"RASTROS DO ÓDIO"
Original: The Searchers-EUA,1956
Direção de John Ford
Roteiro de Frank Nugent baseado no livro de Alan Le May.
Fotografia de Winton C.Hoch
MÚsica de Max Steiner
Elenco: John Wayne, Jeffrey Hunter, Natalie Wood,Vera Miles, Ward Bond, Vera Miles.
Argumento: Debbie é sequestrada por índios quando criança. O tio Ethan, combatente na Guerra Civil, vai procurá-la e enfrenta não só os selvagens como a posição cultural da sobrinha, já com 15 anos e afeita aos costumes da tribo.
Importância História : Clássico de Ford rodado na região do Monumental Valley que o cineasta apreciava e onde fez “No Tempo das Diligencias”. Com excelentes imagens conseguidas por Winton Hoch, conseguiu mostrar os índios sem o estereotipo do vilão, mesmo sendo os sequestradores de uma mocinha. O filme apresenta sequências que ficaram na história do cinema como a chegada de Wayne em profundidade de campo.
*Homenagem ao crítico de cinema Alexandrino Moreira que estaria completando 80 anos em abril de 2012.
SESSÃO ACCPA/IAP
"RASTROS DE ÓDIO"
CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
AUDITÓRIO DO IAP (INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ)
SEGUNDA-FEIRA DIA 30/04/12
HORÁRIO : 19H
ENTRADA FRANCA
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE O PÚBLICO PRESENTE E CRÍTICOS DA ACCPA
quarta-feira, 25 de abril de 2012
"O PODEROSO CHEFÃO" NA SESSÃO CULT
"O PODEROSO CHEFÃO" (Homenagem aos 40 anos do lançamento do filme)
Original: The Godfather –EUA, 1972
Direção de Francis Ford Coppola
Roteiro de Francis Coppola e Mario Puzzo baseado no livro de Mario Puzzo.
Música de Nino Rota
Fotografia de Gordon Willis
Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan,Robert Duvall, Sterling Hayden,Richard Conte, Diane Keaton, Talia Shire.
Argumento: A família de D.Vito Corleone atende às mudanças da nova época a começar com a carreira do filho e herdeiro do velho mafioso, Michael, guinado a comandar os interesses familiares lutando contra as famílias rivais.
Importância Histórica : O filme venceu 3 Oscar(filme, roteiro de ator coadjuvante) e mais 23 prêmios internacionais . Promoveu o diretor Francis Coppola e inaugurou uma serie sobre a máfia. Feito em ritmo de superprodução ganhou prestigio na indústria e gerou duas sequencias, conseguindo o feito inédito de a segunda ganhar o principal Oscar (filme) sendo parte indissociável da primeira. Curiosidade: Coppola é o produtor de “Na Estrada”(On the Road) o filme do brasileiro Walter Salles que concorre este ano à Palma de Ouro do Festival de Cannes.
SESSÃO ACCPA/CINE LÍBERO LUXARDO
SESSÃO CULT
"O PODEROSO CHEFÃO"
CINE LÍBERO LUXARDO
SABÁDO DIA 28/04/12
HORÁRIO ESPECIAL : 15 h (devido a duração do filme)
INADEQUADO PARA MENORES DE 12 ANOS
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE CRÍTICOS DA ACCPA E O PÚBLICO PRESENTE
Original: The Godfather –EUA, 1972
Direção de Francis Ford Coppola
Roteiro de Francis Coppola e Mario Puzzo baseado no livro de Mario Puzzo.
Música de Nino Rota
Fotografia de Gordon Willis
Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan,Robert Duvall, Sterling Hayden,Richard Conte, Diane Keaton, Talia Shire.
Argumento: A família de D.Vito Corleone atende às mudanças da nova época a começar com a carreira do filho e herdeiro do velho mafioso, Michael, guinado a comandar os interesses familiares lutando contra as famílias rivais.
Importância Histórica : O filme venceu 3 Oscar(filme, roteiro de ator coadjuvante) e mais 23 prêmios internacionais . Promoveu o diretor Francis Coppola e inaugurou uma serie sobre a máfia. Feito em ritmo de superprodução ganhou prestigio na indústria e gerou duas sequencias, conseguindo o feito inédito de a segunda ganhar o principal Oscar (filme) sendo parte indissociável da primeira. Curiosidade: Coppola é o produtor de “Na Estrada”(On the Road) o filme do brasileiro Walter Salles que concorre este ano à Palma de Ouro do Festival de Cannes.
