terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL" E "O LOBISOMEM" NA SESSÃO AVENTURA DO CINE OLYMPIA DIA 07/02/10

"O LOBISOMEM"
Original: The Wolf Man EUA, 1941
Direção de George Waggner
Roteiro de Curt Siodmak
Fotografia de Joseph A. Valentine
Música de Charles Previn, Frank Skinner, Hans J. Saltner.
Elenco: Lon Chaney Jr, Claude Rains, Ralph Bellamy, Patrick Knowles, Bela Lugosi. Maria Ouspenkaya e Evelyn Ankers.
Argumento: Ao voltar para a casa de seu pai no Pais de Gales, logo depois da morte do irmão, Larry Talbot visita um acampamento de ciganos acompanhado da jovem e bela Jenny. A moça é atacada por uma cigana que se transforma em lobo. Larry também é mordido pelo animal e passa a se transformar em lobo nas noites de lua cheia, aterrorizando a região.

Importância Histórica: A primeira versão foi dirigida por Paul Power em 1915. Houve outra versão em 1924, dirigida por Edmund Mortimer com John Gilbert. Mas a de 1941 com Lon Chaney Jr de alguma forma homenageando o seu pai, ator conhecido como “o homem das mil caras”(fez diversos papéis da linha de “O Fantasma da Opera”), acabou se inscrevendo entre os clássicos do filme de horror. Figura entre as obras significativas do “ciclo de monstros” da Universal, quando o estúdio era dirigido por Carl Leammle Jr. O lobisomem como lenda gerou muitos filmes ao longo do tempo, até mesmo algumas comédias (como uma da dupla Bud Abott & Lou Costello). Atualmente o mesmo estúdio voltou ao personagem em uma superprodução a ser lançada neste inicio de ano. Curioso é que apesar da lenda ter origem cigana e vir de paises anglo-saxões, há ramificações latinas que também ganharam filmes.
SESSÃO AVENTURA
SERIADO :"AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL" (ÚLTIMOS EPISÓDIOS)
LONGA-METRAGEM : "O LOBISOMEM" (1941)
CINE OLYMPIA
DOMINGO DIA 07/02/10
HORÁRIO : 16 H
ENTRADA FRANCA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pensar É Existir

