sábado, 27 de dezembro de 2008

OS MELHORES DO CINEMA EM 2008


Na última terça-feira, dia 23/12, os críticos de cinema associados a ACCPA (Associação de Críticos de Cinema do Pará) se reuniram para escolher os melhores do cinema em 2008. Muitas opções de filmes para votar deixaram bem claro que 2008 foi um ano excelente em termos de exibição de bons filmes com o nosso circuito alternativo de cinema bem ativo (Cine Estação, Cine Líbero Luxardo e Espaço Municipal Cine Olympia) somado com o projeto Moviecom Arrte (que tem o apoio direto da associação) que trouxe um série de filmes inéditos e de qualidade em projeção digital para nossa cidade.
Participaram da votação Marco Antonio Moreira, Pedro Veriano, Luzia Álvares, Augusto Pacheco, Dedé Mesquita, José Otávio Pinto, Fernando Segtowick, Francisco Cardoso, Arnaldo Prado Jr, Acyr Castro, Adolfo Gomes e Maiolino Miranda.
Confira abaixo a relação final dos melhores do ano :

OS MELHORES DE 2008

1) Sangue Negro (82 pontos)
2) Império dos Sonhos (55 pontos)
3) Na Natureza Selvagem (35 pontos)
4) Batman : O Cavaleiro das Trevas (34 pontos)
Onde os Fracos não Tem Vez (34 pontos)
6) Medos Públicos em Lugares Privados (27 pontos)
7) A Culpa é de Fidel (23 pontos)
8) O Sonho de Cassandra (21 pontos)
9) Em Busca da Vida (20 pontos)
10) Longe Dela (19 pontos)

Melhor Diretor : David Lynch (Império dos Sonhos)/Paul Thomas Anderson (Sangue Negro)
Melhor Ator : Daniel Day Lewis (Sangue Negro)
Melhor Atriz : Marion Coutillared (Piaf)
Melhor Ator Coadjvante : Heath Ledger (Batman)
Melhor Atriz Coadjuvante : Rachel Weiz (Um Beijo Roubado)/Marisa Tomei (Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto)
Melhor Montagem : Império dos Sonhos
Melhor Cenografia : Batman - O Cavaleiro das Trevas
Melhor Fotografia : Sangue Negro
Melhor Trilha Sonora : Sangue Negro/Across the Universe/Piaf
Melhor Canção Original : "Guaranteed" (Na Natureza Selvagem)
Melhor Figurino : Piaf
Melhor Roteiro Original : Império dos Sonhos
Melhor Roteiro Adaptado : Na Natureza Selvagem/Sangue Negro/Onde os Fracos não Tem Vez
Melhor Efeitos Especiais : Batman - O Cavaleiro das Trevas
Melhor Animação : Wall-E
Melhor Documentário : Jogo de Cena
Melhor Reprise : Gritos e Sussurros
PRÊMIO ACCPA DO CINEMA BRASILEIRO : EDUARDO COUTINHO, pelo conjunto de sua obra

Moção Especial de Incentivo Local : Empresa Moviecom Cinemas pela criação de novas salas de cinema no estado e criação e instalação do projeto Moviecom Arte
Moção Especial :Pela ação permanente do atual presidente da ACCPA (Marco Antonio Moreira)
Moção de Pesar : Fechamento dos Cinemas 1, 2 e 3


Marco Antonio Moreira

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

FESTIVAL DE FILMES NO MOVIECOM ARTE DE 19 À 25/12


MOSTRA “SELECTED BY”/MOVIECOM ARTE
Confira na semana de 19 à 25/12 no Moviecom Arte, uma mostra de filmes que foram exibidos nos Festivais do RJ e SP este ano. Serão exibidos um filme por dia para posterior exibição semanal. Confira a programação completa :
Dia 19 - “GLÓRIA AO CINEASTA”
Dia 20 - “30 QUADROS POR MINUTO”
Dia 21 - “LANCHONETE OLYMPIA”
Dia 22 - “GESTO OBCENO”
Dia 23 - “HANNAH SOBE AS ESCADAS” (foto)
Dia 24 - “WHITE PALMS”
Dia 25 – “O CARREGADOR DE ALMAS”

A seguir, informações e datas dos filmes que serão exibidos nas próximas semanas
De 26/12/08 à 01/01/09 – “GLÓRIA AO CINEASTA”
Com Takeshi Kitano
Com Takeshi Kitano
Duração : 104 minutos
Genêro : Comédia
Classificação Etária : 14 anos
Sinopse : Após anunciar publicamente que não fará mais filmes de gângster, o cineasta Takeshi Kitano tenta criar um filme que agrade a todos os gostos e seja um sucesso comercial. De dramas neo-realistas a filmes de artes marciais, passando por melodramas românticos e pelo terror, ele tenta de tudo. No entanto, nada dá certo, e os produtores recusam sucessivamente seus projetos. Quando, enfim, consegue realizar a última de suas idéias, uma série de eventos imprevisíveis bota em cheque a vida na Terra. Agora Kitano precisa não apenas terminar seu precioso filme, mas salvar o planeta.
De 02/01 à 08/01/09 - “30 QUADROS POR SEGUNDO”
Com Justin Soto
Direção : Ed Ratke
Duração : 85 minutos
Genêro : Drama
Classificação Etária : 14 anos
Sinopse : Grupo de adolescentes diverte-se pelas ruas de Nova York roubando câmeras de vídeo de turistas. Eles revendem os aparelhos, mas permanecem com as fitas. Com o material, montam um filme com as imagens roubadas de suas vítimas.
De 09/01 à 15/01/09 – “LANCHONETE OLYMPIA”
Com Mandy Patinkin
Direção : Steve Barron
Duração : 85 minutos
Genêro : Drama
Classificação Etária : 14 anos
Sinopse : Misturando realismo e fantasia, narra o cotidiano de uma decadente lanchonete no subúrbio de Nova York que é ponto de encontro dos imigrantes. Entre funcionários e fregueses, todos mostram a angústia de ser estrangeiro numa América de paranóias e terrorismo, enquanto um gigantesco pôster (o cartaz do filme) ensina aos freqüentadores como salvar uma vítima de asfixia. Elogiado filme “indie” do diretor Steve Barron, que dirigiu clipes para David Bowie, Culture Club e Michael Jackson, além de pop-cults como “AMORES ELETRÔNICOS” e ” CONEHEADS.”
De 16/01 à 22/01/09 - “GESTO OBSCENO”
Com Ania Bukstein
Direção : Tzahi Grad
Duração : 95 minutos
Genêro : Drama
Classificação Etária : 14 anos
Sinopse : Michael Klienhouse é o típico homem comum, casado e pai de um filho. Um dia, conduzindo sua família de carro, ele fecha o seu vizinho Dreyfus no trânsito. Sua esposa Tamar faz um gesto obsceno para Dreyfus, que revida jogando deliberadamente seu carro contra o de Michael, quase acertando Tamar. Michael acredita que pode resolver o mal-entendido chamando as autoridades, sem saber que Dreyfus é um violento veterano de guerra com altas conexões. Recusando-se a capitular diante do poder, Michael enfrenta um verdadeiro pesadelo. Prêmio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Haifa 2006.
De 23/01 à 29/01/09 - “HANNAH SOBE AS ESCADAS “
Com Greta Gerwing
Direção : Joe Swanberg
Duração : 83 minutos
Genêro : Drama
Classificação Etária : 14 anos
Sinopse : Recém formada, Hannah vai trabalhar numa produtora, mas se apaixona pelos dois roteiristas que trabalham com ela. Enquanto se afasta do seu namorado, questiona se um possível envolvimento com os colegas poderá quebrar a harmonia profissional do trio.
De 30/01 à 05/02/09 – “WHITE PALMS”
Com Zoltan Hajdy
Duração : 97 minutos
Genêro : Drama
Classificação Etária : 12 anos
Sinopse : Ginasta húngaro tem sua carreira interrompida por uma lesão. Muda-se para o Canadá para refazer sua vida como treinador. Ao se deparar com um promissor ginasta, passa a treiná-lo sob rígidas normas para domar sua rebeldia e desatenção.
De 06/02 à 12/02/09 – “O CARREGADOR DE ALMAS
Com Jia Hong
Duração : 88 minutos
Genêro : Drama
Classificação Etária : 12 anos
Sinopse : Na China contemporânea, um jovem empregado de uma construtora não tem dinheiro para comemorar seu aniversário. Quando pede um empréstimo ao seu chefe, acaba sendo escalado para cuidar do corpo de um funcionário morto em serviço. A partir daí, o jovem carrega o defunto em sua van na tentativa de entregá-lo a família. A estréia do inglês Conrad Clark na direção lhe rendeu um prêmio no Festival de San Sebastian.
Marco Antonio Moreira

sábado, 13 de dezembro de 2008

'MEMÓRIAS" DE WOODY ALLEN EM DVD


“MEMÓRIAS” de Woody Allen. Com Woody Allen e Charlote Rampling. Um famoso cineasta, conhecido pelo sucesso de suas comédias, está cansado de fazer filmes. À beira de um ataque de nervos, ele comparece a uma retrospectiva de seus filmes onde acaba tendo que se confrontar com o significado de seu trabalho e com as lembranças de seu grande amor. Enfrentando uma crise pessoal, ele irá procurar novas razões para continuar a dirigir filmes. Produzido em 1980, “Memórias” é mais um dos filmes auto-biográficos de Woody Allen onde ele demonstra seus medos e ansieadades como artista. Ao interpretar o papel de um diretor em crise, ele revela sua necessidade de mudança, que verdadeiramente já estava acontecendo na sua carreira quando ele não produzia apenas comédias e começou a realizar dramas inspirados no estilo do mestre sueco Ingmar Bergman, sempre equilibrando seu talento entre as dúvidas sobre a vida e a morte, viver ou morrer, amar e ser amado.
Filmado em preto e branco, “Memórias” foi feito logo depois da obra-prima “Manhattan”(1979) e estava inédito em dvd no mercado brasileiro. Não deixe de ver. É um dos melhores filmes da vasta filmografia deste genial diretor.

Marco Antonio Moreira

Criticos Vão Eleger Os Melhores de 2008

Os membros da ACCPA estarão reunidos na noite do dia 23 de dezembro, a partir das 19 h, para a escolha dos melhores do ano em cinema local. É uma tradição que data de 47 anos. Sabe-se que no segundo ano ganhou o filme "A Doce Vida" de Fellini e no terceiro " A Aventura" de Antonioni. Este ano muitos titulos concorrem e por isso mesmo não aponta um favorito na principal categoria.]
Os colegas da critica que não puderem comparecer à reunião devem mandar as suas listas para o seguinte endereço: Tv. Rui Barbosa 619 Edicio ManhattamApto.1302. (Entre Aristides Lobo e Tirandentes)

"QUEEN + PAUL RODGERS : LET THE COSMOS ROCK" EM SESSÃO ESPECIAL


“Queen + Paul Rodgers : Let the Cosmos Rock” é um filme-concerto que será exibido numa sessão especial, quinta-feira, dia 18, às 21 h, no Moviecom Castanheira, Sala 04, em projeção digital. Dirigido pelo inglês David Mallet, o filme é resultado da filmagem de um show beneficente do grupo para uma campanha contra a AIDS. O Queen é uma das bandas de rock mais importantes dos anos 70 e desde que o vocalista e compositor Freddie Mercury morreu no início dos anos 90, eventualmente o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor (sem a participação do baixista John Deacon) se reunem com o cantor Paul Rodgers para shows com o repertório do Queen. Aprovado ou não pelos fãs do grupo, este esquema tem rendido uma boa exposição da música do Queen e este show foi super-elogiado pela crítica especializada.
Com certeza, vale a pena conferir o show em tela grande e em projeção e som digitais.
O filme-concerto será exibido numa sessão única.

