terça-feira, 30 de junho de 2009

"Z" NA SESSÃO CINEMATECA NO CINE OLYMPIA DOMINGO DIA 05/07/09

“Z”
Origem: França, Grécia, 1969
Direção de Costa-Gavras
Roteiro de Vasilis Vasilikos, Jorge Semprún e Costa-Gavras,
Fotografia de Raoul Coutard
Música de Mikis Theodorakis
Elenco: Yves Montand, Jean-Louis Trintignant,Irene Papas, Jacques Pérrin, Renato Salvatori,Charles Denner, François Pérrier,Pierre Dux.
Resumo do argumento: Na Grécia, durante a ditadura militar, um líder liberal é assassinado quando toma parte em uma manifestação oposicionista. Um delegado encarregado do caso não hesita em investigar lideres do governo, interrogando autoridades envolvidas no caso.
Importância histórica: O filme, vencedor do Oscar para obras estrangeiras e edição, também recebeu prêmios na Inglaterra (Bafta) e Cannes. É o primeiro de uma série que o diretor grego Constantin Costa-Gavras dirigiu sobre temas políticos (os outros foram, pela ordem de produção: “A Confissão”, “Estado de Sitio”,”Secção Especial de Justiça”,”Desaparecido”, e “Amem”). Nesses trabalhos o diretor atacou duramente regimes de força e ações duvidosas cobertas por diversos interesses. No Brasil “Estado de Sitio” foi proibido, só sendo visto muitos anos depois de produzido. Com “Desaparecido”, sobre a ditadura militar argentina, o diretor voltou a ganhar "Oscar".

SESSÃO CINEMATECA
"Z"
CINE OLYMPIA
DOMINGO DIA 05/07/09
HORÁRIO : 16 H
ENTRADA FRANCA
PROGRAMAÇÃO: ACCPA

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O ‘ASTRO’ DO SÉCULO

Quando o cinema ainda não tinha aprendido a falar, o “astro” era o embonecado Rudolph (ou Rodolfo) Valentino. Quilos de vaselina nos cabelos, lábios e sobrancelhas pintadas, gesticulando para suprir as falas (que restavam escritas nas intercessões de quadro escuro) o galã fazia as melindrosas da platéia desmaiarem. Contam que em Belém um namorado chegou a dar um tiro na tela (não se de qual cinema) porque a garota dele, sua acompanhante numa sessão de “O Águia”, derramava elogios românticos a Valentino e não deixava nem mesmo que ele, o seu eleito, pusesse um braço sobre seu ombro.
Depois que chegou o som o público aplaudia quem soubesse gravar juras de amor. Clark Gable, Gary Cooper. Gary Grant, e até “caras de mau” como Humphrey Bogart, sabiam dizer “I love you” e com isso receber respostas das mocinhas abaixo da tela (“We love you too”).
Hoje um artista suplanta todos esses. Chama-se Computador. Ele faz o charme dos filmes de verão, esses que custam mais de 200 milhões de dólares, ganham mídia na base do “chem” e atraem quem na bilheteria já sabe como o filme começa e termina.
Quem, afinal, poderia fazer as continuações de “O Exterminador do Futuro”, “Transformers”, “Uma Noite no Museu”, e até mesmo animações como “A Era do Gelo” ?
O critico que vai ver esses filmes, mesmo não pagando ingresso, deve matutar que está perdendo, em cada um, no mínimo duas horas de sua vida. E para escrever o quê? Dizer que o roteiro é arranjado, que os atores estão péssimos, que os tipos seguem modelos ultrapassados, que a linguagem linear é cafona como se usava nos primórdios da industria do gênero?
Mr. Computer faz e acontece na tela que hoje volta a exigir óculos bicolores para disseminar a ilusão de 3 dimensões, aumentando os desastres cênicos e a barulhada que deixa um trio elétrico baiano com jeito de segredos sussurrantes de enamorados.
Para se ter uma idéia do absurdo que é este cinema feito com e para S. Majestade Computador, os roteiristas dos filmes mexem com o tempo através de brechas para o filho do futuro salvaguardar a barriga da mãe que o suportou no passado. É a explicitude da chula mensagem “guarda a puta que o pariu”.
Peter Bogdanovich (diretor de “A Última Sessão de Cinema”) escreveu que os melhores filmes já foram feitos. A gente não crê nesse tipo de bruxa, mas dizer taxativamente que elas não existem é arriscar queimar a mão no fogo. Pelo menos no plano comercial, onde cinema ombreia com qualquer produto de venda em loja (e não é à toa que cinema, agora, é coisa de shopping ).
Ah sim: “O Exterminador do Futuro 4” tem o subtítulo de “A Salvação” e Transformer 2” de “A Revolta dos Derrotados”. Entendam: a salvação está em se abster dessa coisa, e só quem é “looser” (perdedor, derrotado) se arrisca a brigar com latas que se transformam. (Pedro Veriano)
MORANGOS DE BERGMAN