Richard Matheson fará 84 anos no dia 20 de fevereiro. Roger Corman, o prolífico cineasta que se vê como “o pai da B Picture”, é um dos entusiastas do que ele escreveu (ou escreve pois ainda não está caduco). Quando se fala em cinema fantástico é imprescindível tratar das idéias de Matheson expostas em filmes como “Encurralado”, “Em Algum Lugar do Passado”, “Eu Sou a Lenda” (refilmagem de “The Omega Man”), e, para resumir, episódios da série de TV “Além da Imaginação” e também de “Histórias Extraordinárias”(Amazing Stories). De tudo isso se tira com prioridade o descartiano “O Incrível Homem que Encolheu”, história de um sujeito que pega um banho de radioatividade e vai diminuindo progressivamente e sem limite. O texto de Matheson deu origem ao melhor filme do diretor Jack Arnold, “O Incrível Homem que Encolheu”(The Incridible Shrinking Man/1957) e, por tabela, uma das mais interessantes “sci-fi” de qualquer época.
Eu digo sempre que o filme é descartiano pois usa o pensamento de Descartes: “Penso, logo existo”. Ganhando o tamanho de uma bactéria, prometendo chegar ao vírus, o herói da história gaba-se de que pensa. No fim do filme, um dos melhores que vi até hoje, ele passa pela grade do porão de sua casa e diz que vê a estrelas mais próximas de si. Explicita a relação do infinitamente grande com o infinitamente pequeno. Na promessa de entrar no mundo do átomo, quem sabe de chegar a um outro universo, o homem que encolheu sente-se o representante de sua espécie numa outra dimensão. Mais do que a vã filosofia costuma dissertar.
Quando eu exibi o filme no meu cineminha, o Bandeirante, lá por volta de 1970, um grupo de amigos cinéfilos, gente que só aparecia na pequena sala, ou garagem, para ver clássicos carimbados, foi ver duvidando. No encerramento da sessão todos exibiram surpresa. Ali estava uma obra-prima. Na simplicidade narrativa, fez-se uma aventura pela descoberta da consciência. Se o cérebro funciona, o ser inteligente vive. E se vive, pensa. E se pensa, arquiteta o seu modo de viver no espaço que lhe cabe –ou lhe dão.
Há momentos belíssimos. Um deles é quando o jovem que está encolhendo passa por uma fase em que o processo de diminuição física se detém e ele ganha uma anã de circo como a sua melhor amiga. Mas chega o dia em que, conversando com ela, percebe que está menor em estatura. Sai gritando que “o processo voltou”. Isso é mostrado em um grande plano onde se nota a distorção da perspectiva comparando as personagens. Tudo muito sutil, sem jogar com o sensacionalismo que poderia resultar num impulso ao “timing” do filme, ou no que de espetáculo ele pudesse oferecer.
A luta do homem diminuto com a aranha comum que lhe parece um monstro gigante impressiona até porque na época da filmagem o que se usou foram miniaturas e truques de exposição. Não havia computador, não se conhecia tela verde para se inserir imagens digitadas. Rodado em preto e branco e sempre de forma artesanal, o filme de Jack Arnold impressionou tanto que os executivos da Universal Pictures acharam por bem lançá-lo no arremedo anamórfico, o “superscope”(nada mais do que uma impressão anamórfica forjada no negativo para se usar em cópias adaptáveis à lente de Henri Chrétien : a tela era quase toda iluminada, sobrando apenas pequenos espaços laterais. O filme foi vendido desse jeito considerado “moderno”. Mas a bobagem não o danificou seriamente. A relação das imagens restou em qualquer quadro. Foi um gol de placa da turma que fez a direção de arte.
Grant Williams, o intérprete até então desconhecido, não teve sorte. Morreu jovem. Não fez outro filme que expusesse seu talento. Arnold, diretor de coisas como “Tarântula” e aquele cômico “O Monstro da Lagoa Negra”(uma espécie “amazônida”), só faria mais um bom trabalho: “O Rato que Ruge”(The Mouse that Roared/1959), a anedota de um pequeno país exportador de vinho que brigava com os EUA e resolvia invadir o país com seus arcos e flechas chegando em um feriado nacional na “terra inimiga” e por isso se achando vencedor. A história era de Roger MacDougall autor da peça “O Homem de Terno Branco” que resultou numa das melhores comédias dos estudiso Ealing de Michael Balcon sob a direção de Alexander Mackendrick com Alec Guiness encabeçando o elenco. Por sinal que o comandante em chefe dos “ratos” era Peter Sellerss.
“O Incrível Homem que Encolheu” ainda está inédito em DVD no Brasil, Mas chega à sessão Cult da ACCPA no Cine Libero Luxardo. Um dos melhores momentos desse programa.(Pedro Veriano).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"CORAÇÕES E MENTES" DE PETER DAVIS NO CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA DIA 01/02/10


“CORAÇÕES E MENTES”
Original : Hearts and Minds - EUA, 1976
Direção e Roteiro : Peter Davis
Argumento : Aproveitando material de arquivo e depoimentos com personalidades políticas, ex-combatentes americanos e sobreviventes vietnamitas colhidos nos anos de 1972 e 1973 - além de inserções de trechos de filmes de Hollywood -, “Corações e Mentes” procura demonstrar o militarismo exacerbado e racismo intrínsecos à cultura dos Estados Unidos que acabram levando o país ao extenso conflito no Sudeste Asiático.
Importância Histórica : O título do documentário foi retirado de uma famosa frase do presidente Lyndon B. Johnson : "A vitória da América dependerá dos corações e mentes das pessoas que moram no Vietnã". Considerado um dos grandes documentários da história do cinema, “Corações e Mentes” mostrou a força do genêro ao levantar questões pouco discutidas sobre a guerra do Vietnã além de mostrar a força das imagens do cinema como elemento de conscientização. Na época de sua estréia nos cinemas, depois da distribuidora Columbia Pictures recusar-se a distribuir a obra, os produtores adquiram de volta os direitos do documentário e ele foi lançado nos Estados Unidos em março de 1975 pela Warner Bros..O documentário foi produzido entre 1972 e 1973 e lançado no ano seguinte no Festival de Cannes, onde foi aclamado tanto pela crítica quanto pelo público. Um ano depois, o filme recebeu o prêmio de Melhor Documentário no “Oscar”.