Marco Antonio Moreira


"IRINA PALM" EM DVD


“IRENE PALM” de Sam Garbarski. Com Marianne Faithfull e Jenny Agutter. Uma viúva em torno dos 50 anos, precisa conseguir dinheiro para pagar o caro tratamento médico de seu neto. Desesperada, ele vagueia pelas ruas até encontrar um emprego de recepcionista na porta de um clube privê. Ela se apresenta para a vaga e ganho o emprego por causa das suas mãos macias que irão ajudá-la no seu trabalho de conquistar novos clientes para o clube. Mas ao mesmo tempo que trabalha para ajudar seu neto, ela refaz sua vida, mudando seu comportamento e descobrindo novos caminhos da sua personalidade. Belo drama dirigido com simplicidade e honestidade pelo diretor Sam Garbarski, mostrando as mudanças de uma personagem que vive num mundo de hipocrisia e solidão. Sem desfechos morais, o filme é duro e realista e traz um ótimo desempenho da cantora/atriz Marianne Faithfull. Vale a pena conferir.
Marco Antonio Moreira


"VICKY CRISTINA BARCELONA" AINDA EM EXIBIÇÃO


“Vicky Cristina Barcelona” ainda está em cartaz e é a principal indicação desta semana. O filme traz Woody Allen revelando a personalidade de duas amigas que procuram a felicidade de formas e maneiras diferentes. Fiel ao seu estilo de escrever e filmar, o filme tem todas as características que marcaram a carreira de Allen como diretor, mostrando personagens parecidos com todos nós em busca da felicidade, da realização pessoal e ao mesmo tempo tento que lidar com seus limites e frustrações. Com várias cenas que apresentam diálogos sensacionais, o filme ainda traz todo o elenco do filme em ótimas atuações, como de costume nos filmes de Allen. Confira a exibição do filme no Moviecom Belém com um detalhe: é o segundo filme de Woody Allen a ser exibido este ano em nossos cinemas. O primeiro foi o excelente “O Sonho de Cassandra”, exibido no Cine Estação. Sem dúvida é um privilégio podermos assistir dois filmes no mesmo ano deste maravilhoso diretor. Que venha mais Woody Allen nos próximos anos....
Marco Antonio Moreira

"VIAGEM AO CENTRO DA TERRA" EM DVD


“VIAGEM AO CENTRO DA TERRA” de Eric Brevig. Com Brendan Fraser e Anite Brien. Um cientista cujas teorias não são bem aceitas pela comunidade científica está decidido a descobrir o que aconteceu com seu irmão que simplesmente desapareceu na Islândia. Junto com seu sobrinho e uma guia, ele vai para a Islândia mais no meio de sua busca eles ficam presos em uma caverna e na tentativa de deixar o local, eles alcançam o centro da Terra. Lá eles encontram um novo e desconhecido mundo perdido.
Baseado no famoso livro de Júlio Verne, esta produção foi filmada originalmente em terceira dimensão mais acabou sendo lançada sem este recurso nos cinemas brasileiros. Para quem leu o livro, o filme fica devendo em vários momentos, com o roteiro deixando que os efeitos especiais tomassem conta da história. Com várias cenas de ação, o filme acaba prendendo a atenção do espectador mais com uma sensação clara de que a história poderia muito bem ser mais aprofundada e explorada. Só uma observação: como fã da música do tecladista Rick Wakeman, gostaria ainda de poder ver uma versão cinematográfica que utilizasse suas músicas do disco “Journey to the Center of the Earth”, lançado em 1973, que também é baseado no livro de Julio Verne. Seria no mínimo, um atrativo a mais que iria chamar a atenção daqueles que conhecem a qualidade deste cd.
Marco Antonio Moreira

"CASHBACK" NO MOVIECOM ARTE DE 12 À 18/12/08


Dentro do projeto Moviecom Arte, que tem o apoio das Lojas Visão e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será exibido no período de 12 à 18/23 o filme "Cashback" do diretor Sean Elis. O filme foi lançado recentemente no sul do país com excelentes críticas.
A seguir, maiores informações :
“CASHBACK”
Com Emilia Fox
Direção : Sean Elis
Duração : 102 minutos
Genêro : Comédia Dramática
Classificação Etária : 14 anos
Sinopse : Sofrendo de insônia, Ben aceita um emprego no turno da madrugada em um supermercado. Diante de personagens bizarros e acontecimentos insólitos, imagina-se parando o tempo para apreciar a beleza e a intimidade de cada uma das figuras que cruza. Aproxima-se da operadora de caixa Sharon na esperança de curar sua insônia. Este filme inglês premiado em San Sebastian e Bermuda é uma versão em longa do curta metragem homônimo indicado ao “Oscar” e também dirigido por Sean Ellis.

Marco Antonio Moreira


"A FELICIDADE NÃO SE COMPRA" DIA 15/12 NO CINE CLUBE ALEXANDRINO MOREIRA


ACCPA/INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ
CINE CLUBE ALEXANDRINO MOREIRA
Boletim de Programação N° 2 – Dia 15/12/08 - 19 h
Entrada Franca

“A FELICIDADE NÃO SE COMPRA”
(It’s a Wonderful Life)
EUA-1946. Produção e direção de Frank Capra. Roteiro de Francês Goodrich, Albert Hackett e Frank Capra baseado no texto de Philip Van Doren Stern. Música de Dimitri Tiomkim.Com James Stewart,Donna Reed,Lionel Barrymore e Thomas Mitchell
Sinopse : George Bailey(Stewart) tenta o suicídio na noite de Natal devido a problemas na agencia imobiliária herdada do pai. Atendendo as preces de seus parentes e amigos o seu anjo da guarda (Henry Travers) desce do céu para ajudá-lo. Renitente em aceitar a crença em um anjo, este faz com que George apague a sua vida, ou melhor, vislumbre como ficaria a sua comunidade se ele não tivesse nascido. O recurso faz com que ele compreenda o valor de uma vida que tentava acabar.
História: Frank Capra (1897-1991) ficou na história do cinema por suas comédias sociais que transpareciam otimismo. Há quem o ache o maior propagandista da política do “New Deal” do presidente Franklin Roosevelt. Durante a 2ª.Guerra, Capra foi indicado para fazer filmes na frente de batalha. De volta, criou uma empresa produtora junto com ilustres colegas como William Wyler e George Stevens (a “Liberty”) e inaugurou esta empresa com “A Felicidade Não Se Compra”, o titulo brasileiro que ele elogiou bastante. Lançado no final de 1946 o filme não foi feito para o Natal, mas tornou-se o mais feliz sobre a festa cristã, sendo apresentado anualmente nas TVs americanas. Para Capra como para o ator James Stewart foi o ponto máximo de suas carreiras. E um crítico sentenciou: “-É um filme feliz que nos torna felizes”. O tempo endossa a sentença.
EM JANEIRO: “O Morro dos Ventos Uivantes” de William Wyler(1939) e “Nosfertu” de F. W. Murnau (1921).
ESCOLHA UM FILME : você pode dar sua opinião do que pode ser programado pela ACCPA. Dê sua sugestão pelo blog http://www.accpara.blogspot.com/ , pelo e-mail accpa.contato@yahoo.com.br ou através da urna do auditório do cine clube.

Pedro Veriano

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"A DANÇA DA VIDA" NO MOVIECOM ARTE DE 05 À 11/12



Dentro do projeto MOVIECOM ARTE que tem o apoio das LOJAS VISÃO e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será exibido no período de 05 à 11/12/08 no Moviecom Castanheira (Sala 04), em projeção digital, o documentário "A DANÇA DA VIDA".
A Seguir, informações sobre o filme:

"A DANÇA DA VIDA"

Direção : Juan Zapata
Duração : 80 minutos
Genêro : Documentário
Classificação Etária : 14 anos
Distribuição : Zapata Filmes
Sinopse : O filme mostra as percepções de diversos grupos de idosos sobre sua sexualidade, seus hábitos e os lugares que freqüentam, além das reflexões e questionamentos que surgem nesta fase da vida.






Marco Antonio Moreira

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"AINDA ORANGOTANGOS" NO MOVIECOM ARTE DE 28/11 À 04/12/08


Dentro do projeto MOVIECOM ARTE que tem o apoio das LOJAS VISÃO e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será exibido no período de 28/11 à 04/12/08 no Moviecom Castanheira (Sala 04) em projeção digital, o filme "AINDA ORANGOTANGOS", filme brasileiro exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e que recebeu o prêmio de melhor filme de diretor estreante no Festival de Lima.
A Seguir, informações sobre o filme:

"AINDA ORANGOTANGOS"
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 81 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Distribuição: Pandora Filmes
Direção: Gustavo Spolidoro
Roteiro: Gibran Dipp e Gustavo Spolidoro, baseado em livro de Paulo Scott
Produção: Cristiane Oliveira, Fabiano de Souza, Milton do Prado, Gílson Vargas e Gustavo Spolidoro
Elenco : Karina Kazuê, Lindon Shimizu, Kayodê da Silva e Janaína Kramer
Sinopse : Porto Alegre, no dia mais quente do verão. Um casal de imigrantes chineses cruza a cidade em um vagão de metrô. Doentes e cansados, eles tentam ajudar um ao outro, ao mesmo tempo em que enfrentam a desconfiança dos demais passageiros e a incompreensão de sua língua. O chinês vagueia pelos corredores da estação de metrô e pelo mercado público da cidade, em busca de ajuda. É o início de uma série de situações-limite vividas por diversos habitantes da cidade.É o 1º longa-metragem filmado em um único plano-sequência no Brasil.
Marco Antonio Moreira

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

“Rec”(Espanha,2007) é um falso documentário que faz a bruxa de Blair decolar na vassoura para o diabo que a carregue.
Simula-se uma telereportagem sobre a rotina de bombeiros em Barcelona. Soa o alarme e sabe-se que uma senhora está presa, aos gritos, em um prédio no subúrbio. A repórter segue com o câmera junto com dois bombeiros. No local depara com uma velha seminua que ataca um guardamordendo-lhe a jugular como bom vampiro . Daí em diante monta-se um quadro aterrorizante: todos ficam presos no edifício, pois o Departamento de Saúde diagnosticou um mal tipo raiva que não deve ultrapassar aquele domínio. Daí em diante é evitar dentada, até de criança.
O filme de dois cineastas: Jaume Balagueró e Pacu Plaza, com roteiro de Luis Bedejo e fotografia de Pablo Rosso, é um prodígio de pegadinha. O falso câmera também se chama Pablo e a repórter Manuela Velasco, muito simpática, soltam os gritos e sussurros necessários para se deixar a idéia de que a vampiragem é real . Tem de tudo para se entender que está sendo difícil documentar os acontecimentos. Mas há cochilos, como um gravador que toca o que se quer na rolagem certa e sabe lá com que energia na dependência sem luz. Mas quem está com os olhos grudados na tela (e a narrativa dá margem a isso) não dá muita bola. Tudo é “frisson” e sem fim. A última palavra da repórter é “-Filma tudo, Pablo”.
Os meninos devem ter gastado pouco. Faturaram muito. E os americanos já copiaram com o nome de “Quarentena”.
Dá vontade da gente fazer uma caçada à Mula sem Cabeça. Ou ao Curupira.
(Pedro Veriano)

"FIM DOS TEMPOS" MERECE SER VISTO E DISCUTIDO


O diretor M. Night Shyamalan é um dos melhores cineastas do momento. Seus filmes sempre têm boas narrativas, boas histórias e finais que além de surpreendentes, fazem o espectador refletir. Seu maior sucesso, “O Sexto Sentido”(1999) foi um marco do genêro suspense e deu condições para o diretor realizar seus projetos mais pessoais incluindo o belo “A Dama na Água”, seu filme mais incompreendido até agora. Mas em “Fim dos Tempos”, mais uma vez inspirado pelo cinema de Alfred Hitchcock, especialmente pelo filme “Os Passáros”, ele realiza um trabalho onde todas as melhores características de seu cinema aparecem à favor de uma história que fala da relação do homem com a natureza. Natureza que aqui procura dar sinais de que tudo deve mudar interferindo no dia a dia dos homens. Para alguns, “Fim dos Tempos” é confuso e repetitivo mais na verdade, o filme faz parte do processo de criação de um diretor que a cada filme evolui e exercita seu estilo de filmar e contar histórias de forma cada vez melhor.

