida, cortes mediatos de pensamentos daquilo que vem na hora. Não descobrimos Ney, o redescobrimos como homem que sempre pautou pela gentileza e delicadeza pra conseguir “explodir” em afetos seu publico. A profusão de tempos que se estabelecem no filme documentário que não quer ser cronológico mais imagético deste artista que há décadas com sua atitude e arte faz do cenário musical do mundo, algo de belo e desafiador. Um filme essencial para tudo e por tudo, como Ney Matogrosso é!.(Ismaelino Pinto).

45ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO



" Diário do Festival de Brasília 2012"
Acompanhando a 45ª Edição do Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro, publico a primeira parte das matérias produzidas e editadas sobre o festival e publicadas no portal ORM:
1) Com uma homenagem ao crítico de cinema Paulo Emílio Salles e a a apresentação da orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claúdio Santoro, começou dia 17/09 a 45ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A sala do Teatro Nacional estava completamente lotadas com várias pessoas ligadas ao cinema, teatro e televisão. Críticos de cinema de vários estados marcaram presença, a grande maioria filiada a ABRACCINE (Associação Brasileira dos Críticos de Cinema) que vieram para acompanhar as mostras competitivas de longa e curta-metragem e também para participar dos seminários que vão debater sobre a critica de cinema feita no Brasil ontem e hoje, analisando também as influências do crítico Paulo Emilio Salles, que faleceu em 1977 e que foi um dos fundadores do festival de Brasília.Depois da apresentação da orquestra sinfônica, foi exibido o filme de abertura do festival (que não faz parte da mostra competitiva) chamado "A Última Estação" de Marco Cury, que procura fazer um resgate histórico da imigração libanesa no Brasil a partir de um personagem que é testemunha de várias mudanças no país durante várias décadas e que inicia uma busca pelo seu passado a partir do momento que fica doente.
2) Na terça,feira, dia 18, o destaque da noite foi para o longa metragem pernambucano "Eles Voltam" de Marcelo Lordelo. É conhecido de todos do meio cinematográfico que o cinema pernambucano pulsa criatividade e inteligência nos últimos anos e aqui não foi diferente. O filme começa com um carro parando e deixando dois irmãos na estrada, sem maiores explicações.A partir desse acontecimento, os dois jovens ficam esperando a volta dos pais que não acontece. Os dois irmãos acabam se separando e a irmã acaba percorrendo a estrada sozinha procurando alguém que ajude. Essa trajetória de busca e sofrimento, é narrada de forma cadenciada, sem pressa ou malabarismos formais desnecessários. O diretor Marcelo Pedroso evidencia nos poucos diálogos, a expressão dos atores com enquadramentos próximo, quase "closes", sem utilização de música, criando uma atmosfera de solidão e dúvida pulsantes. A trajetória dessa jovem, que vai testemunhando diversas situações de solidariedade, dúvidas, mudanças e sofrimentos, vai lentamente mudando sua personalidade até um final que surpreende. "Eles Voltam" é um filme sobre esta busca de identidade e o que fazer quando se começa a encontrar o seu caminho, especialmente dentro de um núcleo familiar desgastado e falido, onde a comunicação e o sentimento mútuo desapareceram há muito tempo mas que pode ser resgatado, reerguido, transformado. Belo filme que desde já é um dos favoritos do festival.
3) No segundo dia da mostra competitiva, os destaques foram o documentário "Kátia" de Karla Holanda e "A Memória que me Contam" de Lúcia Murat. ."A Memória que me Contam" é um olhar amargo sobre a geração que lutou contra a ditadura militar e que hoje luta para entender e justificar tudo o que aconteceu neste período. A partir de morte eminente de um dos personagens, um grupo de amigos se reúne para tentar ajudá-la e acabam mostrando conflitos internos ainda muito presentes sobre tudo o que aconteceu na época quando lutaram contra a ditadura  e sobre o real resultado destas ações. Inicialmente posso dizer que é um filme que procura dialogar com esta geração dos anos 60/70,ao mesmo tempo que tenta explicar para outras gerações quais foram os motivos desta luta. Procurando às vezes ser didática demais nos diálogos, Murat claramente mostra boas intenções no filme mas peca na construção da história que muitas vezes parece ser presa demais a uma época que passou e marcou a sua geração. Fazendo uma ligação deste período com os tempos modernos, de uma forma menos emocional, talvez ela tivesse dado um filme uma dimensão mais poética e menos tendenciosa e até mesmo menos maniqueísta sobre este período histórico do Brasil. De qualquer forma, Lúcia Murat volta ao tema depois de "Que Bom te Ver Viva" e "Uma Longa Viagem" e dá sua visão sobre um período importante da história do Brasil que ainda aguarda a realização de um grande filme.

