segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"DO MUNDO NADA SE LEVA" NA SESSÃO CULT DIA 22/08/09 ÀS 16 H

"DO MUNDO NADA SE LEVA"
Original: You Can’t It With You-EUA, 1938.
Direção de Frank Capra
Roteiro de Robert Riskin de uma peça de George D. Kaufman e Moss Hart.
Fotografia de Joseph Walker
Música de Dimitri Tiomkim
Elenco: Lionel Barrymore, James Stewart, Jean Arthur, Edward Arnold e Ann Miller
Argumento: A família Vanderhof tem uma filosofia: cada membro faz o que quer. E o melhor: convida para morar com ela as pessoas que se sentem alijadas do mundo, como um bancário que preferia curtir os seus inventos artesanais. Esta família é abalada pela intervenção de um milionário que deseja o terreno onde está construída sua casa, visando expandir o seu negócio imobiliário. Por sorte (ou não) o filho do milionário namora a neta do Senhor Vanderhof, o patriarca da grande família. E as confusões começam quando as duas famílias se encontram.

Importância Histórica: A peça de Kaufman & Hart fez tanto sucesso que foi já neste século reencenada com grande público nos EUA. Capra e seu roteirista predileto, Robert Riskin, adaptaram de tal forma o texto que o espectador não sente que a maior parte da ação se passa numa sala. Personagens simpáticas escondem os estereótipos de heróis e vilões com diálogos inteligentes em que a malicia se confunde com a lição de moral.O filme ganhou o Oscar de 1938 e foi um dos maiores sucessos de público da Columbia Pictures nos anos 30. Para os historiadores de cinema é uma produção típica de Capra, com muito otimismo, muita comédia, e algumas pitadas de seriedade, passando pela concepção romântica do conflito de classes.

SESSÃO CULT
"DO MUNDO NADA SE LEVA"
Cine Líbero Luxardo
Sabádo Dia 22/08/09
Horário : 16:00 h
Entrada Franca
*Após o filme, debate entre o público presente e críticos da ACCPA

Programação: ACCPA

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"CINEMA AMADOR E CINEMA DOMÉSTICO"

Há alguns anos organizei um festival de filmes amadores. Era o tempo do Cine Clube APCC, com a efervescência do que se chamava “cinema de arte”. Esse período foi gratificante e hoje está sendo alvo de estudos de pesquisadores até de fora do Estado.
Avalio que neste momento é preciso recuperar, entre nós, essa categoria de cinema, mas é necessário, inicialmente, caracterizar o que se designa “cinema amador”. É possível distinguir a subdivisão: cinema doméstico e cinema amador de gênero (documentário ou ficção). Na mostra passada, esta subdivisão não foi mencionada. Na época, o que se gravava era em película 16 mm e Super 8 mm. O “tape”, ou melhor, a fita VHS, engatinhava. Agora há muitas pessoas que possuem câmera digital e filmam o que lhes interessa e a qualquer hora. O cinema, finalmente, ganhou a vez da caneta preconizada por Jean Cocteau no tempo em que realizou “Orfeu” (Orphée/1950). Por isso há necessidade de se selecionar o material nessas categorias. Não quer dizer demérito de qualquer uma. O cinema amador, como dizia Buñuel, é o “mais puro”, o cinema sem o “pecado” da feição industrial & comercial, realizado para registrar momentos de vidas ou para suscitar a admiração de um grupo. Trata-se de produções criativas que o cinéfilo elabora a partir ou não de um roteiro. É comprometido com um tema. Quem o faz pensa numa pequena história, na aferição de um fato, na descrição de um ambiente, num depoimento importante. Mas é possível ousar também o sentido experimental da “caneta”.
No caso do cinema doméstico, o mais comum é o registro de festas. Pode ser um aniversário, um casamento, um batizado, uma formatura, uma reunião familiar. O tom é de um álbum fotográfico onde se impõe o movimento, captam-se os momentos mais importantes do evento e como há empresas que se propõem nesse novo ramo de comércio a tecnologia adota os elementos da linguagem do cinema sem o sentido de significados que explorem algo além do registro puramente informativo do evento
Com base nessas dimensões, será elaborado um regulamento e uma ficha de inscrição, com data prevista para o lançamento do programa, ou seja, período de inscrição, seleção e divulgação dos resultados. A idéia é criar comissões não só entre os membros da ACCPA, mas da sociedade civil, visando uma seleção equilibrada do material enviado. Os vídeos (DVD) selecionados devem fazer parte de um programa que será exibido em um dos espaços hoje utilizados com sucesso pela associação de críticos.
Quem tiver o seu vídeo em qualquer das duas categorias pode começar a rever o seu “baú” e ficar na expectativa do regulamento para poder inscrever-se. Esse material estará, nos próximos dias, nos seguintes blogs: ACCPA, blog da Luzia e blog do Veriano.
Foi dada a largada. Quem quiser ver o seu filminho em tela grande, ao lado de uma platéia, que o registre. Não se promete prêmios. A exibição já é um prêmio. E não há “reprovação”. Se houver um numero muito grande de participantes o programa será divido em blocos ou temas. O que se quer é estimular a produção local a partir de sua origem. Alguns cineastas amadores do passado entraram para o rol dos profissionais. E em 1976, quando aconteceu a última mostra, produções de outros estados da Amazônia surpreenderam surgindo até um longa-metragem.