Marco Antonio Moreira

"O SELVAGEM DA MOTOCICLETA" NA TV POR ASSINATURA


“O Selvagem da Motocicleta" de Francis Coppola é um dos destaques da Tv por Assinatura neste final de mês. No filme, um líder de uma gangue local vive lutando pelo poder com outra gangue e tem como ídolo o irmão mais velho conhecido "O Motoqueiro". Vivendo cada dia sem perspectiva, ele e sua gangue vivem procurando confusão. Mas a volta do seu irmão mais velho à cidade, com um comportamento diferente e mais maduro, mudará o rumo de sua história. Os anos 80 foram anos de maturidade para o diretor Francis Coppola (O Poderoso Chefão/Apocalypse Now) que realizou filmes com foco na juventude como “Vidas sem Rumo”(1984) e “O Selvagem da Motocicleta”(1983). Aqui, o estilo e a narrativa de Coppola, nos leva para uma história onde os jovens tem pouca perspectiva e onde a violência e a questão social parecem estar grudadas na estrutura emocional de todos. É um dos melhores filmes do diretor, com uma bela fotografia e música funcional de Stewart Coppeland (The Police). Pena que Coppola nos anos 90 não tenha conseguido repetir uma série de bons filmes mais sem dúvida ele tem seu nome marcado na história do cinema.


Marco Antonio Moreira

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ana e o Caos

Caótica não é só Ana, a personagem de Manuela Vellés no filme de Julio Medem. Caótico é o filme todo. O roteiro (do diretor) misturam psiquiatria de almanaque com Terapia das Vidas Passadas(TVP), ou seja, Freud com os credos orientais adquiridos hoje no ocidente.
A personagem-título mora com o pai, um alemão, em uma região praiana da Espanha. Eles vivem do que vendem numa feira de artesanato, e a moça, dedicada à pintura, acha-se no céu quando uma turista (Charlotte Rampling) a convida para seguir com ela até Madri, onde terá campo para desenvolver seu talento artístico. Na capital Ana encontra, antes desse estabelecimento profissional, o sexo. Mas o amante, um árabe, não demora muito em sua cama. Segue para a sua região onde é morto. Estressada e relatando visões, Ana é alvo da hipnose feita pelo amigo de ocasião, um americano conhecido como Anglo. Mas a sua amizade maior é com Linda(Bebe), uma enigmática morena que acaba se infiltrando nas vidas (e são muitas) que a garota vem a recordar.
A narrativa vai de 10 a 0 como na hipnose clássica. Mas não adianta essa pontuação. Como não é crível a técnica de hipnotismo realizada. A comparar, a de Woody Allen em “Spot” é melhor. Bem, o que importa é que Medem quer dizer muito de suas figuras a partir de uma seqüência em que se testa aptidão de falcões. Parece um detalhe gartuto no filme. Mas é uma das chaves para tentar absorvê-lo. Os falcões são aves bonitas que voam alto e descem para matar. Ana é vista relaxada do fundo de um lago azul e daí passa para papéis diversos em diversas regiões nas voltas carnais pelo tempo. Como tragada por falcões, ela sempre morre de forma violenta. E sempre tenta fugir da tragédia, adentrando pelas políticas cruentas de diversos países. Acaba(pelo menos no filme) cagando na cabeça de um norte-americano belicoso. Medem engrossa para fechar uma fabulação que envolve literalmente mundos e fundos. Cabe no seu trabalho aquele ditado antigo: “quem tudo quer, tudo perde”. Ou “mais vale um passaro(no caso um falcão) na mão do que dois voando”. (Pedro Veriano)

BROWN BRUNNY" NO MOVIECOM ARTE DE 21 À 27/11


Dentro do projeto MOVIECOM ARTE, que tem o apoio das LOJAS VISÃO e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será exibido de 21 à 27 /11, no Moviecom Castanheira Sala 04, em projeção digital, o filme "Brown Brunny". O filme escandalizou o Festival de Cannes há alguns anos dividindo a crítica internacional. "Brown Brunny" permanecia inédito nos cinemas de Belém até agora.
Confira a seguir informações sobre o filme :
"Brown Bunny"
Direção: Vincent Gallo
Gênero: Drama
Elenco: Vincent Gallo, Chloë Sevigny, Cheryl Tiegs, Elizabeth Blake, Anna Vareschi, Mary Morasky.
Duração: 93 min.
Título original: Brown Bunny
País: EUA
Classificação: 18 anos
Sinopse :Bud Clay (Vincent Gallo) é piloto de Fórmula II e ainda sofre por causa da perda de seu grande amor. Após perder uma corrida em New Hampshire, vai a Califórnia, onde será a próxima. Atravessando os Estados Unidos, ele cruza a cada dia com a possibilidade de um novo amor, todos com nomes de flores. Mas nada parece ser capaz de substituir Daisy (Chloë Sevigny), a única mulher que amou e que amará para sempre
Marco Antonio Moreira

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

"CAÓTICA ANA" NO MOVIECOM ARTE DE 14 À 20/11


Dentro do projeto Moviecom Arte que tem o apoio das Lojas Visão e ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será exibido de 14 à 21/11, no Moviecom Castanheira Sala 04 em projeção digital, o filme "CAÓTICA ANA" do diretor espanhol premiado Julie Mendem.
Confira maiores informações do filme "Caótica Ana":
Direção: Julio Medem
Gênero: Comédia Dramática
Elenco: Manuela Vellés, Charlotte Rampling, Bebe, Asier Newman, Nicolas Cazalé, Raúl Peña, Gerrit Graham, Matthias Habich, Lluís Homar, Antonio Bellido e Leslie Charles
Duração: 118 min
Título original: Caótica Ana
Ano: 2007
País: Espanha
Classificação: 14 anos
Sinopse:O filme é uma viagem por quatro anos da vida de Ana (Manuela Vellés), dos 18 aos 22 anos. Como em uma hipnose, a protagonista mostra que não vive sozinha, que sua existência é semelhante a continuação da vida de outras jovens mulheres que morreram de um trágico modo. Esse é seu caos.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"O RITO" É MAIS UMA OBRA-PRIMA DE BERGMAN


Três atores de teatro são acusados de encenar uma peça considerada obcena e por isso são chamados para um juiz para serem interrogados. Mas durante a interrogação, acaba se revelando o íntimo dos personagens que mostram seus medos, anseios, dúvidas, mágoas e raivas com a vida. Sentimentos que somente são equilibrados quando são els são atores e não pessoas normais, frágeis e vulneráveis. Nesse processo, o personagem do juiz também acaba se revelando frágil e confuso num ritual onde os atores encenam o momento da peça considerado obceno. Ingmar Bergman concebeu este filme no auge de sua fase mais experimental, em 1969, depois de filmes fantásticos como "Persona", "A Hora do Lobo" e "Vergonha". Produzido para a televisão sueca, o filme tem uma fotografia extraordinária do mestre Sven Nykvist que em closes constantes, revela sem rodeios os sofrimentos e angústias dos personagens. Como sempre em todos os filmes de Bergman, os atores estão em atuações soberbas especialmente Ingrid Thulin, que atuou em vários filmes do mestre sueco. Finalmentoe lançado em dvd no Brasil, “O Rito” é uma obra-prima que incomoda, provoca e confirma o talento de um gênio que como poucos, soube lidar no cinema com as questões referentes a alma humana.

Marco Antonio Moreira

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Filmes que Incomodam

Quem disse que cinema é a maior diversão? Alguns críticos acharam os filmes “Império dos Sonhos” e”Ensaio sobre a Cegueira” incomodativos (ou “inconfortáveis”). O primeiro porque “não tem pé nem cabeça”e o segundo porque mete pé na cabeça e acaba deixando galos.
“Império....” é o devaneio de David Lynch em que o ato de interpretar é tabu. Quem pode dizer como fica passando a atriz (Laura Dern) que faz a versão de um filme maldito onde os principais interpretes foram assassinados ? “Ensaio...” é um mergulho na obra de José Saramago que todo mundo dizia ser difícil de filmar, uma fabula em que a cegueira do mundo, alertada por poetas, ganha o pé da letra e mostra que realmente os olhos representam a janela da alma.
Os dois filmes foram feitos para intrigar, instigar, polemizar, não para digerir junto a um saco de pipocas. Claro que a grande critica acha o máximo Lynch mandar às facas resquícios de “plot”(enredo) e rir de quem contar uma história de seu roteiro. Esta mesma critica talvez não goste tanto do que fez Fernando Meirelles, não pelo fato de santo de casa estar isento de produzir milagre, mas por “simplificar” a temática do original literário em nível de uma ficção-cientifica (não é, mas acham).
Os exemplos se tocam numa proposta visual que contrasta com outro programa da cidade: o ciclo de Manoel de Oliveira. Ali é o reverso: a palavra maneja a ação, a palavra faz cinema.
No bojo dessa programação muito distante dos áureos tempos dos musicais da Metro, vê-se que cinema é muito mais do que as vãs filosofias pensam em discernir. Perseguir o inconsciente, dando forma a coisas que não se armam como em um quebra-cabeça, ou vislumbrar o caos ao invés de coitadinhos cegos, é o reverso do chamado “divertissement”. E ouvir ou ler Oliveira, geralmente com base em obras que ele leu, é jogo de paciência. Nisso tudo chega um aprendizado, ou um modo de ver/ouvir. Muitas vezes somos cegos diante do que não entendemos de imediato. Nunca nos criticamos por isso: criticamos sim, quem nos deixa com esse tipo de análise. Se há lição a tirar desse conceito é o que deriva da confiança nos autores, da certeza de que não se estão brincando em nossos campos.
Mas sejamos autênticos: rever e rever certos filmes e ainda assim não aceitá-los é uma condição que merece respeito. E se corporifica com argumentos. Eu discuto sonho e surrealismo (um nada tem a ver com outro), penso que uma organização de cegos implica num discurso diferente do de Meirelles e ainda custo a conciliar a palavra como movimento, ou cinemática, na obra do quase centenário cineasta luso. Como não li o livro de Saramago, nem alguns citados por Oliveira, fico no que sei sobre o conceito de sonho desde Freud. Penso que para admirar Lynch é preciso mandar às favas as raízes da psicanálise. Mas é como você tratar de dor de barriga sem falar em espasmo intestinal. (Pedro Veriano)

sábado, 8 de novembro de 2008

TRILHAS SONORAS : O QUE ESTÁ ACONTECENDO ?