Quando eu vi pela primeira vez “Morangos Silvestres”(Smultronstallet/1957) fiquei impressionado com a idéia de Bergman em botar uma figura do presente dentro de um passado (no caso o passado desta figura).O velho professor Bjork(Victor Sjöstrom) entra na casade sua infância, acompanha os passos de seus pais e irmãos, vê todo mundo tomando banho no lago próximo. Ele se deita na mata próxima e vai colhendo e comendo os morangos do titulo. Não deve ter sido a primeira vez em que se fez flashback desse tipo, ou seja, se botou a imagem de um tempo dentro do outro. Mas depois disso virou moda.
Também em “Morangos Silvestres” há uma seqüência original que recebe a seiva do expressionismo. É quando o professor se vê numa rua deserta, onde existe um relógio sem ponteiro, e surge uma carroça que quase lhe atropela. Tudo isso em imagem estourada para o claro. Por aí surge a figura do morto (no caso, ele), e esta figura reaparece, como outro morto, na seqüência onírica em que o mestre é testado como no tempo de aluno do curso médico. Nesse momento de lembrança, ao dizer que o doente que examina é um cadáver, surpreende-se quando o “cadáver” dá uma gargalhada. Os momentos de pesadelo acompanham a viagem do homem idoso que vai receber uma homenagem de onde estudou. É a coroação de uma vida profissional. Mas a autocrítica é muito forte. Ele cita em imagens o que estava escrito nos pórticos do Templo de Apolo e Sócrates adotou (e a gente lê no anfiteatro quando estuda anatomia): “Nosce te Ipsum”(Conhece-te a ti Mesmo). Ele se conhece ? Para o herói criado à imagem de Victor Sjoström, não é bem assim. Médico, desconhece a si e aos outros e ao constatar isso, num fim de vida, questiona a honraria que vai receber e se esforça para fazer feliz a nora que se queixa do casamento.
Emblemático em muitos momentos, o filme trata ainda das idades, Um casal jovem que pede carona no carro do professor expande uma alegria que ele não vê a não ser nas imagens do passado por onde adentra nos primeiros momentos do (quase) road-movie. Seria a alegria de viver, ou seria o conceito que o personagem passa a ter de quem é simplesmente jovem?
“Morangos Silvestres” é um dos melhores filmes de Ingmar Bergman. Um dos mais acessíveis ao espectador que não comunga de suas imagens densas apresentadas em filmes posteriores. Talvez até por isso seja um de seus títulos mais imunes ao tempo. (Pedro Veriano)

"FORÇA POLICIAL" DE GAVIN O´CONNOR EM DVD


“FORÇA POLICIAL” de Gavin O´Connor. Com Edward Norton, Colin Farrel e Jon Voight.Um policial inicia uma investigação sobre o assassinato de quatro policiais numa ação duvidosa e lentamente descobre que por trás do assassinato existe uma rede de corrupção que irá revelar uma série de fatos envolvendo nomes da policiais ligados a sua família. Na dúvida de revelar os fatos ou esconder os envolvidos, ele entra num processo de reavaliação de sua profissão. Muitos filmes de boa qualidade foram feitos para denunciar a corrupção policial americana. Lembro-me de “Os Novos Centuriões” de Richard Lester produzido os anos 70 que procurava revelar o envolvimento da polícia com o crime organizado. Mas já faz algum tempo que o cinema americano não aborda o tema de uma forma série e reflexiva como em “Força Policial”. No filme, o roteiro não procura separar a questão entre personagens do bem ou do mal. Ao contrário, vemos personagens envolvidos com a sua realidade e vivenciando as dificuldades da sua profissão muitas vezes mal remunerada e que os aproxima da ilegilidade diariamente. Refletindo e questionando esta realidade, vemos um investigador em crise de consciência, um policial corrupto envolvido com o crime e responsável pela morte de quatro policiais, uma família que tradicionalmente tem membros dentro da força policial e por fim um patriarca, respeitado e considerado por todos, vendo seus familiares envolvidos numa situação de risco. Esta galeria de personagens equilibra a questão, mostrando vários lados de uma mesma história, sem julgamentos morais. Afinal, a corrupção policial não está isolada de outros problemas sociai e, estruturais de uma sociedade e é isto que o filme procura dizer. Com uma direção segura, sem exageros formais na construção do filme, o cineasta Gavi O´Connor valoriza cada palavra do roteiro acrescentando a boa atuação de atores como Edward Norton, Colin Farrel e Jon Voight, veterano ator que aqui volta a ter uma atuação destacada. Longe de ser o filme definitivo sobre o assunto, “Força Policial” provoca inteligentemente o tema para discussão. Vale a pena ser visto.
Marco Antonio Moreira