SESSÃO ACCPA/CINE LÍBERO LUXARDO
SESSÃO CULT
"O PODEROSO CHEFÃO"
CINE LÍBERO LUXARDO
SABÁDO DIA 28/04/12
HORÁRIO ESPECIAL : 15 h (devido a duração do filme)
INADEQUADO PARA MENORES DE 12 ANOS
APÓS O FILME, DEBATE ENTRE CRÍTICOS DA ACCPA E O PÚBLICO PRESENTE
quarta-feira, 18 de abril de 2012
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DO DIA 24/04/12 - DIA DO CENTENÁRIO DO CINEMA OLYMPIA
Programação do dia 24/04 - Dia do Centenário do Cinema Olympia
18h - Execução de temas musicais em homenagem ao Olympia incluindo um tema composto em 1912 na época da inauguração do cinema, uma composição do maestro Altino Pimenta dos anos 50 e o tema musical especial do Centenário. Os temas serão interpretados pelo uma quarteto de cordas da UEPA comandado por Urabatan Castro, pelo músico Salomão Habbib (que também vai executar uma suite musical de sua autoria em homenagem ao cinema)e por Robenare Marques(autor do tema musical do centenário).
19:00h - Cerimonial de Comemoração do aniversário com a presença do Prefeito, autoridades e homenageados.
20:00h - Exibição das vinhetas comemorativas ao centenário que contam a história do cinema Olympia.
20:15h - Exibição do curta paraense inédito "ERVAS E SABERES DA FLORESTA" de Zienhe Castro.
20:30h - Lançamento do livro "100 Anos da História Social de Belém (1912-2012)" sobre o Cine Olympia de autoria de Pedro Veriano e Luzia Álvares.
21:00h - Show de homenagem ao centenário do Olympia com a cantora lírica Carmem Monarch no Teatro da Paz.
Obs.:Entrada mediante a apresentação de convite
*Programação sujeita a alterações nos horários
18h - Execução de temas musicais em homenagem ao Olympia incluindo um tema composto em 1912 na época da inauguração do cinema, uma composição do maestro Altino Pimenta dos anos 50 e o tema musical especial do Centenário. Os temas serão interpretados pelo uma quarteto de cordas da UEPA comandado por Urabatan Castro, pelo músico Salomão Habbib (que também vai executar uma suite musical de sua autoria em homenagem ao cinema)e por Robenare Marques(autor do tema musical do centenário).
19:00h - Cerimonial de Comemoração do aniversário com a presença do Prefeito, autoridades e homenageados.
20:00h - Exibição das vinhetas comemorativas ao centenário que contam a história do cinema Olympia.
20:15h - Exibição do curta paraense inédito "ERVAS E SABERES DA FLORESTA" de Zienhe Castro.
20:30h - Lançamento do livro "100 Anos da História Social de Belém (1912-2012)" sobre o Cine Olympia de autoria de Pedro Veriano e Luzia Álvares.
21:00h - Show de homenagem ao centenário do Olympia com a cantora lírica Carmem Monarch no Teatro da Paz.
Obs.:Entrada mediante a apresentação de convite
*Programação sujeita a alterações nos horários
DEBATE DA ACCPA SOBRE "A ÁRVORE DA VIDA" NA LIVRARIA SARAIVA DIA 19/04
"Árvore da Vida’ no centro da discussão
Filme do recluso Terrence Malick é assunto de debate na livraria Saraiva
Figurando como um dos candidatos ao Oscar 2012, “A Árvore da Vida” de Terrence Malick saiu de mãos vazias da cerimônia hollywoodiana. Mas o filme, ganhador da palma de ouro em Cannes ano passado, levou centenas de pessoas as sessões no Cine Estação e Cine Líbero Luxardo. E mesmo com outros filmes chegando ao circuito, ainda é uma obra que suscita interesse e divide opiniões.
Para debater sobre o longa que expande as fronteiras de um conflito familiar para uma viagem pela história da vida, na busca pelo amor altruísta e o perdão, a Livraria Saraiva convidou a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) para comandar a ação. Escrito e dirigido por Malick, “Árvore da Vida” conta com Brad Pitt, Jessica Chastain e Sean Penn no elenco, além dos ótimos meninos, em especial Hunter McCraken.