Há quanto tempo não temos um filme com uma trilha sonora marcante, de qualidade, que tenha temas musicais que fiquem na nossa memória? Você já pensou nisso?É incrível que hoje na maioria dos filmes, a música sirva apenas como acompanhamento das cenas, especialmente nos filmes de ação e aventura. Poucos cineastas levam em consideração que a música é um elemento importante dentro da construção de um filme. Diretores como Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick foram exemplos disso. Seus filmes marcaram várias gerações entre tantas razões, pelo fato de que a música estava dentro do enredo como um elemento dramático importante. Como podemos esquecer, por exemplo, da cena final de “Um Corpo que Cai” (1957) de Hitchcock, quando no desfecho da história temos um tema musical extraordinário composto pelo maestro Bernard Herrman? No caso de Kubrick, como esquecer as sequências de abertura de “2001 : Uma Odisséia no Espaço”(1968) e “Laranja Mecânica” onde a música nos leva para dentro da história já de forma marcante?
Parece que hoje, com as exceções de sempre, os músicos que fazem as trilhas sonoras são extremamente burocráticos nas composições, talvez até por imposições dos produtores. Hoje, na maioria dos filmes, ouvimos músicas incidentais sem brilho que são dependentes das imagens. Das trilhas sonoras recentes, a que mais me impressionou foi de Hans Zimmer em “O Código da Vinci” sendo uma exceção entre tantos títulos lançados nos cinemas e locadoras. Na dúvida do que fazer, os novos talentos poderiam pegar como exemplo os trabalhos de músicos como John Barry (Out of África), Bernard Herrman (Um Corpo que Cai/Psicose), Ennio Morricone (Cinema Paradiso), Nino Rotta (Amarcod), Max Steiner(E O Vento Levou), entre tantos nomes. Talvez assim, tenhamos uma nova geração de músicos que podem mostrar nos filmes o seu talento musical com criatividade e sensibilidade , marcando seu trabalho na memória do espectador que valoriza a música de uma forma geral e que está com saudades de quando o cinema revelava grandes trilhas sonoras.

Marco Antonio Moreira

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"IMPÉRIO DOS SONHOS" É HIPNOTIZANTE


O novo filme de David Lynch, "Império dos Sonhos", embaralha as fronteiras dos gêneros cinematográficos em filme hipnotizante. Em inglês, os cineastas são conhecidos como storytellers, contadores de histórias. A busca pela aproximação do cinema com outras formas narrativas, principalmente o romance, concide com a conquista do espaço do cinema, ainda no início do século passado, do grande público, tornando-se uma máquina da indústria de entretenimento.
O diretor americano David Lynch sempre usou e abusou de figuras bizarras em seus filmes e de fios narrativos multiplos. No entanto, nada do realizado antes por Lynch pode nos preparar para a experiência de ver "Inland Empire", ou canestramente traduzido por "Império dos Sonhos". Com apenas um fio de história ou usando algumas situações, climas e situações pra lá de absurdas, ele nos brinda com um dos mais instigantes, revolucionários, maravilhosos filmes - uma abertura para o filme do próximo milênio. Com o esgotamento de todas as formas narrativas, só nos resta não contar exatamente uma história, ou nos preocupar em contar apenas uma história.Assim como acontece no recente "Aquele Querido Mês de Agosto", do português Miguel Gomes, existem filmes em que as palavras são muito limitadas para descrever a experiência de assisti-los. Ainda mais no cinema, já que "Inland Empire" já foi lançado em DVD. Somente em tela grande, se pode sorver por completo esse cinema de Lynch, que nos absorve também em suas imagens, sons, suas labirínticas teias narrativas.
Lynch vai destruindo aos poucos todas as nossas amarras com relação ao cinema: uma atriz famosa, uma história que tem começo, meio e fim, uma fotografia bonita. E nesse sentido é perfeitamente lógico uma família de coelhos (!) que assiste a televisão na sala de casa. Ou o que falar das prostitutas polonesas? da maldição do filme? das idas e vindas de Laura Dern em seu delírio/sonho? "Inland Empire" reconstrói dessas sombras narrativas, um filme de tremendo vigor onde tudo pode acontecer, seja um romance, um mistério, um drama, logo embaralhando de uma vez o cinema de gênero para desembocar em um fantástico musical (aviso logo que a parte dos créditos é imperdível).

Fernando Segtowick

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"CLEÓPATRA" E "A ERA DA INOCÊNCIA" NO CINE ESTAÇÃO


"Cleópatra"
Drama, Brasil, 2007. De Julio Bressane. Com Alessandra Negrini, Miguel Falabella, Bruno Garcia, Heitor Martinez, Lúcio Mauro e Taumaturgo Ferreira.
Classificação indicativa: 18 anos.
Sessões:
22/11 (sábado) às 19h
23/11 (domingo) às 10h
21h30/11 (domingo) às 19h
Sinopse: Sedutora, passional e extremamente culta, Cleópatra (Alessandra Negrini) tornou-se a mais famosa rainha do Egito. Filha de Ptolomeu 12º, descendente do general macedônio de Alexandre, o Grande, ela freqüentou, desde menina, a biblioteca de Alexandria e pôde preparar-se para o exercício do poder, através da dominação sobre seus amantes, Júlio César (Miguel Falabella) e Marco Antônio (Bruno Garcia).
Premiações:Recebeu os prêmios de Melhor Filme, Atriz (Negrini), Fotografia (Walter Carvalho), Direção de Arte (Moa Batsow), Trilha Sonora (Guilherme Vaz) e Som (Leandro Lima)


"A Era da Inocência"
L'Age des Ténèbres - Comédia, Canadá, 2007. De Denys Arcand. Com Marc Labrèche, Diane Kruger, Sylvie Léonard e Caroline Néron.
Classificação indicativa: 16 anos
Sessões:
23/11 (domingo) às 19h
29/11 (sábado) às 19h
30/11 (domingo) às 10h e 21h
Sinopse:Em seus sonhos, Jean-Marc LeBlanc (Marc Labrèche) é um cavaleiro valente, uma estrela dos palcos, um artista que vive com mulheres a seus pés e em sua cama. Mas, na realidade, é um sujeito muito diferente. Cidadão comum, seu trabalho é ouvir pacientemente pessoas que chegam a seu departamento procurando ajuda. Em casa, sua mulher e seus filhos adolescentes não lhe dão a mínima.
Curiosidades :Dirigido pelo cineasta Denys Arcand ("As Invasões Bárbaras"), o filme foi exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, do Festival do Rio 2007

"IMPÉRIO DOS SONHOS" NO MOVIECOM ARTE DE 07 À 13/11


Dentro do projeto MOVIECOM ARTE, que tem o apoio das LOJAS VISÃO e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será lançado no período de 07 à 13/11, o polêmico filme "IMPERÍO DOS SONHOS" do polêmico diretor David Lynch (o mesmo diretor de "O Homem Elefante" e "Cidadde dos Sonhos"). O filme é um delírio cinematográfico nos moldes do talento do diretor que sempre produz filmes polêmicos e inquietantes. No filme, uma mulher atormentada e apaixonada vive uma situação de mistério, onde sonhoS e realidade se misturam, levando o espectador para uma viajem surreal.
O filme será exibido em cópia digital e como em todos os filmes do projeto MOVIECOM ARTE tem um preço especial : R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
O filme já foi lançado em dvd mas a exibição do filme em cinema era necessária e nos dará oportunidade de ver o excelente trabalho de Lynch de outra forma.Sem dúvida, é um dos melhores filmes do ano.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

"AURORA" E "A CAIXA DE PANDORA" EM NOVEMBRO NO IAP


Confira a programação de novembro feita pela ACCPA para o Cine Clube Alexandrino Moreira no IAP (Instituto de Artes do Pará ):

Dia 03/11 - 19 H
"AURORA" (foto)
(Sunrise-1927)Direção de Friedrich Wilhelm Murnau. Roteiro de Carl Mayer basewado no livro de Herman Sudermann . Com Janet Gaynor, George O’Brian, Margaret Livingstone.
Uma mulher da cidade vai à uma aldeia de pescadores e seduz um habitante casado e pai de um recém-nascido. A mulher pede que esse homem mate a esposa para viver com ela. A morte seria por afogamento, a se dar numa viagem que o casal faria à cidade. No caminho ele tenta empurrar a mulher para fora do pequeno barco, mas logo se arrepende. A viagem passa a ser uma renovação do casamento, com os dois vivendo uma nova lua de mel. Mas, na volta, uma tempestade os espera.
O filme está na relação dos melhores da história do cinema não só do "American Film Institute" mas de várias outras agremiações ligadas ao estudo da cinematografia.

Dia 17/11 - 19 H"
"A CAIXA DE PANDORA"(Die Buchse der Pandora-1929)
Direção de Georg Wilhelm Pabst. Roteiro de LadislauVajda baseado no livro de Frank Wedekind. Com Louise Brooks,Fritz Koriner e Franz Lederer.
Lulu, amante de um editor de jornal,casa-se com ele mas não suporta a vida dois, enveredando por outros romances e acabando por incitar uma tragédia.
O cineasta foi um dos nomes mais evidentes do fim do cinema mudo alemão, mantendo-se em evidencia até a década de 1950.Louise Brooks era norte-americana mas fez cinema em Berlim antes da 2ª.Guerra Mundial. “Pandora” é considerado a obra-prima dos dois: diretor e atriz.
ENTRADA FRANCA

(Pedro Veriano)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"ALLEGRO" NO MOVIECOM ARTE DE 31/10 À 06/11


Dentro do projeto MOVIECOM ARTE que tem o apoio das Lojas VISÃO e da ACCPA (Associação dso Críticos de Cinema do Pará), será exibido no Moviecom Castanheira, Sala 04, em projeção digital, de 31/10 à 06/11, o filme "Allegro", produção dinamarquesa. A direção é de Christoffer BoeGênero.
No filme, após muitos anos, Zetterstriom (Ulrich Thomsen), famoso pianista dinamarquês, retorna à sua terra natal para um concerto de gala. Mas o evento servirá para que ele perceba que as escolhas que fez causaram um efeito drástico em sua vida amorosa.
Os ingressos dos filmes do Moviecom Arte tem um preço especial : R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
Aproveitem.