Luzia Miranda Álvares
luziamiranda@gmail.com

"OS INCOMPREENDIDOS" NO CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA DIA 17/08/09 EM HOMENAGEM AOS 50 ANOS DA NOUVELLE VAGUE


"OS INCOMPREENDIDOS"
HOMENAGEM AOS 50 ANOS DA NOUVELLE VAGUE
Original: Les 400 Coups-França,1959
Direção de François Truffaut
Roteiro de Truffaut e Marcel Moussy
Fotografia de Henri Decae
Música de Jean Constantin
Elenco: Jean Pierre Léaud,Claire Maurier, Albert Rémy e Guy Decomble.
Resumo: Doinel , adolescente que vive em Paris com a mãe e o padrasto, sente-se oprimido pela ausência de carinho e o mau encaminhamento na escola. Com o colega René passa a executar alguns “golpes”(dão o titulo original “400 Golpes”) como roubar cartazes de filmes exibidos nas galerias de cinemas, e dá-se mal quando tenta levar a máquina e escrever de um escritório. Jogado pela família numa escola correcional, depois de dois dias preso numa delegacia, consegue fugir e chegar ao mar que nunca havia visto.

Importância Histórica: O primeiro longa-metragem de François Truffaut (1932-1984) praticamente inaugurou o movimento “Nouvelle Vague”, proposta de renovação estética do cinema francês comanda por críticos da revista “Cahiers du Cinema” (ele, Jean Luc Godard, Claude Chabrol, Eric Rhomer e Jacques Rivette, chamados por eles mesmos de “jovens turcos”). Com farpas biográficas o filme exibe influencias do movimento neo-realista e uma grande sensibilidade, característica que perseguiria a obra de Truffaut diferindo-a do que fizeram os seus colegas.O cineasta trabalhou intensamente até morrer, não só dirigindo como atuando (ele interpretou o cientista de “Contatos Imediatos do 3° Grau”). Amava o cinema e sempre demonstrou isso. O ator Jean Pierre Léaud e a personagem Antoine Doinel seriam vistos como o seu “alter ego”, aparecendo em pelo menos 5 filmes onde se inclui a seqüência de “Os Incompreendidos”, o curta-metragem da coletânea “Amor aos 20 Anos”.
SESSÃO ACCPA/IAP
"OS INCOMPREENDIDOS"
Cineclube Alexandrino Moreira
(Auditório do IAP)
Horário : 19 h
Dia 17/08/09
Entrada Franca
Programação : ACCPA
*Após o filme, haverá um debate entre os presentes e críticos da ACCPA

Próximos Programas do Cineclube Alexadrino Moreira:
Segunda-feira Dia 24/08:“A MORTE NUM BEIJO” de Robert Aldrich
Segunda-feira Dia 31/08:”CONSCIÊNCIAS MORTAS” de William Wellman


Blog da ACCPA : http://www.accpara.blogspot.com/
Blog do Cineclube: http://cineclubealexandrinomoreira.blogspot.com/

"A PARTIDA" NO MOVIECOM ARTE DE 13 À 20/08/09


"A PARTIDA"
Em exibição de 14 à 20/08/09
Direção: Yojiro Takita
Duração:130 minutos
Classificação : 12 anos
Horário : 21:20 h
Local : Moviecom Castanheira Sala 04 Projeção Digital
Sinopse: Um violoncelista retorna à sua cidade-natal, após a orquestra em que tocava ser dissolvida. Lá ele passa a trabalhar como agente de funerária, cargo o qual tem muito orgulho apesar das críticas que recebe.
Vencedor do “Oscar” de Melhor Filme Estrangeiro/2008.

Apoio : ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

BELÉM AINDA ESTÁ PERDENDO...