A narrativa acompanha o crescimento do filho mais velho de uma típica família americana, Jack (McCraken), que vive no Texas, em meados dos anos 50. O Sr. O’Brien (Pitt) luta para equilibrar seu sentimento de dever paternal com o grande amor por esse filho e pelos outros dois. Ele é severo e autoritário, ao mesmo tempo afetuoso e carinhoso, e lamenta não ter se tornado um grande músico ou inventor. Vendo seus desejos sufocados, o frustrado patriarca reprime as crianças e a mulher. Ela, a Sra. O’Brien (Chastain) é um ser etéreo, que parece não pertencer a esse mundo. Dotada de muita compreensão e um entendimento do mundo quase infantil, ela alimenta os sonhos dos filhos.
Num salto temporal vemos Jack (Penn). Ele é o filho mais velho, que tornou-se um adulto perdido num mundo que não compreende suas frustrações. O relacionamento conflituoso com o pai o assombra. Em determinado momento, ele vê uma arvore sendo plantada em frente ao escritório de arquitetura aonde trabalha, e lembra daquela que enfeitava o seu quintal quando criança. É nessa metáfora, do próprio ciclo da vida, que o filme se alimenta.
Como alguns perderam a oportunidade de assistir a “Árvore da Vida”, antes do debate serão exibidas algumas cenas, para aguçar a curiosidade e reavivar a memória sobre um dos filmes mais instigantes dos últimos tempos.
SERVIÇO
Debate sobre o filme “Árvore da Vida”. Nesta quinta-feira, dia 19, às 19h, na Livraria Saraiva (Boulevard Shopping, 2º piso). Entrada Franca. Realização: Associação de Críticos de Cinema do Pará e Saraiva.
Filme do recluso Terrence Malick é assunto de debate na livraria Saraiva
Figurando como um dos candidatos ao Oscar 2012, “A Árvore da Vida” de Terrence Malick saiu de mãos vazias da cerimônia hollywoodiana. Mas o filme, ganhador da palma de ouro em Cannes ano passado, levou centenas de pessoas as sessões no Cine Estação e Cine Líbero Luxardo. E mesmo com outros filmes chegando ao circuito, ainda é uma obra que suscita interesse e divide opiniões.
Para debater sobre o longa que expande as fronteiras de um conflito familiar para uma viagem pela história da vida, na busca pelo amor altruísta e o perdão, a Livraria Saraiva convidou a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) para comandar a ação. Escrito e dirigido por Malick, “Árvore da Vida” conta com Brad Pitt, Jessica Chastain e Sean Penn no elenco, além dos ótimos meninos, em especial Hunter McCraken.
A narrativa acompanha o crescimento do filho mais velho de uma típica família americana, Jack (McCraken), que vive no Texas, em meados dos anos 50. O Sr. O’Brien (Pitt) luta para equilibrar seu sentimento de dever paternal com o grande amor por esse filho e pelos outros dois. Ele é severo e autoritário, ao mesmo tempo afetuoso e carinhoso, e lamenta não ter se tornado um grande músico ou inventor. Vendo seus desejos sufocados, o frustrado patriarca reprime as crianças e a mulher. Ela, a Sra. O’Brien (Chastain) é um ser etéreo, que parece não pertencer a esse mundo. Dotada de muita compreensão e um entendimento do mundo quase infantil, ela alimenta os sonhos dos filhos.
Num salto temporal vemos Jack (Penn). Ele é o filho mais velho, que tornou-se um adulto perdido num mundo que não compreende suas frustrações. O relacionamento conflituoso com o pai o assombra. Em determinado momento, ele vê uma arvore sendo plantada em frente ao escritório de arquitetura aonde trabalha, e lembra daquela que enfeitava o seu quintal quando criança. É nessa metáfora, do próprio ciclo da vida, que o filme se alimenta.
Como alguns perderam a oportunidade de assistir a “Árvore da Vida”, antes do debate serão exibidas algumas cenas, para aguçar a curiosidade e reavivar a memória sobre um dos filmes mais instigantes dos últimos tempos.
SERVIÇO
Debate sobre o filme “Árvore da Vida”. Nesta quinta-feira, dia 19, às 19h, na Livraria Saraiva (Boulevard Shopping, 2º piso). Entrada Franca. Realização: Associação de Críticos de Cinema do Pará e Saraiva.
domingo, 15 de abril de 2012
"XINGU"
Cao Hamburger, diretor paulista que muitos conhecem de pelo menos dois títulos – “O Castelo Ra Tim Bum”(1999) e “O Dia em que Meus Pais Saíram de Férias”(2006) – foi o realizador de “Xingu (Brasil, 2012). Trata dos irmãos Claudio, Leonardo e Orlando Villas Boas, rapazes da classe média paulistana que se engajaram na Expedição Roncador Xingu, em 1943, iniciando um trabalho inédito de preservação da cultura indígena, procurando agregar tribos em um espaço que seria a maior reserva nacional dedicada aos primitivos habitantes do país.