Marco Antonio Moreira

A Banda que Passou

A primeira imagem de “A Banda” (Sassin Gabai/Irael 2007) focaliza um microônibus que depois de receber uma carga se afasta lentamente. Sem mudar o plano vê-se seis homens fardados de azul com dragonas douradas, enfileirados na horizontal, bem no centro do quadro. Logo se sabe que se trata da Banda da Policia de Alexandria que foi convidada para tocar na inauguração do Centro de Cultura Árabe, em Israel, mas ao chegar ao destino não encontrou quem a recepcionasse. Em uma região deserta, vendo-se apenas um pequeno bar os músicos procuram informação com a mulher que dirige parece dirigir o estabelecimento, sabem que ali não existe Centro de Cultura Árabe (“nem israelense”, ela completa).
O roteiro do diretor Eran Kolrin quer dimensionar a solidão. Não é apenas um lugar solitário, um oásis no meio do nada. Também as personagens são solitárias. Tewfiw (Sasson Gabai), o maestro, traz a mágoa dos suicídios do único filho, a quem se mostrava despótico contribuindo para a atitude do já rapaz, e da mulher, que não suportou a tragédia em família. Dina (ORonit Elkabetz),a dona do bar, saiu de um relacionamento infeliz e busca superar o acontecimento garimpando emoções no deserto. Também há o jovem Haled (Saleh Bakri), rebelde a algumas ordens do maestro, e tipos que passam pela estadia da banda (uma noite) como o rapaz que espera no telefone publico que a namorada lhe procure ou o tímido que não sabe como achar uma garota numa festa.
Raras vezes a cenografia se enquadra tão bem na perspectiva intimista. Lembro que Antonioni era mestre nisso, usando planos “contre-plongée” de prédios nos longos passeios de Mônica Vitti, afinal o modo de dimensionar o que na época se chamada de “coisificação do ser humano”. Pois aqui, Eran Kolrin usa o “décor” e o enquadramento. São muitos os planos abertos, como a utilização da luz perfazendo quadros em que o objeto iluminado está cercado por espaços escuros.
Um filme de baixo orçamento de metragem mínima para um “longa”, e sem estrelas adiante das câmeras. Afinal um exemplo de se fazer cinema também do meio do nada. De aplaudir. (Pedro Veriano)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Filmes do ano - uma 1a lista


O final do ano se aproxima e já começa a hora de fazer o Balanço. Esse ano, fui pouco ao cinema, pecado mortal que estou tentando melhorar desde o mês passado. Comecei a listar algumas coisas que gostei, que não gostei, mas que tem gente que gosta. É apenas uma pequena base que serve para a gente começar a lembrar e discutir o que de melhor (ou pior) passou por aqui.

Vi (e gostei muito):
Santiago
Cavaleiro das Trevas
Sangue Negro
Linha de Passe
Medos Privados em Lugares Públicos

Não vi, mas acho que vou gostar:
Jogo de Cena
Planet Terror
4 meses, 3 semanas e 2 dias
Longe Dela
Onde os Fracos Não tem Vez

Vi, não gostei, mas sei que tem gente que acha o melhor filme do ano:
Na Natureza Selvagem

Vi fora de Belém, mas acho que devia passar aqui
Império dos Sonhos

Sei que tem muita coisa faltando...podem mandar bala (eu não tenho uma memória muito boa mesmo)


Fernando Segtowick

À procura de um país e de um novo cinema




Quando questionado sobre o motivo de abandonar filmes de tom político e nacional, além dos documentários, Krzystof Kieslowki disse: todo mundo tem dor de garganta, eu quero filmar a dor de garganta do mundo. O diretor polonês afirmava então que o processo político e documental de registrar a realidade podia muitas vezes ser mais forte pelo percurso da ficção.
Walter Salles também dirigiu inúmeros documentários. Levou esse projeto de entender cidades e países para seu cinema de ficção. Em seus filmes mais importantes como “Central do Brasil”, “Terra Estrangeira” e “Diários de Motocicletas”, o dispositivo documentário-ficção estava presente através dos elementos do road movie, do acaso como mecanismo dramático, da câmera na mão, dos atores não-conhecidos.
Em “Linha de Passe”, Salles (de novo na parceria com Daniela Thomas), dá um passe à frente nesse seu modelo de cinema. O uso do estilo documental não parece mais simplesmente um artifício, mas uma necessidade diante de uma nova dramaturgia, de um novo modelo narrativo, tão contemporâneo. Walter vai, à sua maneira, buscar o que melhor o cinema tem feito. Se não se aproxima do estilo de uma Lucrecia Martel ou de outros do cinema europeu ou asiático, ele se arrisca a propor um filme sem tantas amarras do cinema clássico, sem clímax, sem soluções forçadas.
É claro que ele se alicerça com o sabe melhor. Filma uma São Paulo sempre enquadrada pela arquitetura do concreto (prédios) ou da falta dele (favela). Seus personagens estão sempre em movimento, em busca de sonhos, sejam de moto, de ônibus, ou simplesmente correndo pelo campo de futebol.
E essa busca, caracterizada pela figura paterna, para muitos a figura da pátria, também registra um novo Brasil que surgiu nos últimos anos, em que muitos acessam um novo nível de consumo, mas que não é a solução para todos os problemas (provavelmente até crie outros). Salles e Daniela Thomas arriscam registrar um país em transição, ainda sem saber onde vai chegar.
É muito curioso que neste ano em Belém tenha sido exibido também “Santiago” (o filme é de 2007), do irmão de Walter, João Moreira Salles, que questiona o formato do documentário. Ainda bem que os sócios da Videofilmes continuam à procura de um novo cinema.

(Fernando Segtowick)

domingo, 26 de outubro de 2008

MOSTRA DE CINEMA ATUAL ESPANHOL 2008

Nesta quarta (29) e quinta (30), o Oi Cine Estação receberá a Mostra de Cinema Atual Espanhol 2008.
Confira a programação :

Quarta (29) :
17 h :
"Salvador - Estória de um Milagre Quotidiano" de Hwidar Abdelatif (curta-metragem)
"Azul Escuro QuasePreto" de Daniel Sánchez Arévalo.
19 h :
"O Melhor de Mim" de Roser Aguilar
21h :
"Um Franco, 14 Pesetas" de Carlos Iglesias

Quinta (30)
19h :
"Tua Vida em 65 Minutos" de Maria Ripoli
21h
"Eu Sou a Juani" de Bigas Luna

A entrada é franca.


Marco Antonio Moreira

sábado, 25 de outubro de 2008

PROGRAMAÇÃO DA 3ª MOSTRA DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA DO SUL

Confira a programação da 3ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul que está acontecendo no Cine Líbero Luxardo de 22 de outubro à 02 de Novembro, com entrada franca:

25/10 – sábado16h30 – Programa 13 (Classificação indicativa: livre)
Tire Dié, Fernando Birri (Argentina, 33 min, 1960, doc)
Crônica de um menino só, Leonardo Favio (Argentina, 70 min, 1964, fic)
18h30 - Programa 4 (Classificação indicativa: livre)
Oficina Perdiz, Marcelo Diaz (Brasil, 20 min, 2006, doc)
Dia de Festa, Toni Venturi e Pablo Georgieff (Brasil, 77 min, 2006, doc)
20h30 - Programa 1 (Classificação indicativa: 12 anos)
Tibira é gay, Emilio Gallo (Brasil, 10 min, 2007, doc)
O aborto dos outros, Carla Gallo (Brasil, 72 min, 2008, doc)

26/10 – domingo16h30 - Programa 19 (Classificação indicativa: 12 anos)
O diabo entre as flores, Carmen Guarini (Argentina, 26 min, 2004, doc)
Jaime de Nevares, a última viagem, Marcelo Céspedes e Carmen Guarini (Argentina, 70 min, 1995, doc)
18h30 – Programa 8 (Classificação indicativa: livre)
Sonhos distantes, Alejandro Legaspi (Peru, 52 min, 2006, doc)
Zumbi somos nós, Coletivo 3 de fevereiro (Brasil, 52 min, 2007, doc)
20h30 – Programa 18 (Classificação indicativa: 12 anos)
H.I.J.O.S., a alma em dois, Carmen Guarini e Marcelo Céspedes (Argentina, 80 min, 2002, doc)

29/10 –quarta-feira18h30 – Programa 7 (Classificação indicativa: 12 anos)
MBYA, Terra vermelha, Philip Cox e Valeria Mapelman (Argentina/Inglaterra, 68 min, 2006, doc)
América Minada, Vinicius Souza e Maria Eugenia Sá (Brasil, 27 min, 2007, doc)
20h30 – Programa 20 (Classificação indicativa: 12 anos)
Pulqui, um instante na patria da felicidade, Alejandro Fernández Mouján(Argentina, 85 min, 2007, doc)

30/10 – quinta-feira18h30 – Programa 9 (Classificação indicativa: 12 anos)
Férias sem volta, Marta Lucia Vélez (Colômbia, 52 min, 2007, doc)
Os esquecidos, Jaime Aguirre Peña (Bolívia, 31 min, 2006, doc)
Vestígios de um sonho, Erich Fischer (Paraguai, 12 min, 2006, doc)
Do outro lado da ausência, Daniel Rodríguez (Colômbia, 06 min, 2007, doc)
20h30 – Programa 17 (Classificação indicativa: 16 anos)
Pivete, Lucila Meirelles e Geraldo Anhaia Mello (Brasil, 06 min, 1987,doc)
Vam’pra Disneylandia, Nelson Xavier (Brasil, 11 min, 1985, doc)
A vendedora de rosas, Victor Gaviria (Colômbia, 115 min, 1998, fic)

31/10 – sexta-feira18h30 – Programa 12 (Classificação indicativa: 12 anos)
Território vermelho, Kiko Goifman (Brasil, 12 min, 2004, doc)
Radicais livre(o)s, Marcus Vinicius Fainer Bastos (Brasil, 14 min, 2007, doc)
Vítimas da democracia, Stella Jacobs (Venezuela, 43 min, 2007, doc)
20h30 – Programa 10 (Classificação indicativa: livre)
Crônica de um sonho, Mariana Viñoles e Stefano Tononi (Uruguai, 95 min, 2005, doc)

01/11 – sábado18h00 - Programa 14 (Classificação indicativa: 12 anos)
Couro de gato, Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 12 min, 1960, fic)
Delinqüente, Ciro Durán (Colombia/França, 110 min,1978, fic)
20h30 - Programa 11 (Classificação indicativa: 12 anos)
Coração de Tangerina, Juliana Psaros e Natasja Berzoini (Brasil, 15 min, 2007, fic)
O prisioneiro, Eric Laurence(Brasil, 16 min, 2002, fic)
Procura-se janaína, Miriam Chnaiderman (Brasil, 54 min, 2007, doc)

