segunda-feira, 2 de junho de 2014

"EM BUSCA DE IARA" NO CINE LÍBERO LUXARDO


"Em Busca de Iara" 
Cine Líbero Luxardo
Título original: Em Busca de Iara | Direção: Flavio Frederico | Roteiro: Mariana Pamplona | Gênero: Documentário | Ano: 2013 |  País:  Brasil | Fotografia: Carlos André Zalasik | Produção: Flávio Frederico e Mariana Pamplona | Pesquisa: Mariana Pamplona | Distribuidora: Kinoscópio | Cor: Colorido e preto e branco | Duração:  91 min. |  Classificação etária: 14 anos


Sinopse: Através de uma investigação pessoal de sua sobrinha, Mariana, o filme resgata a vida da guerrilheira Iara Iavelberg. Uma mulher culta e bela que deixou para trás uma confortável vida familiar, optando por engajar-se na luta armada contra a ditadura. Vivendo uma rotina de sequestros e ações armadas, era a companheira do ex-capitão Carlos Lamarca, tornando-se um dos alvos mais cobiçados da repressão. O filme desmonta a versão oficial do regime, que atribui sua morte, em 1971, a um suicídio.


Datas e horários das sessões:

De 04/06 a 07/06 (de quarta-feira a sábado) - 19h
Excepcionalmente, não haverá sessão no dia 08/06, domingo



domingo, 1 de junho de 2014

MOSTRA DE CINEMA ÁRABE 

Dentro da programação da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro que nesta edição traz como tema “Qatar -Uma Janela para o Mundo Árabe”, está sendo realizada a Mostra de Cinema Árabe com filmes ainda inéditos em Belém. A Mostra tornou-se possível graças a parceria entre a SECULT-PA e o ICArabe –SP (Instituto de Cultura Árabe) que dispõe de um variado acervo de filmes e detém o direito de exibição de alguns títulos. A Mostra tem a curadoria de Elias Neves Gonçalves (ACCPA) e co-curadoria de Geraldo Campos (Diretor Cultural do ICArabe) e a programação conta com seis filmes de produção de países árabes e coprodução com países europeus e Brasil.

Entre os importantes títulos da Mostra está o premiado documentário “Cinco Câmeras Quebradas” (Palestina/Israel/França,2011) dos diretores Emad Burnat e Guy Deividi , que narra a resistência do palestino Emad que, para defender o seu direito de morar em território prestes a ser ocupado por judeus israelenses, usa a sua câmera como arma pacífica para registrar os conflitos entre palestinos e israelenses.

A cultura e a tradição literária árabes também são mostradas com um olhar poético no filme “Baba Aziz – O Príncipe que Contemplava a sua Alma”(2006), encerrando a Trilogia do Deserto do diretor tunisiano Nacer Khemir, que também assina o roteiro com Tonino Guerra.

A coprodução Brasil/Líbano no filme “A Última Estação” (2012) do diretor Marcio Curi retrata um pouco da história da imigração árabe no Brasil por meio do personagem Tarik, um libanês adolescente que veio tentar a sorte no Brasil e 50 anos depois decide fazer uma viagem em busca dos amigos que fez durante a viagem ao país que o acolheu. Vale ressaltar que o filme tem belas locações em Belém do Pará e contou com elenco de apoio local.

FUTEBOL E CINEMA

Com o país em ritmo de Copa do Mundo, haverá uma parte da programação voltada para filmes que trazem o futebol como pano de fundo . As produções brasileiras “Boleiros – Era uma Vez o Futebol” (1998) e “Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos” (2006), ambos do diretor Ugo Giorgetti relembram as histórias das glórias e curiosidades do futebol brasileiro com muito humor . Na mesma proposta temática a coprodução Brasil/Palestina “Sobre Futebol e Barreiras” (2011) dos diretores João Carlos Assumpção e Arturo Hartmann mostra o olhar sobre o conflito entre israelenses e palestinos tendo como elo comum a Copa do Mundo da África do Sul em 2010.

As exibições acontecem no Auditório II do piso superior no HANGAR Centro de Convenções, sempre em duas sessões diárias e acesso gratuito para o público de acordo com a lotação do auditório. Todos os filmes exibidos apresentam a classificação indicativa de 12 anos.


Mostra de Cinema da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro – Auditório II Hangar
Entrada franca. 