"O FUNDO DO DO CORAÇÃO" DE COPPOLA EM DVD


"O FUNDO DO CORAÇÃO” de Francis Coppola. Com Federic Forrest, Teri Garr, Nastassja Kinski e Raul Julia. Em Las Vegas, durante as comemorações do Dia da Independência, um casal decide que seu relacionamento terminou e acabam se separando. Procurando novas paixões, encontros, pessoas, eles acabam se perdendo numa cidade onde quase tudo é falso e ao mesmo tempo apaixonante. Mas seus caminhos acabam se cruzando novamente depois de tentarem novos sonhos e novos amores. Este pequeno resumo da história do filme de Coppola poderia ser de qualquer filme romântico, desses que são produzidos em grande quantidade todo ano. Mas o resultado desta pequena grande história de amor é muito maior do que se possa parecer. Francis Coppola realiza aqui um dos mais belos poemas ao amor através de um casal que se perde entre o real e a fantasia e descobre que a única coisa sólida que possuem é o seu relacionamento, a sua paixão. E para mostrar isso, numa direção fantástica, criativa, sensível e mágica, Coppola não economizou na produção, nas filmagens, nos enquadramentos, na fotografia, na cenografia e canções belamente compostas por Tom Waits que seguem toda a trajetória de amor dos personagens. Criando uma Las Vegas artificial com pessoas artificiais, Coppola deu um outro sentido ao que chamamos de filme romântico. Muitas vezes melancólico, triste e sem esperança, “O Fundo do Coração” é um filme que provoca o espectador com suas imagens, sua poesia e suas conclusões. Afinal, o que é o amor, é o que pergunta Coppola. Cabe ao público interpretar esta pergunta através dos acontecimentos dos personagens principais e de toda a magia que cerca ambos em todo o filme. Pena que na época do lançamento do filme, “O Fundo do Coração” acabou causando um grande prejuízo financeiro ao diretor que investiu tudo o que podia para tornar verdadeira uma linda, simples e poética história de amor. Espero que agora, passado tanto tempo de seu lançamento nos cinemas, “O Fundo do Coração” seja citado como um dos melhores filmes de Francis Coppola, um dos grandes diretores americanos, sempre lembrado pela excelência de filmes como “O Poderoso Chefão” e “Apocalypse Now”.
Marco Antonio Moreira

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"MORANGOS SILVESTRES" DE INGMAR BERGMAN SABÁDO DIA 27/06/09 NA SESSÃO CULT NO CINE LÍBERO LUXARDO



"MORANGOS SILVESTRES"
Suécia, 1957
Direção e Roteiro: Ingmar Bergman
Com Victor Sjostrom, Bibi Anderson e Ingrid Thulin
Argumento :O professor de medicina Isak Borg dirige com sua nora Marianne de Estocolmo a Lund para receber o grau honorário da Universidade de Lund por seus 50 anos de carreira. No caminho, relembra os principais momentos de sua vida, temendo a morte que se aproxima. Conhece diversas pessoas na estrada, desde Sara e os seus companheiros de viagem , Viktor e Anders, os quais se dirigem para Itália, assim como um casal que faz lembrar Isak a sua própria vida e casamento, com cujo carro quase têm um acidente.
O filme recebeu o Urso de Ouro por Melhor Filme (1958), o "Globo de Ouro" de melhor filme estrangeiro(1960) e foi indicado ao "Oscar"na categoria de Melhor Roteiro.
Na vasta de filmografia do mestre Ingmar Bergman, "Morangos Silvestres" é considerado pelos críticos como um de seus 5 melhores filmes.

SESSÃO CULT
"MORANGOS SILVESTRES"
Sábádo Dia 27/06/09
Cine Líbero Luxardo
Horário : 16:30 h
Entrada Franca
Programação : ACCPA

terça-feira, 23 de junho de 2009

"CHE" EM ÚLTIMA EXIBIÇÃO NO CINE ESTAÇÃO


"CHE"
Direção : Steven Soderbergh
Com Benicio Del Toro
Sinopse:26 de novembro de 1956. Fidel Castro (Demián Bichir) viaja do México para Cuba com oito rebeldes, entre eles Ernesto "Che" Guevara (Benicio Del Toro) e seu irmão Raul (Rodrigo Santoro). Guevara era um médico argentino, que tinha por objetivo ajudar Castro a derrubar o governo de Fulgêncio Batista. Ao chegar ele logo se integra à guerrilha, participando da luta armada mas também cuidando dos doentes. Aos poucos ele ganha o respeito de seus companheiros, torna-se um dos líderes da revolução que está por vir.

Última Exibição Quarta-feira Dia 24/06/09 no
Cine Estação

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