02/11 – domingo
18h30 – Programa 15 (Classificação indicativa: 16 anos)
Palace II, Fernando Meirelles e Kátia Lund(Brasil, 21 min, 2001, fic)
Os esquecidos, Luis Buñuel (México, 88 min, 1950, fic)
20h30 – Programa 3 (Classificação indicativa: 16 anos)
Entre cores e navalhas, Catarina Accioly e Iberê Carvalho (Brasil, 14 min, 2007, fic)
Café com Leite, Daniel Ribeiro (Brasil, 18 min, 2007, fic)
Deserto Feliz, Paulo Caldas (Brasil, 88 min, 2007, fic)

site oficial da mostra: www.cinedireitoshumanos.org.br

Marco Antonio Moreira

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

PALAVRAS E ENGANOS

Não queria entrar na ciranda dos comentários sobre cinema local, especialmente a critica local. Mas seria como se eu me trancasse na torre de marfim dos que se julgam deificados e por isso alheios aos ataques de quem quer que seja. Afinal, os raios sempre caíram de cima pra baixo, a julgar por Zeus. E como eu não estou no Olimpo (só não perco lugar no Olympia de Belém) decidi entrar na farra.
Primeiro:gostaria que me informassem quando saiu e onde a matéria que trata o “Sangue de Pantera” de Jacques Tourneur como produção francesa. Quando e quem escreveu. Eu revi meus textos e não vi cochilo deste tamanho (podia cochilar, sou humano). Mesmo porque prezo história do cinema. Este “Sangue...” eu cheguei a passar em casa, numa cópia 16mm, por volta de 1952 (engraçado é que passei primeiro “A Maldição do Sangue de Pantera”de Bob Wise e Gunther Fisher feito depois) é o primeiro de uma série ilustre produzida por Val Lewton na RKO. Bem Hollywood.
Segundo: o nome APCC foi dado por Acyr Castro, Ariosto Pontes, Edwaldo Martins, Paulo Sérgio Macedo, Rafael Costa e Alberto Queiroz, fundadores da associação em 1962. Do grupo só estão vivos os dos primeiros. E Acyr, ainda participante de cinema, não concordou com os novos estatutos da entidade. Em respeito a ele, mudou-se o nome. Não quer dizer que a APCC morreu. Ela existe com o Acyr presidindo.
Terceiro: tenho um blog (verianoalvares.zip.net) mas não me furto a escrever para o da ACCPA criado pelo meu amigo Marco Antonio. O que me for possível estará na contribuição a tudo que a nova associação fizer. Eu presidi a APCC por longos anos e no ano passado achei que era hora de gente jovem: indiquei o Marco.
Quarto: sempre prestigiei críticos novos. A APCC adotou o pessoal da ACA (creio que o nome era este) composto por José Otávio Pinto, Vicente Cecim, Alfredo Higashi e Ronaldo Elleres. Depois abrigou críticos que colaboravam em colunas de forma avulsa, especialmente na de Luzia (que este ano completa 36). Aliás, o estatuto da APCC previa que se uma pessoa está escrevendo sobre cinema por mais de um ano ela, automaticamente, faz parte do grupo. Por isso é que eu acho que muita gente já devia estar no quadro da jovem ACCPA, ou, se quiser, formar um novo grupo (para não criar ciumadas) onde caiba todo mundo.
Qunto: pode me chamar de velhinho embora não me sinta. Recuso é o diagnostico de esclerosado e brocha. No primeiro caso meus níveis de colesterol estão OK. No segundo, jamais tomei Viagra. Brocha só de pintor de parede- e eu nunca pintei parede.
Sexto: gosto de debates e sempre uso de humor no que escrevo. Simplesmente porque acho que a critica é a cara do critico. E sei que sou muito afobado, muito “elétrico”. Por isso saio do cinema com os créditos finais ainda na tela. Habito que veio de um tempo em que se dizia que um cinema da praça ia desabar. Eu corria antes do estrondo.
Bem, é o que tinha a colaborar na discussão em torno de críticos & critica & programas. Um blog é feito para discutir. Parabenizo o Marco por este “nosso” estar dando certo. Escrevam mal e mal mas escrevam. (Pedro Veriano)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Dois Filmes

Uma garota de 9 anos estuda em colégio de freiras mas tem os pais comunistas. Isto na França de 1983. Pai espanhol e mãe francesa apostam em Salvador Allende, o presidente socialista vencedor de uma eleição no Chile como um avanço ideologico. A casa deles é freqüentada por barbudos da esquerda, os mesmos que a babá da garota lembra como os responsáveis, comandados por Fidel Castro, de sua saída de Cuba.
“A Culpa é de Fidel”, primeiro longa-metragem de Julie Gavras, detêm-se na confusão que os pólos políticos fazem na cabeça infantil. Os pais proíbem que ela leia Mickey Mouse(“um camundongo fascista”) ou que freqüente as aulas de religião. Ela reluta. E não entende quando o pai perde emprego como a comida piorou, a casa diminuiu, a babá foi embora.
Uma delicada viagem pela psicologia infantil sem ranço clinico e sem demagogia de facções sectárias é o resultado de um roteiro enxuto saído da obra da italiana Domitila Calamai. A menina Nina Kervel-Bey lembra a Brigitte Fossey de “Brinquedo Proibido” e a Ana Torrent de “Cria Cuervos”.Presente em todas as seqüências ela faz o seu quadro de um tempo e passa para o espectador as contradições e as reações de quem começa a vida.
Valeu, como valeu “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, uma visão sem retoques de um ato de aborto com a repercussão que pode causar sem apelar para o melodrama. Em linguagem direta, sempre frio, o diretor Cristian Mungui fica em cima do muro (pró ou contra a interrupção de gestação) atirando pedras. Não há “moral de história”. Há a exposição de um caso dramático envolvendo duas mulheres: a grávida e sua amiga. Narrativa com travelling manual e câmera fixa, sem música de auxilio. Foi Palma de Ouro em Cannes. E por aqui muita gente perdeu e vai reclamar que não passa coisa boa. (Pedro Veriano)

MOSTRA DE MANOEL DE OLIVEIRA NO CINE OLYMPIA


Começou nesta terça-feira a mostra de filmes em DVD do diretor português Manoel de Oliveira no Cine Olympia. Ao todo, são 8 filmes deste diretor premiado internacionalmente e que completa 100 anos de idade agora em novembro, dirigindo um novo filme.
Confira a programação:

A CAIXA (legenda) (1994)Dias 21, 22, 23, 24/10 – 18:30 h

O PRINCÍPIO DA INCERTEZA (sem legenda)(2002)Dias 25, 26, 28 e 29/10 – 18:30 h

UM FILME FALADO (legenda)(2003)Dias 30 e 31/10, 01 e 02/11 – 18:30 h

PORTO DA MINHA INFÂNCIA (sem legenda)(2001)Dias 04, 05, 06 e 07/11 – 18:30 h

VALE ABRÃAO (legenda)(1993)Dias 08, 09, 11 e 12/11 -18:00 h

NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR (legenda) (1990)Dias 13, 14, 15 e 16/11 – 18:30 h

VOU PARA CASA (legenda) (2001)Dias 18, 19, 20 e 21, 22 e 23/11 – 18:30 h

PALAVRA E UTOPIA (legenda) (2001)Dias 25, 26, 27, 28, 29 e 30/11 -18:30 h


Marco Antonio Moreira

"A BANDA" NO MOVIECOM ARTE


“A Banda” chega na nossa programação local pelo projeto Moviecom Arte que tem o apoio das Lojas Visão e da ACCPA(Associação dos Críticos de Cinema do Pará). No filme, uma pequena banda da polícia egípcia chega a Israel. Eles vieram para tocar na cerimônia de inauguração de um centro cultural árabe. Porém, por causa da burocracia, falta de sorte e outros imprevistos, são esquecidos no aeroporto. A banda tenta se deslocar por conta própria, mas vai parar numa pequena e quase esquecida cidade israelense, em algum lugar no coração do deserto. Confira o filme em projeção digital no Moviecom Castanheira Sala 04 a partir do dia 24/10.

Marco Antonio Moreira

domingo, 12 de outubro de 2008

"A ESTRANHA POSTURA DE CHORAR E PERDER O QUE SE PASSA DE BOM POR AQUI"


Continuo achando estranho que algumas pessoas que gostam de cinema em Belém e que tem seus blogs e formas de expressão pela internet, fiquem "chorando" a ausência de certos filmes em exibição nos cinemas locais. Deve-se reclamar mesmo a falta de certos filmes em nossos cinemas, mas enquanto se "chora" a ausência de títulos elogiados e premiados em nossa praça, acaba se perdendo a oportunidade de ver, escrever e divulgar os bons filmes que são exibidos aqui desde o Moviecom Arte até os filmes do Cine Estação e Libero Luxardo.
Não entendo essa postura. Reclama-se dos filmes do festival do Rio que dificilmente passarão aqui, dos filmes da mostra de São Paulo que só por um milagre podem chegar por aqui, e nessa postura, acaba se esquecendo das boas coisas que são exibidas nos cinemas locais e que são poucos prestigiadas. Querem um exemplo: "Santiago"(foto), belíssimo documentário e que é um dos melhores filmes que vi este ano, foi visto por poucas pessoas. Quem outro exemplo : "A Casa de Lava", filme português de altíssima qualidade foi visto por poucos espectadores no Olympia, com entrada franca.
E ai ? Como fica? Vamos ficar "chorando" o que não vimos nos cinemas ou vamos nos informar, ver e divulgar o que de bom se passar por aqui? Prefiro a segunda opção, sempre ressaltando a ausência de certos títulos em nossos cinemas. E você que gosta de cinema? Prefere ficar reclamando ou vai ajudar na divulgação dos bons filmes que temos a chance de ver aqui?

Marco Antonio Moreira

DIA 20/10 TEM "A ALDEIA DOS ALMADIÇOADOS" NO IAP


Continuando a parceria da ACCPA com o Instituto de Artes do Pará (IAP) será exibido no dia 20 de outubro, às 19 h, com entrada fanca, o clássico "A Aldeia dos Almadiçoados", produção de 1960. que tem na direção Wolf Rilla e George Sanders no elenco. O filme se passa numa aldeia inglesa que vive um dia rotineiro quando, de repente, as pessoas passam a desmaiar. Não há tempo para um avisar o outro: todos desmaiam. Passados alguns minutos todos despertam e ninguém lembra do que aconteceu. Pouco mais de um mês depois, as mulheres do lugar em fase de procriação sentem que estão grávidas. E o mistério começa.O filme foi candidato ao prêmio Hugo, na Inglaterra, e recebeu criticas elogiosas mundialmente. Ganhou uma seqüência chamada “A Volta dos Malditos” e uma refilmagem em 1995 dirigida por John Carpenter.

Marco Antonio Moreira

"5ª MOSTRA CURTA PARÁ CINE BRASIL" COMEÇA DIA 14/10


Terça-feira, dia 14, tem início a 5ª Mostra Curta Pará Cine Brasil que traz uma seleção com 5 longas-metragens nacionais inéditos e 15 curtas premiados em festivais nacionais e internacionais. Os curtas concorrerão ao prêmio “Banco da Amazônia” de Melhor Curta-Metragem Brasileiro e também será entregue o 4º Prêmio “Ná Figueredo” ao Melhor Videoclipe Paraense. Os críticos de cinema associados da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará) farão parte do júri da mostra.A 5ª Mostra Curta Pará Cine Brasil será realizada de 14 a 19 de outubro, no Oi Cine Estação. Veja a programação:


Dia 14/10 (terça-feira): 19h30 – Abertura / 20h - Mostra Competitiva de Curtas-Metragens: “Areia” de Caetano Gotargo (foto), “A Cidade e o Poeta” de Luelane Corrêa, “Dez Elefantes” de Eva Randolph) / 21h - Longa-Metragem : "Encarnação do Demônio" de José Mojica Marins.