Levar ao cinema a odisséia dos Villas-Boas seria, de entrada, um trabalho árduo. Mas deslocar atores, técnicos e câmeras para os lugares mais próximos, ou similares aos espaços dos acontecimentos, resultaria em um esforço de produção pouco visto no cinema brasileiro. Hamburger contou com a empresa 02 Filme, de Fernando Meirelles e isso ajudou numa visão semidocumental a lembrar dos melhores exemplos do gênero no cinema estrangeiro.Definindo o seu trabalho, especialmente na qualidade de tratar o assunto com a máxima liberdade, sem estereotipar os biografados disse o diretor:
“Foi uma condição que impus desde o começo, corroborada pelos produtores, de que a família Villas-Bôas não tivesse nenhuma interferência no projeto. A negociação sobre os direitos de filmagem foi nesse sentido. Eles não tiveram acesso ao roteiro e só assistiram ao filme duas semanas atrás. Era o único jeito de fazer, caso contrário viraria um filme de encomenda. Devo agradecer à família pela confiança em nós”. E continuou afirmando que o roteiro, assinado por ele, baseou-se no diário dos irmãos Villas-Boas, nos arquivos da família e em muitas conversas com pessoas que colaboraram com os eles. “E também em conversas com os povos indígenas, porque, desde o começo, quis ouvir a versão deles (....) contada de pai para filho, de geração para geração. Foi a primeira vez que tive contato com uma sociedade de tradição oral. Fiquei impressionado com a precisão deles, as histórias que são contadas em uma aldeia é repetida na outra. Esse contato foi importante, porque os índios foram percebendo que poderiam confiar na gente, que não iríamos omitir qualquer coisa”.
No filme, há revelação de que uma índia foi engravidada por um dos irmãos sertanistas. A sequencia que ilustra esse fato é muito discreta, com um plano da índia andando pela mata e o branco atrás até as imagens desaparecerem em progressivo desfoque. O fato seria motivo para um conflito entre irmãos, e a expulsão do responsável pela quebra da ética a que tanto prezavam. O mais exigente é Orlando que também é visto como importante negociador institucional. O que leva a certa visão questionadora do irmão Claudio. Leonardo retorna para a cidade.O enfoque passa por diversas épocas, evidenciando fatos como o drama acontecido no primeiro contato, quando uma gripe dizimou metade de uma tribo. A cada vez mais evidente presença do civilizado, com a construção do campo de pouso na selva e os diversos projetos levados por políticos, conscientizam os Villas Boas de que não é interessante incorporar a cultura indígena à civilização e sim preservá-la. Alguns momentos históricos são evidenciados, como a criação da estrada Transamazônica durante o governo militar, e o quanto se fez sofrer os povos indígenas pela transmissão de doenças trazidas pelos brancos, assim como os ataques de seringueiros e pecuaristas que desrespeitaram limites de terras demarcadas para constituir a nação indígena.
Muito ojetivo na narrativa, segue os avanços dos irmãos por caminhos desconhecidos, em áreas ignotas. Ressalta o espírito desbravador que os mantinha em meio inóspito, mas com a esperança de que poderiam conseguir sempre algo mais para assentar as tribos como os kreen Akarore e os Caiabi, e os indígenas que fugiam do trabalho escravo, em espaços onde pudessem sobreviver de sua lavoura sem o chicote do branco. Uma política onde a idologia pela preservação desses povos circulava nas conversas e nos silêncios dos irmãos, não sem certos conflitos, mas chegando a um denominador comum. O que mais marca o filme é, justamente, aquela perseverança de se manterem na luta por esse povo contra os empresários que se aproximavam deles com o fito de conseguir terras já tratadas. Vi o filme como um semidocumentário e Cao Hamburger deixa nas entrelinhas que as políticas públicas arrancadas ao governo da época não foram sem grandes dificuldades de negociação. O espectador de hoje desloca essa perspectiva aos dias atuais quando outra área do Rio Xingu está sendo devastada para a implantação da usina de Belo Monte.O filme é bem feito, importante e emociona. Foi aplaudido no ultimo Festival de Berlim. (Luzia Álvares)
LIÇÕES DO MEIO DO MATO
Em 1948 Belém foi sacudida por um fato que daria um filme: desapareceu nas matas do Guaporé um tenente que chefiava um grupo militar encarregado de abrir uma estrada na região. O nome dele era Fernando. Muita matéria saiu publicada nos jornais cobrindo as buscas realizadas nas imediações. Um irmão de Fernando, de patente mais elevada, presidiu um ataque a índios que supostamente teriam sequestrado o seu parente próximo. Mas surgiram lendas como o desaparecido ter sido encantado pelo canto do Uirapuru. E mais: que estava na taba de uma tribo chamada Boca Negra. O assunto deu até 3 marchas de carnaval. Isso eu acompanhei com o entusiasmo que acompanhava histórias em quadrinho, seriados de aventuras, e romances da coleção Terramarear.