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
“CORAÇÕES E MENTES”
AUDITÓRIO DO IAP
(Instituto de Artes do Pará - ao lado da Basília de Nazaré)
SEGUNDA-FEIRA DIA 01/02/10
HORÁRIO : 19 H
ENTRADA FRANCA
Após o filme, debate entre o público e críticos da ACCPA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

"CABARET" DE BOB FOSSE NA SESSÃO CULT DO CINE LÍBERO LUXARDO DIA 30/01/10

“CABARET”
Original: Cabaret - EUA, 1972
Direção : Bob Fosse
Roteiro de Jor Masteroff, John Van Druten, Christopher Isherwood e Jay Presson Allen baseado no musical de Joe Masteroff e John Van Druten.
Fotografia de Geoffrey Unsworth
Música de John Kander
Elenco: Liza Minnelli, Joel Grey, Michael York, Helmut Griem, Marisa Berenson.
Argumento: O cabaré Kit Kat na Berlim de 1930 é palco das aventuras amorosas da cantora americana Sally Bowles (Minnelli),especialmente com o professor de inglês, também norte-americano, Brian Roberts (York), de quem engravida. Pensando sempre em ser atriz de cinema, Sally pratica o aborto sem consentimento de Brian e isto faz estremecer a relação entre eles. Paralelamente o nazismo ganha campo no país e na sequência final já se observa, na platéia do cabaré, vários soldados com suástica gravada nas lapelas de suas camisas.
Importância Histórica: A versão cinematográfica de “Cabaret” resultou no maior sucesso das carreiras do coreógrafo e cineasta Bob Fosse (ator de “O Pequeno Príncipe”) e da atriz Liza Minnelli (filha do diretor de cinema Vincente Minnelli e da atriz Judy Garland). Mais do que um musical, o filme mostra muito bem como a Alemanha deixou-se dominar pelo nazismo. Os números musicais apresentados utilizam metáforas desta situação. E em “flashes” observa-se o contraste existente na República de Weimar (a Alemanha depois da 1ª. Guerra Mundial): de um lado a pobreza gradativa da população, vulnerável aos extremos de direita (nazismo) e esquerda (comunismo), e de outro a diversão nos cabarés onde em meio a cenários luxuosos estava a descrição musical (sendo emblemático o numero final) do panorama politico.O filme ganhou 8 “Oscar”: atriz, direção, ator coadjuvante, direção de arte,fotografia,edição, musica e som.Quando a critica mundial relacionou os 100 melhores filmes do século XX “Cabaret” estava entre os 30 primeiros títulos.

SESSÃO CULT
“CABARET”
CINE LÍBERO LUXARDO
SABÁDO DIA 30/01/10
HORÁRIO : 16 H
ENTRADA FRANCA
Após o filme, debate entre o público e críticos da ACCPA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

"AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL" E "A BOLHA ASSASSINA" NA SESSÃO AVENTURA DO CINE OLYMPIA DIA 31/01/10


SESSÃO AVENTURA
SERIADO : “AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL” - Episódios 9 e 10.
LONGA-METRAGEM :
“A BOLHA ASSASSINA”
Original: The Blop –EUA,1958
Direção de Irvin R. Yeaworth Jr.
Roteiro de Kay Linaker do livro de Amélia R. Long
Fotografia de Thomas Spalding
Música de Ralph Carmichael e Burt Bacharach.
Elenco: Steve McQueen, Aneta Corsaut, Eral Owe e George Karas.
Argumento : Um casal de namorados em uma pequena cidade americana observa o que seria a queda de um meteorito (“estrela cadente”). O bólido cai perto de onde eles estavam e logo sabem que deixou no chão uma gosma a ser retirada por um camponês. Mas esta gosma tem a faculdade de absorver objetos e com isso aumentar seu tamanho. Logo se sabe que a “bolha” extraterrestre (como ficou conhecida) tende a aumentar indefinidamente ameaçando desequilibrar a órbita da Terra.
Importância Histórica : O filme marcou a estréia do ator Steve McQuenn e lançou a música-tema de Burt Bacharach um rápido sucesso. No gênero “science-fiction” está entre os roteiros sobre ameaças vindas do espaço, inspirando-se no livro “ A Cadeia das 7” de Stephen Wull. Foi um “filme B” tão comentado nos anos 60 que chegou a gerar uma refilmagem de sucesso nos anos 90.