Dia 2 de junho

16h30 – “Cinco Câmeras Quebradas”, de Ernad Burnat e Guy Davidi

18h30 – “A Cor das Oliveiras”, de Carolina Rivas


Dia 3 de junho

16h30 – “Lebanon: Next Music Station – Beirut Beats, de Fermim Muguruza

18h30 – “Mil e Uma Noites na Patagônia”, de Jávier López Actis



Dia 4 de junho

16h30 – “Sobre Futebol e Barreiras”, de João Carlos Assunção, Arturo Hartmann, Lucas Justiano e José Menezes – 16h30

18h30 – “Boleiros – Era Uma Vez o Futebol”, de Ugo Giorgetti



Dia 5 de junho

16h30 – “Pelé Eterno”, de Aníbal Massaini Neto

18h30 – “Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos”, de Ugo Giorgetti



Dia 6 de junho

16h30 – “Zidane – Um Retrato do Século XXI”, de Douglas Gordon e Philippe Parreno

18h30 – “Sobre Futebol e Barreiras”, de João Carlos Assunção, Arturo Hartmann, Lucas Justiano e José Menezes



Programa Decididamente Animados

Curtas de animação

31 de maio a 8 de junho – 16h

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A PRAIA DE KARIM AÏNOUZ

Por Elias Neves Gonçalves

A exuberante eloquência da fotografia de “Praia do Futuro” (2013) de Karim Aïnouz demonstra muito mais  que uma simples escolha de locação ou tentativa de  situar os personagens social e culturalmente. As ondas do mar, a intensa luz solar, o azul do céu e o forte vento da Praia do Futuro não são suficientes para preencher  as angústias e os anseios de Donato (Wagner Moura), o salva-vidas que perde uma vítima para o traiçoeiro mar de Fortaleza no Ceará. É nesse ponto de trágico encontro que inicia a complexa relação entre o estrangeiro Konrad (Clemens Schick) e Donato. Por outro lado, a cinzenta e fria Berlim de Konrad se mostra um possível porto de felicidade na vida de Donato. Esse contraponto, por meio da fotografia, é de uma beleza ímpar, pois sugere os estados de alma do protagonista no seu jogo de perder-se e encontrar-se  na árdua  busca por um sentido na  vida, pelo amor e pela realização pessoal.

Karim Aïnouz  nos convida  a  mergulhar nesse mar  psicológico do  personagem  Donato que é mais  denso e profundo que o mar que ele tantas  vezes enfrentou e salvou  outras  vidas. Agora, Donato tenta salvar a sua própria vida e tomar decisões, o que  parece ser tarefa  mais  difícil que o seu  próprio ofício de guarda-vidas. O sumiço do corpo do afogado cria uma atmosfera tão enigmática e misteriosa que a cena das  buscas no mar bravio lembrou-me “A Aventura” (1960) de Antonioni, que também mostrava  um desaparecimento como ponto de partida para o envolvimento de paixão entre um  casal e os desdobramentos psicológicos que se desenrolam a partir do sinistro incidente no  grupo de amigos  em uma ilha no mar Mediterrâneo.

Mais uma vez, Karim Aïnouz explora com maestria a complexidade das relações de afeto entre as pessoas. Se em “Abismo Prateado” (2011) acompanhamos Violeta (Alessandra Negrini) em sua dor de amor gerada pelo súbito abandono do marido, em  “Praia do Futuro” há um triângulo amoroso não convencional que envolve o  irmão Ayrton (Jesuíta Barbosa) que é abandonado e esquecido ainda criança na isolada praia pelo irmão mais velho Donato, que decide morar  na Alemanha em  companhia  de  Konrad. A difícil equação das contas que envolvem o amor fraterno de Ayrton e o amor de Donato por Konrad parecem, à primeira vista, não ter uma solução feliz. Há uma contextura de ressentimento e revolta que vão se acomodando à medida que os irmãos se reencontram, anos depois, em Berlim. Já o sentimento de Donato por Konrad não suporta o grande vazio deixado pelas referências e laços de afeto ligados às  origens do brasileiro em seu autoexílio.

É um filme sobre buscas. A busca por conhecer a si mesmo, a busca pelo outro, a busca pelo irmão-herói amado da infância, a busca pela zona de conforto almejada por todos, mas que não está em uma bela paisagem de um país tropical “onde se tem a obrigação de ser feliz” ou na possibilidade de segurança financeira e profissional num país frio e cinzento do primeiro mundo. “Ouvi dizer que no Brasil todas as pessoas são felizes!” – retruca a atendente do pub alemão onde Donato se embebeda.

O filme causou um burburinho desnecessário no Festival de Berlim, nas redes sociais e na mídia aberta por conta  das  cenas  de sexo e  nudez  entre os  dois  protagonistas.  Recentemente, uma rede de cinemas alertava, carimbando nos ingressos a palavra “AVISADO”, caso os  espectadores reclamassem do teor homossexual dos  personagens. Definitivamente “Praia do Futuro” não é um “filme gay”. É um filme sobre a nossa frágil e complexa humanidade. Na sessão em que estive, perdi a conta de tanta gente que abandonou o filme logo nos primeiros 25 minutos  talvez pelo desconforto diante das  referidas cenas. Também pude perceber a reação preconceituosa da plateia com as cenas de sexo. Havia muitos jovens na sala rindo e debochando das atuações de Wagner Moura e Clemens Schick. Acredito que eles entraram no cinema para ver se o “Capitão Nascimento” ressuscitava ou para ver o ator das novelas. Eles não foram ver o ator em seu criativo e desafiador ofício de fazer mais um personagem. Para esse público restam as neochanchadas de gosto duvidoso do atual cinema brasileiro com suas mesmas historinhas cada vez mais rasas e sem conteúdo.