O interesse pelos mistérios de nossa mata levou-me a acompanhar, também, alguma coisa da expedição Roncador – Xingu com o destaque para os irmãos Villas Boas. Hoje vejo um filme sério sobre esses personagens.
O diretor paulista Cao Hamburger conseguiu dar um toque de documentário ao que fez, lembrando o melhor de um Henry Hathaway nos anos 40. E o trio de interpretes ficou até parecido com Leonardo, Cláudio e Orlando Villas Boas.
Não é um filme definitivo sobre o assunto. Há pressa em contar o máximo. Só o primeiro contato daria um longa-metragem. Mas “Xingu”(Brasil/2012) cobre várias tarefas dos manos, acabando com a criação da reserva que apesar de ser ambicionada por pecuaristas, seringalistas e aventureiros de diversas classes, ainda é o refugio dos donos da terra(ou nascidos na terra pois os indígenas, não só no Brasil, sofreram o diabo desde que o branco chegou aos seus domínios).
Luzia escreveu sobre o filme, mas a analise dela só pode ser lida convenientemente em seu blog. No jornal a coluna foi subtraída como acontece quase sempre. Eu, veterano nesse tom, reparo como hoje se diminui espaço critico dedicado a cinema. Parece que é assunto para poucos, coisa que não seduz leitores. Será que é mesmo? No meu tempo de critico diário em jornal só ouvia reclamação quando o meu texto parecia muito cerebral ao editor (“Lembra que tu escreves para o leitor e não para iniciados”). Mas a reclamação não era procedida de subtração. E não creio que cinema esteja deixando espaço só por exigência de comerciais. Há muita transcrição de jornais do sudeste absolutamente desnecessária. A “cor local” devia ter primazia. Por sinal que devagarzinho perdemos a nossa identidade cultural. Vejam só: papagaio é pipa, gerimú é abobora, ananás é abacaxi, vesperal é matinê, tu é você, e assim por diante. O curioso é que o homem do povo já está assimilando o vocabulário lá de baixo. Podem achar bonito a integração cultural, mas eu prezo minha origem e acho que devia ser justamente o contrário:devia se prestigiar nichos regionais demonstrando a grandiosidade física do país.
Os Villas Boas acharam bem que o índio não devia ser integrado ao mundo dos brancos: devia ser respeitado em seu “habitat” com o seu modo de viver. Uma lição de quem sabe das coisas. (Pedro Veriano)
O interesse pelos mistérios de nossa mata levou-me a acompanhar, também, alguma coisa da expedição Roncador – Xingu com o destaque para os irmãos Villas Boas. Hoje vejo um filme sério sobre esses personagens.
O diretor paulista Cao Hamburger conseguiu dar um toque de documentário ao que fez, lembrando o melhor de um Henry Hathaway nos anos 40. E o trio de interpretes ficou até parecido com Leonardo, Cláudio e Orlando Villas Boas.
Não é um filme definitivo sobre o assunto. Há pressa em contar o máximo. Só o primeiro contato daria um longa-metragem. Mas “Xingu”(Brasil/2012) cobre várias tarefas dos manos, acabando com a criação da reserva que apesar de ser ambicionada por pecuaristas, seringalistas e aventureiros de diversas classes, ainda é o refugio dos donos da terra(ou nascidos na terra pois os indígenas, não só no Brasil, sofreram o diabo desde que o branco chegou aos seus domínios).