SESSÃO AVENTURA
“AS AVENTURAS DO CAPITÃO MARVEL” (EPISÓDIOS 9 E 10)
“A BOLHA ASSASSINA”
CINE OLYMPIA
DOMINGO DIA 31/01/10
HORÁRIO : 16 H
ENTRADA FRANCA
PROGRAMAÇÃO : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"A MARCA DA MALDADE" DE ORSON WELLES NA SESSÃO CINEMATECA DIA 24/01/10

“A MARCA DA MALDADE”
Título Original:Touch of evil
Estados Unidos, 1958
Direção: Orson Welles
Elenco: Janet Leigh, Charlton Heston, Orson Welles, Ray Collins, Joseph Calleia, Akim Tamiroff , Marlene Dietrich
Argumento : Ao investigar um assassinato, Ramon Miguel Vargas (Charlton Heston), um chefe de polícia mexicano em lua-de-mel em uma pequena cidade da fronteira dos Estados Unidos com o México, entra em choque com Hank Quinlan (Orson Welles), um corrupto detetive americano que utiliza qualquer meio para deter o poder.
Importância Histórica: Depois de anos sem filmar sob a produção de um grande estúdio, Welles faz mais uma de suas obras-primas com um roteiro impecável e com grande atuações de Charlton Heston, Janet Leigh e do próprio Welles num dos papéis principais. A música da Henry Mancini e a fotografia em preto e branco criam um clima diferenciado para a história num filme que é considerado por muitos críticos como um dos 100 melhores do cinema.

SESSÃO CINEMATECA
“A MARCA DA MALDADE”
Cine Olympia
Domingo dia 24/01/10
Horário : 16 h
Entrada Franca

"MONTY PHYTON : O SENTIDO DA VIDA" NA SESSÃO CULT SABÁDO DIA 23/01/10


"MONTY PHYTON : O SENTIDO DA VIDA"
Original: The Meaning of Life-Inglaterra,1983
Direção de Terry Gilliam e Terry Jones.
Roteiro de Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Terry Jones, Eric Idle e Michael Palin.
Fotografia de Peter Hannan e Roger Pratt.
Música de John Du Prez
Elenco: Os Monty Phyton (Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Terry Jones, Eric Idle, Michael Palin), Carol Cleveland, Simon Jones,Patricia Quinn,Jude Law.
Argumento: O filme é feito de seqüências independentes que tentam explicar, sempre em tom de farsa, o que diz o titulo, ou seja, o sentido da vida. Nessa busca filosófica entram esquetes críticos sobre o comportamento humano, como um casal religioso que só faz sexo para procriar e por isso soma uma multidão de crianças, uma aula de sexo para homens, um homem obeso que literalmente explode num restaurante de luxo e a sátira ao “Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, com a morte levando as pessoas depois de uma conversa sem sentido.
Importância Histórica: O filme é o mais caro e o último do grupo de comediantes ingleses, os Monty Phyton,nascidos e criados na televisão. Ao contrário de seus projetos anteriores para cinema como “A Busca do Santo Graal” e “A Vida de Bryan”, feitos com baixo orçamento e terminados pela interferência de amigos como George Harrison (o Beatle), desta vez entrou dinheiro da Universal Pictures e uma distribuição internacional.O humor dos Phyton, extremamente debochado, não agradou muita gente. Mas foi reconhecido ao ganhar o Prêmio Especial do Júri do Festival de Cannes de 1983. Também foi o inicio do fim do grupo cômico. Terry Gilliam foi para os EUA e ainda hoje é diretor de sucesso tendo feito filmes como “Os 12 Macacos”, “Brazil”, “O Pescador de Ilusões”, “As Aventuras do Barão Munchausen”e o recente “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, último trabalho do ator Haeth Ledger.Graham Chapman morreu em 1989. John Cleese é ator de diversas comédias americanas. Eric Idle ainda marca presença como ator e Michael Pallin também interpreta e escreve mas não dirige comédias.

SESSÃO CULT
"MONTY PHYTON : O SENTIDO DA VIDA"
Cine Líbero Luxardo
Sabádo dia 23/01/10
Horário : 16 h
Entrada Franca
Após o filme, debate entre o público e críticos da ACCPA
Programação : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

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