Dia15/10 (quarta-feira): 17h - Sessão Especial: "Serra Pelada - Esperança não é Sonho" de Priscilla Brasil) / 19h30 - Mostra Vídeo de Bolso (vídeos feitos com celular) / 20h - Mostra Competitiva de Curtas-Metragens: “Oficina Perdiz” de Marcelo Diaz, “Engano” de Cavi Borges, “Pajerama” de Leonardo Cadaval / 21h - Longa-Metragem :"Olho de Boi" de Hermano Penna.

Dia 16/10 (quinta-feira): 17h às 19h - Relato de Experiência sobre Direção Cinematográfica, com Priscilla Brasil / 19h30 - Homenagem aos Curtas Paraenses / 20h - Mostra Competitiva de Curtas-Metragens: “Os Sapatos de Aristeu” de Luiz René Guerra, “Café com Leite” de Daniel Ribeiro, “Espalhadas pelo Ar “ de Vera Egito / 21h - Longa-Metragem : "Se Nada Mais Der Certo'” de José Eduardo Belmonte.

Dia 17/10 (sexta-feira) : 17h às 19h - Relato de Experiência sobre Direção Cinematográfica, com Priscilla Brasil / 19h30 - Homenagem aos Curtas Paraenses / 20h - Mostra Competitiva de Curtas-Metragens: “Dia de Visita” de André Luís da Cunha, “Dossiê Rê Bordosa” de César Cabral), “Convite para Jantar com o Camarada Stálin” de Ricardo Alves Júnior / 21h - Longa-Metragem : "Corpo" de Rossana Foglia e Rubens Rewald.

Dia 18/10 (sábado): 17h - Sessão Extra: documentários resultantes do projeto Caravana da Imagem : “As Pedras Que Contam” , “O Lavrador de Toadas” / 17h30 - Bate-papo com os realizadores / 18h30 - 4º Prêmio Ná Figueredo - Exibição dos videoclipes selecionados / 19h30 - Homenagem aos Curtas Paraenses / 20h - Mostra Competitiva de Curtas-Metragens: “O Presidente dos Estados Unidos” de Camilo Cavalcante, “Os Filmes que não fiz” de Gilberto Scarpa), “Trópico das Cabras” de Fernando Coimbra) /21h - Longa-Metragem : "Nossa Vida não Cabe num Opala" de Reinaldo Pinheiro.

Dia 19/10 (domingo): 10h - Os 10 melhores curtas / 17h30 - Sessão Extra – Lançamento:- “Puxirum” / 18h – Premiação / Exibição dos Filmes Premiados / 20h - Longa-Metragem "Mulheres de Mamirauá" de Jorane Castro.
Marco Antonio Moreira

"4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS" É O PRÓXIMO FILME DO MOVIECOM ARTE


O próximo filme do Moviecom Arte será “4 Meses, 3 semanas e 2 Dias”(foto), filme romeno que ganhou a “Palma de Ouro” em Cannes ano passado. No filme, duas colegas dividem um quarto. Quando uma delas engravida, um homem que realiza abortos é chamado. Ao notar que ela está com uma gravidez mais avançada do que havia informado, ele faz novas exigências. O filme será ser lançado no Moviecom Castanheira, sala 04, em projeção digital, dia 17/10.
O projeto Moviecom Arte tem o apoio da ACCPA.
Marco Antonio Moreira

"PARANÓIA AMERICANA" NO MOVIECOM ARTE


Dentro do projeto MOVIECOM ARTE que tem o apoio das Lojas VISÃO e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), está sendo exibido no Moviecom Castanheira Sala 04, em projeção digital, o filme "PARANÓIA AMERICANA". No filme, influenciado pela paranóia que dominou os EUA após os ataques de 11 de setembro, um americano desempregado acredita que seu vizinho, um estudante islâmico, está envolvido com atividades terroristas. Obcecado, ele passa a observá-lo e persegui-lo. A direção é de Jeff Renfroe.
O filme será exibido de 10 à 16 de outubro, com preço especial : R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
Marco Antonio Moreira

"CAPÍTULO 27" TRAZ A MEMÓRIA DE LENNON NOVAMENTE


Este filme é baseado na vida do asssassino Mark David Chapman que mostra os momentos que antecedem o assassinato do ex- beatle John Lennon. Chapman atirou em Lennon em frente ao apartamento do músico (o edifício Dakota) em Nova York , em 8 de dezembro de 1980 num ato covarde que marcou a história. O filme, bem dirigido e com boas atuações de Jared Leto no papel principal, impressiona pelo detalhe em que se mostra a evolução da paranóia do personagem em relação à Lennon, revelando seu comportamento, seus pensamentos, sua loucura, que acabaram culminando na morte absurda de um dos maiores ícones da música mundial. Sem julgamentos morais, o filme impressiona pela riqueza de detalhes reais dos fatos e nos faz lembrar como o assassinato de Lennon foi uma coisa injusta que nunca será entendida pelo grande número de fãs dos Beatles que até hoje lamentam sua morte. Vale a pena conferir.
Marco Antonio Moreira

"INDIANA JONES 4" EM DVD


“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" de Steven Spielberg chega em dvd depois de uma bem sucedida carreira nos cinemas (apesar da pirataria). Desta vez, Indiana está no ano de 1957, e acaba numa missão para encontrar a famosa caveira de cristal de Akator. Mas agentes soviéticos também estão em busca do artefato, e dai nasce a quarta aventura do herói Indiana Jones que traz toda a fórmula que deu certo na franquia dirigida por Steven Spielberg iniciada em 1981. Aqui encontramos novamente várias referências aos filmes de aventura dos anos 30 e 40, num clima de nostalgia envolvente, bem humorado e que resgata os melhores momentos do personagem. Harrison Ford, apesar da idade, segura bem as cenas de ação e Cate Blanchett continua em forma, sendo a maior atriz de sua geração atualmente. Vale a pena ver e rever. E que venha o quinto Indiana Jones....
Marco Antonio Moreira

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"A MORTE DE GEORGE W. BUSH" NO MOVIECOM ARTE



Dentro do projeto MOVIECOM ARTE, que tem o apoio das LOJAS VISÃO e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será exibido do dia 03 à 09/10, em cópia digital, no Moviecom Castanheira (Sala 04), o premiado “A MORTE DE GEORGE W. BUSH”.
Sinopse:O presidente norte-americano George W. Bush está em Chicago para discursar para o empresariado local. Uma multidão indignada o recepciona com uma manifestação contra a guerra. Os seguranças e policiais se esforçam para conter a situação. Mas, com seu discurso concluído, Bush insiste em encontrar seus partidários na recepção do hotel onde está hospedado. De repente começa um tiroteio e o presidente é atingido. Um pandemônio se instala e Bush é levado às pressas para o hospital, onde more 5 horas depois.
O projeto Moviecom Arte tem um preço especial : R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).

Marco Antonio Moreira

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O Sol Tornará a Brilhar

A peça de Lorraine Hansberry “A Rising in the Sun” ganhou um filme em 1961 dirigido pelo então novato Daniel Petrie (1920-2004) com Sidney Poitier. O tema era o preconceito racial nos EUA. Lorraine morreu jovem e só deixou de marcante esta peça que via como um hino à sua gente (o negro americano). Agora (2008), surge uma versão para a TV dirigida por Kenny Leon, cineasta vindo do teatro universitário de Atlanta, atuando também como ator no cinema e na TV.
O novo filme (apesar de feito para o vídeo foi rodado em película) vai além da questão do racismo. O enfoque de uma família negra na Chicago de 1950 chega a ser atemporal em alguns momentos (mesmo com um negro, hoje, candidato a presidência dos EUA). Não é uma questão de etnia: é de dificuldade financeira. Walter (Sean Combs) vive com a mãe, a mulher, a irmã e um filho menor num cubículo. Ele é empregado de um homem rico na qualidade de motorista particular. É o único da família que trabalha. A mulher lava e passa roupa, cozinha, limpa o apartamento. A mãe aposenta-se de tarefas domésticas (era babá de uma menina branca). Todos esperam o dinheiro do seguro do patriarca, falecido há alguns anos.Walter pensa em aplicar esse dinheiro num bar, que montaria com amigos. A mãe, cautelosa, logo que recebe o cheque aguardado, compra uma casa para eles morarem. Mas a casa está localizada num bairro de brancos e logo a família recebe a visita de uma pessoa que oferece compra do imóvel com mais alguns trocados. Questão de “boa vizinhança”. Antes das coisas correrem para esse lado, a mãe socorre o filho em desespero por ela ter se negado a dar-lhe verba para a compra do bar, e ainda por cima a mulher espera outro filho, um fato que leva a ainda jovem futura mãe a procurar uma cabeleireira “curiosa” para praticar o aborto.Cedendo o apelo de Walter a mãe logo sofre outro drama: o tal sócio do bar desaparece com a verba dos comparsas. O primeiro impulso será atender ao racista e vender a casa. Mas a honra da família fala mais alto.
Ninguém está fora de foco numa narrativa ágil que evita que se sinta a origem teatral. Bons atores, sensíveis interpretações, cuidadosa direção de arte, afinal uma surpresa de bom cinema.
O DVD está na praça através da Sony. Não passou ainda nos canais brasileiros (abertos ou de assinatura). Ganhou muitos prêmios, todos justificáveis. Foi um prazer ver um filme inteligente de um tema gasto pelo uso. A meu ver, resultado muito melhor do que a versão de Petri, do mesmo titulo também em português: “O Sol Tornará a Brilhar”. (Pedro Veriano).

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

"LONGE DELA" NO MOVIECOM ARTE


Dentro do projeto MOVIECOM ARTE, que tem o apoio das LOJAS VISÃO e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará), será lançado dia 26/09 o filme no Moviecom Castanheira Sala 04 em projeção digital o filme "LONGE DELA", com Julie Christie.
O filme conta a história de uma mulher com mal de Alzheimer que é internada numa clínica, que proíbe visitas nos primeiros 30 dias do paciente no local. Após este período seu marido vai visitá-la, mas ela já não mais o reconhece.
Dirigido por Sarah Polley e com Julie Christie e Olympia Dukakis no elenco. o filme recebeu 2 indicações ao "Oscar" incluindo a categoria de melhor atriz para Julie Christie.
O projeto Moviecom Arte tem um preço especial : R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
Marco Antonio Moreira

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Não Seguraram o Malandro

Vendo “A Casa da Mãe Joana” percebe-se que o veterano Hugo Carvana envelheceu . O filme está longe da comicidade descontraída –e inventiva-de “Se Segura Malandro” e “Bar Esperança”. Basta lembrar o “seqüestro do elevador” em “Se Segura Malandro”, seqüência que o Cacá Diegues achou a mais engraçada da história do cinema brasileiro. E que dizer de Antonio Pedro e o próprio Carvana curtindo bebedeira ao som de “Meu Bem Meu Mal” numa alvorada depois de uma noite no Bar Esperança ? E o elenco todo cantando “Bandeira Branca” no fim do mesmo filme?
Carvana sabia fazer comédia. Aqui ele repete a formula de muitas personagens. Mas não amarra as situações. Elas ficam como que estanques, independentes umas das outras, e chega a um ponto em que o filme não sabe que rumo tomar. Tanto que o final, com a critica aos “sem teto”, perde fôlego.
O que salva “A Casa..” de um desastre total é o elenco. Veteranos como o diretor unem-se a poucos novatos em descontração. Especialmente a mais velha personagem (ou personalidade): Laura Cardoso. Não fosse essa gente que não precisa decorar diálogo e o sono espantaria de vez o sorriso.
Realmente o tempo passa e as imagens que faziam a gente rir restam grudadas na saudade. Não tiveram filhos. Nem foram morar na casa da mãe Joana. (Pedro Veriano)