A seguir, texto enviado pelo cinemaníaco Wendell Medeiros, para o blog da ACCPA:

Belém ainda está perdendo... Belém a cada dia perde alguma coisa, já prestaram a atenção? já perdeu tantas e, ao que parece, ainda acumulará outras tantas perdas, entre as últimas, a possibilidade de ser uma das sub-sedes da Copa de 2014, ainda comentada aqui e ali...
Mas, de quem será a responsabilidade (prefiro não falar em [des]culpa!) por tudo isso??
Hoje, 05 de agosto de 2009, após mais um dia de trabalho, problemas a resolver, contas a pagar, telefonemas, consultas médicas, etc, etc... ao passar em frente ao Cine Olympia, tido como a mais antiga sala de cinema em funcionamento do Brasil, parei e li o anúncio do filme em cartaz. Atualmente, a "onda" é assistir filmes "arrasa-quarteirão" em grandes salas de cinema encrustadas nos shopping das grandes cidades. É uma pena, uma lástima que as salas de "cinema de rua", àquelas em que você comprava os ingressos, olhava os próximos lançamentos e se apressava para pegar o "melhor lugar", não sem antes comprar uma boa porção de pipoca em frente ao prédio ou até mesmo na ante-sala, e... é uma pena que essas salas de cinema estejam em extinção!!
Pois bem, voltando ao filme... Me aproximei do cartaz e fiquei lendo a sinopse, enquanto isso duas garotas parece que tiveram a mesma idéia que eu. Logo depois, num sonoro "creeeedo, não gostei, vamos 'pro' shopping" percebi que o enredo do filme não havia agradado a elas, a mim sim, e entrei no Olympia...
Perguntei ao rapaz, que fica na entrada, se eu poderia entrar com a minha mochila, ao que me respondeu afirmativamente. O espaço entre a entrada do cinema e a poltrona escolhida me fizeram pensar em tantas coisas, cada passo me levava a imaginar tantas outras sessões, tantos [des]encontros de namorados, amantes, cada beijo roubado, cada leve toque de mãos, sussurros, sustos, gargalhadas, suspense... sessões insólitas, minhas preferidas!!
Escolhi então o "melhor lugar, nem muito atrás, nem muito na frente, no "ponto certo". Sentei, respirei fundo me preparando pra sessão, que pra mim é sempre mais que apenas um drama, uma comédia, um romance, vai além disso, muito mais além... e me vem o espanto (??) a sala está simplesmente vazia!!
Após algumas olhadas, em todas as direções da sala, percebo que não estou equivocado, a sala estava mesmo totalmente vazia, apenas eu e a tela... Respiro uma vez, duas, três e começo a pensar nas possibilidades do por quê de tal situação: será que o gênero não agradou, como àquelas duas garotas? não há tanta divulgação do espaço, da programação?? será que o circuito alternativo é assim mesmo "pra poucos"?? Mesmo sem saber as respostas, em voz baixa, deixo sair um desabafo "depois reclamam que em Belém não há programa bom, de conteúdo e de graça, se fosse pago estariam reclamando, como é gratuito, quase ninguém vêm". Mas, por que falei baixinho, se eu estava realmente sozinho na sala??
Enquanto o filme não começava, liguei a Bel e, após fazer um breve resumo do dia, falei de toda a minha indignação de estar no Cine Olympia, prestes a assistir a um bom filme, e a sala estava lá, vazia. Ainda sem chegarmos a uma conclusão para tal fato, me percebo num misto de sentimentos, será que se ninguém mais chegar, haverá sessão? eu deixarei de assistir ao filme por estar sozinho na sala? ou ainda, será que vou ter uma sessão no Cine Olympia todinha pra mim?? Antes, de respondermos ás perguntas, eis que uma jovem senhora chega e senta-se há umas três fileiras à minha frente e, logo depois, um casal também se junta a nós. Me despeço, pois o filme estava começando...
Entre uma cena e outra, me pego olhando a sala, contando e recontando os presentes... cinco... sete... dez... O friozinho gostoso da sala me fez elencar um outro motivo para se ir ao Olympia: fugir do imenso calor que assola as tardes e noites da Mangueirosa. E ainda outro, as poltronas são muito confortáveis, todas vermelhas, charmosas...
Eis que o enredo, do filme, chega ao final e não mais que vinte pessoas estavam lá. Saio da sala ainda indignado com essa situação toda: por que existem poucas salas de cinema que não sejam em shopping? mesmo com sessões gratuitas, por que o Olympia não lota? por que as pessoas não privilegiam esses espaços? seria uma características do paraense??
Esses questionamentos tomam conta de mim, quando percebo estou em frente ao Rosário e, já que o Olympia foi alimento pra alma, agora é a vez do corpo. Enquanto espero meu cachorro-quente "caprichado", olho pro céu e vejo uma lua cheia maravilhosa, alva, esplendorosa, como a me dizer "relaxa, você não está sozinho". E assim, me entrego ao lanche, como a filha saboreando o macarrão com molho de tomate e palmito feito pela mãe, Estamira...
Na volta pra casa, outras questões ecoam em minha mente: por que Belém perde tantas coisas? por que Belém está tão quente, barulhenta e suja?? Rapidamente, porém, me corrijo, "Belém não está suja ou barulhenta, nós é que a sujamos, poluímos". Somos nós que jogamos nas ruas aquela embalagem de bombom, lata de refrigerante e afins; já vi até um coco saindo de um ônibus e, por pouco não atropela uma senhora que se preparava pra subir no coletivo; por que os carros têm que ligar o som no último volume?? que costume é esse de usar a via pública como se fosse uma extensão do quarto, da sala, da casa?? será que não dá pra esperar alguns segundos, após o semáforo abrir, antes de "descer a mão nas buzinas"?? Isso resolve o trânsito caótico em que vivemos??
Por que Belém perde tantos espaços nas calçadas, ocupadas por cadeiras de bares, lanchonetes, ambulantes, lixo, entulho?? Onde está o nosso direito de ir e vir?? Onde estão os órgãos competentes que pouco ou nada fazem para coibir essas infrações ao código de posturas da cidade??
Voltando ao Olympia: parabéns a prefeitura de Belém por manter esse espaço que, mesmo pouco privilegiado por grande parte da população, ainda resiste bravamente; parabéns aos funcionários, desde o porteiro ao cara que bota a película pra rodar, parabéns!!
E, aos desinformados, o Olympia funciona de terça a domingo, sempre as 18h30, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos, como em "Cidade Perdida". Vão lá, prestigiem, compareçam, não deixem que Belém perca mais esse espaço, prestigiem a "sala de cinema mais nostálgica e charmosa da Mangueirosa".
A propósito, o nome do filme era "O Último Louco", eu gostei e recomendo!!