Luzia escreveu sobre o filme, mas a analise dela só pode ser lida convenientemente em seu blog. No jornal a coluna foi subtraída como acontece quase sempre. Eu, veterano nesse tom, reparo como hoje se diminui espaço critico dedicado a cinema. Parece que é assunto para poucos, coisa que não seduz leitores. Será que é mesmo? No meu tempo de critico diário em jornal só ouvia reclamação quando o meu texto parecia muito cerebral ao editor (“Lembra que tu escreves para o leitor e não para iniciados”). Mas a reclamação não era procedida de subtração. E não creio que cinema esteja deixando espaço só por exigência de comerciais. Há muita transcrição de jornais do sudeste absolutamente desnecessária. A “cor local” devia ter primazia. Por sinal que devagarzinho perdemos a nossa identidade cultural. Vejam só: papagaio é pipa, gerimú é abobora, ananás é abacaxi, vesperal é matinê, tu é você, e assim por diante. O curioso é que o homem do povo já está assimilando o vocabulário lá de baixo. Podem achar bonito a integração cultural, mas eu prezo minha origem e acho que devia ser justamente o contrário:devia se prestigiar nichos regionais demonstrando a grandiosidade física do país.
Os Villas Boas acharam bem que o índio não devia ser integrado ao mundo dos brancos: devia ser respeitado em seu “habitat” com o seu modo de viver. Uma lição de quem sabe das coisas. (Pedro Veriano)
MOSTRA DA TV CULTURA NO CINE OLYMPIA
MOSTRA DA TV CULTURA NAS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DO CINE OLYMPIA
Procurando valorizar a produção audiovisual local, de 17 à 21/04 será exibida no cine Olympia uma mostra de filmes produzidos pela TV Cultura com documentários e um filme de ficção. A mostra da Tv Cultura integra as ações do aniversário dos 100 anos do Cine Olympia que será comemorado especialmente dia 24/04. A entrada é franca e as sessões acontecerão às 18:30h, de terça à sábado.
Mostra TV Cultura
De 17 a 21/04/12
Cine Olympia
Sessões às 18:30 h
Entrada Franca
Dia 17/4: “Miguel Miguel” (80 min, 2010) : Versão em longa-metragem da adaptação da Novela de Haroldo Maranhão. Ficção. Dir. Roger Elarrat
Dia 18/4: “Pau & Corda” (52 min, 2012): Histórias e estilos diversos de Carimbó em várias localidades do Pará. Documentário. Dir. Robson Fonseca.
Dia 19/4: “Mora na Filosofia” (52 min, 2011): Vida e obra do filósofo Benedito Nunes. Documentário. Dir. Junior Braga.
Dia 20/4: “Saudade da minha Terra” (52 min, 2009):A história de duas bandas centenárias do município de Vigia. Dir. Nélio Palheta e Aladim Junior.
Dia 21/4: “Camisa de 11 Varas” (52 min, 2009): A fuga de 16 homens de trabalho escravo em São João da Ponta, em 1974 . Documentário. Dir. Walério Duarte.
Procurando valorizar a produção audiovisual local, de 17 à 21/04 será exibida no cine Olympia uma mostra de filmes produzidos pela TV Cultura com documentários e um filme de ficção. A mostra da Tv Cultura integra as ações do aniversário dos 100 anos do Cine Olympia que será comemorado especialmente dia 24/04. A entrada é franca e as sessões acontecerão às 18:30h, de terça à sábado.
Mostra TV Cultura
De 17 a 21/04/12
Cine Olympia
Sessões às 18:30 h
Entrada Franca
Dia 17/4: “Miguel Miguel” (80 min, 2010) : Versão em longa-metragem da adaptação da Novela de Haroldo Maranhão. Ficção. Dir. Roger Elarrat
Dia 18/4: “Pau & Corda” (52 min, 2012): Histórias e estilos diversos de Carimbó em várias localidades do Pará. Documentário. Dir. Robson Fonseca.
Dia 19/4: “Mora na Filosofia” (52 min, 2011): Vida e obra do filósofo Benedito Nunes. Documentário. Dir. Junior Braga.
Dia 20/4: “Saudade da minha Terra” (52 min, 2009):A história de duas bandas centenárias do município de Vigia. Dir. Nélio Palheta e Aladim Junior.
Dia 21/4: “Camisa de 11 Varas” (52 min, 2009): A fuga de 16 homens de trabalho escravo em São João da Ponta, em 1974 . Documentário. Dir. Walério Duarte.
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