"DEPOIS DO ENSAIO" TRAZ O TALENTO DE INGMAR BERGMAN


Belo trabalho produzido e dirigido em 1984 (e exibido no Circuito Cinearte em 1985) que o mestre Ingmar Bergman realizou para a televisão sueca logo após a obra-prima “Fanny e Alexandre”(1983). Num palco de teatro, depois do ensaio de sua nova montagem para “O Sonho” de August Strindberg, um velho diretor teatral, Henrik Vogler, se recorda das antigas peças que dirigiu e de suas relações amorosas e familiares. Em mais uma obra confessional, Bergman reflete sobre o amor, a obsessão e a rejeição, desnudando seus personagens de forma envolvente e avassaladora. No elenco, atuações primorosas de Erland Josephson (Cenas de um Casamento), Lena Olin (As Melhores Intenções) e Ingrid Thulin (O Rito). É um dos melhores lançamentos em dvd deste ano.
Marco Antonio Moreira

"LONGE DELA" NO MOVIECOM ARTE


O Próximo filme do projeto Moviecom Arte, que tem o apoio das Lojas Visão e da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará) será “Longe Demais” (foto) que tem a uma atuação elogiadíssima da veterana atriz Julie Christie. O filme deve ser lançado no dia 26/10. O projeto Moviecom Arte tem um preço especial : R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Confira e aproveite! É mais um espaço dedicado ao cinema de qualidade e que merece ser prestigiado. Detalhe : o filme será exibido em projeção digital. Em breve, mais detalhes da programação do Moviecom Arte serão divulgadas aqui., com o apoio da ACCPA.


Marco Antonio Moreira

"O SANGUE DA PANTERA" NA PARCERIA IAP/ACCPA





Foi muito bem recebida pelo público o início da parceria do Instituto de Artes do Pará (IAP) com a ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará) com a exibição dos filmes de Charles Chaplin. Agora, no dia 29/09, o próximo filme programado pela ACCPA no Cine Clube Alexandrino Moreira será o clássico “O Sangue da Pantera” de Jacques Torneau. Entrada franca às 19 h. Não deixe de ver. É um clássico do cinema francês que influenciou muitos cineastas e que merece ser conhecido pelas novas gerações de cinemaníacos.
Marco Antonio Moreira

OUÇA A TRILHA SONORA DE "NA NATUREZA SELVAGEM"


Um dos destaques do filme “Na Natureza Selvagem” de Sean Penn é a trilha sonora com canções compostas por Eddie Vedder, líder do grupo de rock PEARL JAM. Já respeitado pelo seu trabalho no conjunto, Vedder foi convidado pelo diretor Sean Penn para fazer as canções do filme baseado na vida real de um jovem que largou toda a sua vida civilizada para ficar perto da natureza. Vedder compôs 11 canções que durante o filme pontuam de forma enriquecedora as ações do personagem e sua difícil relação com os pais e com a sociedade. Com músicas simples, belas harmonias e letras fortes como em “Society”, “Hard Sun” e “End of the Road”, Vedder consegue complementar o trabalho artístico de Sean Penn que aqui, realizou seu melhor filme até agora. Ouça a trilha sonora e veja o filme, sem falta. É um dos melhores filmes do ano nos cinemas e em dvd.
Marco Antonio Moreira

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

LONGE DELE

Tudo começa quando Fiona (Julie Christie) coloca a frigideira na geladeira. O marido Grant (Gordon Pinsent) surpreende-se, mas releva o fato. Tudo seria um “cochilo” se Fiona não repetisse esquecimentos. O diagnostico médico é o Mal de Alzheimer, A conduta manda interná-la em uma casa de saúde especializada. E com o tempo Fiona passa a se dedicar a um paciente em pior estado do que ela, Thomas (Michael Murphy), esquecendo Grant. Para o marido que jamais deixou a companheira, o drama é maior. Se Fiona não sofre por esquecer ele sofre por lembrar.
“Longe Dela”(Away from Her/EUA,2006) é uma pequena jóia escrita por Alice Munro (31 anos) com base no conto “The Bear Came Over the Mountain” que ela própria escreveu. A direção é de Sarah Polley(29 anos) e a interpretação de Julie Christie é um exemplo de dedicação a um papel. Por isso ela chegou a ser indicada ao Oscar de 2007 e o filme ganhou 39 prêmios, incluindo Globo de Ouro e 15 candidaturas (2 ao Oscar).
No tema há o exemplo brilhante de “Íris” onde Judi Dench dá a dimensão da doença e o quanto ela representa para uma família. No caso de “Away from Her” é um casamento de 44 anos sem separação de um só dia. A dor da perda pela memória, justamente o que mais ligaria o casal no fim de sua existência. É como esquecer em vida o que se ama. Uma tragédia que é difícil mencionar em cinema mas conseguida no trabalho dessas jovens autoras. (Pedro Veriano)

domingo, 14 de setembro de 2008

O SIMBOLO DO CINEMA

A programação da ACCPA no Cine Clube Alexandrino Moreira pretende exibir e discutir clássicos do cinema. E para tal nada melhor do que começar com um símbolo dessa artindustria: Carlitos.
O tipo criado por Charles Spencer Chaplin logo foi adotado pelos espectadores de todas as partes do mundo. Quando ir ao cinema era ficar de boca aberta, maravilhado com as imagens em movimento, vendo Carlitos o espanto virava gargalhada. Era irresistível o moto-continuo do ator-escritor-diretor que através de um tipo popular defendia os menos favorecidos no tom de comédia. Era como se as pessoas passassem a rir da desgraça. E rir, em qualquer sentido, é continuar vivendo.
No primeiro programa estão os curtas de 1917 feitos para a empresa Mutual:”O Imigrante”, “O Aventureiro”, “O Balneário” e “Rua da Paz”. No primeiro filme, Chaplin já ironizava a terra que adotou como o pobre diabo que chega a Nova York em um navio onde os passageiros eram tratados como gado. A Estatua da Liberdade ao fundo enfatizava essa ironia (a liberdade em que todos ao chegar eram presos, antes de uma identificação). Em “Rua da Paz” era o herói raquítico a enfrentar o Golias malfeitor, um raro momento de Carlitos virar policial, o personagem que era sempre o vilão de seus filmes.
Ver Chaplin é ver cinema. Na verdadeira expressão de arte das imagens em movimento.
Programa de 2ª,Feira, 15 de setembro de 2008 no IAP.(pv)

"LA LÉON" NO PROJETO MOVIECOM ARTE


O próximo filme do projeto Moviecom Arte, que tem o apoio das Lojas Visão e da ACCPA(Associação dos Críticos de Cinema do Párá) será o polêmico "LA LÉON", uma produção da Argentina/França. O filme terá seu lançamento no próximo dia 19/09 no Moviecom Castanheira, sala 04, em projeção digital com preços especiais: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
A seguir, informações sobre o filme:
"LA LÉON" - Sinopse : Álvaro (Jorge Román) é um solitário pescador homossexual que vive numa remota cidade ribeirinha do interior da Argentina, às margens do Rio Paraná. Quando envolve-se com o truculento El Turu (Daniel Valenzuela), dono da embarcação local - único meio de transporte para os habitantes -, passa a viver com ele uma conturbada relação.
Direção : Santiago Otheguy. Com Jorge Román e Juan Carlos Rivas.
Enquanto "La Léon" não chega, não perca esta semana a exibição no Moviecom Arte, do filme brasileiro "SANTIAGO", um dos melhores filmes do ano.
Marco Antonio Moreira

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

IAP E ACCPA EM PARCERIA


Começa nessa segunda-feira, dia 15/09, a parceria entre o Instituto de Artes do Pará (IAP) e a ACCPA (Associação dos Críticos de Cinemas do Pará) que estarão juntos na programação do Cine Clube Alexandrino Moreira/ACCPA que terá exibições mensais de filmes em DVD com o objetivo de formar uma nova platéia de cinema em Belém, exibindo filmes importantes da cinematografia, estimulando debates e procurando criar um espaço de cinema que seja valorizado pelo espectador de Belém. A ACCPA também apoia as exibições do Cine Clube Alexandrino Moreira em parceria com a programadora BRASIL, com exibições mensais de filmes importantes do cinema brasileiro.Inicialmente, no Cine Clube Alexandrino Moreira/ACCPA haverá duas sessões por mês, no auditório do IAP, com as sessões começando às 19:00. Charles Chaplin será o primeiro grande nome a ser exibido com o programa ‘CHAPLIN NO INÍCIO” com a exibição de alguns de seus primeiros filmes :”O Imigrante”/”O Aventureiro”/”Rua da Paz”/”O Balneário”). A seguir maiores detalhes do programa:

CHAPLIN, NO INICIO
Charles Spencer Chaplin (1889-1977) é considerado “o símbolo do cinema’. E se justifica a partir da definição dessa arte, nome herdado da “cinemática”(do grego “kinema”, ramo da física que estuda o movimento independente da causa que o propiciou). Vindo do “vaudeville”, irmanado ao circo, ele desde cedo aprendeu a “fazer graça” com a expressão corporal. Menino ainda, caia no palco e provocava gargalhadas da assistência. Chaplin, inglês de nascimento e nunca naturalizado americano apesar de passar a maior parte de sua vida nos EUA, foi para a Califórnia com o circo de Fred Karno nos primeiros anos do século XX. Lá descobriu o cinema através de Mac Sennett, o prolífico produtor de comédias mudas. A sua inventividade levou-o cedo a papel principal no gênero quando resolveu usar uma roupa surrada, um chapéu-coco e um sapato rasgado no filme “Kid Auto Races at Venice”(1917) dirigido por Henry Lehrman para a produtora de Sennett. Nascia o vagabundo Carlitios (Charlie),logo conhecido e amado mundo afora.
Quando passou a escrever e dirigir seus filmes, consideração ganha pelo êxito do tipo que criou, Chaplin abriu espaço na história de uma arte. E justamente os mais aplaudidos filmes dessa fase pioneira são os realizados pela a empresa Mutual e que serão vistos ou revistos agora: ”O Aventureiro”(The Adventurer/1917),”Rua da Paz”(Easy Street/1917), “O Imigrante”(The Immigrant/1917) e “O Balneário”(The Cure/1917). Por serem todos realizados no mesmo ano dão a idéia de como o artista produzia com freqüência e como deixava a sua marca sem obrigatoriamente repetir as tramas. Nessa amostragem dos primeiros tempos de Chaplin há o bastante para se avaliar o seu papel como diretor escritor e intérprete, no caso dando chance a que se conheça como Carlitos conquistou as platéias de um cinema que ainda não tinha aprendido a falar e nem mesmo descobrira todo o seu potencial narrativo.

PROGRAMA “CHAPLIN NO INICIO” – Cine Clube Alexandrino Moreira/ACCPA – Segunda-feira, Dia 15/09, às 19 h. Entrada Franca.

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