Wendell Medeiros

domingo, 9 de agosto de 2009

"MOUNSIEUR VINCENT" NA SESSÃO CINEMATECA NO CINE OLYMPIA DIA 16/08/09 ÀS 16 H

"MONSIEUR VINCENT, O CAPELÃO DAS GALERAS"
Original: Monsieur Vicent- França, 1946
Direção de Maurice Cloché
Roteiro de Jean Anouilh
Fotografia de Claude Renoir
Música de Jean-Jacques Grünewald.
Elenco: Pierre Fresnay,Aimé Clariond, Jean Debucourt,Lise Delamare,Germaine Dermoz.
Resumo: Vicent de Paul, era ainda um jovem pároco quando iniciou a sua missão para onde é designado, combatendo a peste que assolava o lugar. Depois disso, dedica-se aos idosos desamparados criando uma ordem de auxilio com a colaboração de mulheres que formariam a Confraria de Caridade, de inicio representada por quatro irmãs, mas logo se expandindo. Quando ele quis ampliar o beneficio para crianças houve reação, mas o padre lutou para alcançar seu objetivo, dedicando-se à caridade até o fim de sua vida.
Importância Histórica: A vida de S. Vicente de Paulo ganhou uma versão cinematográfica muito aplaudida, sendo considerado o melhor filme do diretor Maurice Cloché.Por seu trabalho o ator Pierre Fresnay mereceu o prêmio do Festival de Veneza. Seu desempenho, rivalizou com os de “A Grande Ilusão”(La Grand Illusion) de Jean Renoir e “Desespero D’Alma”(Le Defroqué) de Leo Joannon, filmes que muito ficaram devendo ao talento do intérprete. O filme também recebeu muitas candidaturas a prêmios, como ao Bafta inglês e ao Globo de Ouro (EUA).
Há momentos marcantes como a conversa de Vicent com a rainha quando ele se queixa que “pouco fez dormindo tanto”(duas horas por dia).
Mais do que um filme religioso, “M. Vincent”é um marco na história do cinema francês.
SESSÃO CINEMATECA
"MOUNSIEUR VINCET : O CAPELÃO DAS GALERAS"
Cine Olympia
Domingo dia 16/08/09
Horário : 16 h
Entrada Franca
Programação : ACCPA
Próximo programa da Sessão Cinemateca:
"A PAIXÃO DE JOANA D´ARC" de Carl Dreyer
Domingo dia 20/08/09

sábado, 8 de agosto de 2009

ACCPA NO TWITTER

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