*Marco Antonio Moreira, direto da 45ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

FESTIVAL AMAZÔNIA DOC 4



FESTIVAL AMAZÔNIA DOC 4

Mostra Competitiva Pan-Amazônica
Local: Cine Estação das Docas – Teatro Maria Sylvia Nunes
 22/09 – Sábado
19h30 – “Juliana contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista” (Diretor: Roger Elarrat, Brasil/PA, 2011 – Ficção, Curta, 22’ ) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
20h – “Carta para o futuro” (Diretor: Renato Martins, Brasil/RJ, 2011 – Doc. Longa, 70’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

23/09 – Domingo
19h30 – “Pinball” (Diretor: Ruy Veridiano, Brasil/SP, 2010 – Ficção, Curta, 17’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
– “Céu, inferno e outras partes do corpo” (Diretor: Rodrigo John, Brasil/RS, 2011 – Animação, Curta, 7’) Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
20h – “A alegria” (Diretores: Felipe Bragança e Marina Meliande, Brasil/RJ, 2010 – Ficção, Longa, 100’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

24/09 – Segunda-feira
19h30 – “Gaveta” (Diretor: Richard Tavares, Brasil/RS, 2010 – Ficção, Curta, 8’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
20h – “Malditos cartunistas” (Diretor: Cavi Borges, Brasil/RJ, 2010 – Doc. Longa, 90’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

25/09 – Terça-feira
19h30 – “Regresso” (Diretor: Jano Burmester, Lima/Peru, 2010 – Ficção, Curta, 18’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
20h – “À margem do Xingu” (Diretora: Dàmia Puig Auge, Brasil/SP, 2010 – Doc. Longa, 88’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

26/09 – Quarta-feira
19h30 – “Paraíso Terrenal” (Diretor: Tomás Welss, Chile/Santiago, 2010 – Animação, Curta, 17’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
20h – “Avenida Brasília Formosa” (Diretor: Gabriel Mascaro, Brasil/PE, 2010 – Doc. Longa, 84’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

27/09 – Quinta-feira
19h30 – “Estação” (Diretora: Márcia Faria, Brasil/SP, 2010 – Ficção, Curta, 15’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
20h – “The sand and the rain” (Diretores: Diana Rico e Richard Decaillet, Bogotá/Colombia, 2009 – Doc. Longa, 82’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

28/09 – Sexta-feira
19h30 – “Pcycle” (Diretores: Lucas Margutti e Yan Saldanha, Brasil/RJ, 2011 – Ficção, Curta, 10’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
20h – “Ojos bien abiertos” (Diretor: Gonzalo Arijón, Uruguai, 2009 – Doc. Longa, 110’ ) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos
 29/09 – Sábado
19h – “Um dia com Frederico Morais” (Diretor: Guilherme Coelho, Brasil/RJ, 2011 – Doc. Longa, 60’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

20h30 – “Das Barrancas do Rio Cariá” (Diretor: Chico Carneiro, Brasil/PA,2011 – Doc. Longa, 66’) – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

30/09 – Domingo
20h30 – Filmes vencedores da Mostra Competitiva Amazônia Doc.4 – Censura: Recomendável para maiores de 16 anos

Júri : 
ACCPA (ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DO PARÁ)

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