De fato, a praia de Karim Aïnouz não pode e nem deve ser frequentada por qualquer um. Não  por  ser  uma praia  perigosa de ondas grandes. A praia de Karim exige  um  pouco mais de inteligência ou apenas  legitima  curiosidade  dos  seus frequentadores. A praia de Karim Aïnouz  ainda assim está com livre acesso a todos. Bom mergulho!

domingo, 18 de maio de 2014

Carlitos


Em minha casa, eu lembro, havia bibelôs de Carlitos e Gordo e Magro. Minhas idas ao cinema privilegiavam os últimos. Não era fã de Carlitos. E os mais velhos se admiravam e queriam por força que eu risse das quedas do personagem nos filmes mudos. A rigor só fui gostar do “vagabundo” quando vi “Luzes da Cidade”. Ainda acho uma das  mais cristalinas obras-primas do cinema. A graça vinha das menores coisas e a ternura chegava ao plano que rivaliza com a, Gioconda de Da Vinci: Carlitos rindo e chorando ao mesmo tempo quando descoberto pela violeteira. Depois teve aquele extraordinário “Tempos Modernos”onde o século do progresso ganhava a ironia de Noel Rosa (o revolver teve ingresso pra acabar com a valentia”). Engraçado é que só depois desses filmes que marcaram o fim do personagem de Chaplin é que ei revi “Em Busca do Ouro”,para ele o seu melhor momento, “O Garoto”e “O Circo”.Todos esses filmes engrandeceram o cinema. Carlitos fazendo a dança do pão na espera da amada que não vem (“Em Busca...”) ou o apaixonado pela filha do dono do circo que acaba sentado no que resta do picadeiro, tudo é para não deixar corações e mentes. E Jackie Coogan, o garoto que o vagabundo adota e quebra vidraças para que ele conserte ? Bem, parece que eu não gostava era dos curtas. Mas ainda não tinha visto “Vida de Cachorro” nem “O Imigrante”.

Carlitos fez 100 anos. Sua imagem ficou. E hoje é revista pelos velhos e novos espectadores, os primeiros adoçando a memória os segundos descobrindo a pólvora.

Charles Spencer Chaplin era tão poético que morreu num Natal. Eu estava na porta do Gremio Português, em sessão do cineclube que dirigia, quando soube de sua partida.Uma semana depois estava exibindo ali o documentário “O Genial Vagabundo”. No final a platéia se levantou e, em lágrimas, aplaudiu. Foi o momento mais tocante de minha cinemania.

Hoje ajudo na reapresentação dos filmes de Carlitos para marcar o centenário. Nada mais justo. (Pedro Veriano)

A CAÇA é um brilhante ensaio crítico sobre a irracionalidade


Como confiar na opinião de uma criança tão pequena, e achar que criança nunca mente? Na frieza da poltrona do cinema, vendo tudo à distância, é fácil fazer tantos questionamentos ao que seriam "falhas do roteiro". O que talvez alguns não tenham percebido, e aí está um dos principais méritos do filme, é que "A Caça" é justamente um brilhante ensaio crítico sobre a irracionalidade. Texto completo://criticos.com.br/?p=3581#sthash.TZDvi8nL.dpuf
A CAÇA, de Thomas Vinterberg. No Cine Estação Das Docas
https://www.youtube.com/watch?v=CvhBk1MOq24
18 (domingo), às 18h e 20h30
25(domingo), às 10h, 18h e 20h30
Ingressos: R$ 8,00 (com meia-entrada para estudantes). Realização: OS Pará 2000, Secretaria de Estado de Cultura – Secult e Governo do Estado.

CINEMA OLYMPIA apresenta CARLITOS 100 ANOS DE CINEMA

CINEMA OLYMPIA apresenta CARLITOS 100 ANOS DE CINEMA


A composição do visual de Carlitos é uma reunião de elementos que estão presentes na vestimenta comum do final do século XIX: traje completo, com sapatos, calça social, paletó, camisa e colete debaixo do paletó, gravata, chapéu coco e, como foi visto em alguns filmes, havia até um lenço branco no bolso esquerdo. Contudo, suas roupas foram escolhidas para provocar estranheza: as calças eram muito largas, o paletó apertado, uma bengala de bambu servia para atribuir-lhe uma irônica pomposidade em meio à sua miséria e o bigode, que inicialmente era um recurso... Leia mais emhttp://blogchaplin.com/
Homenagem aos 100 anos de Charlie Chaplin no cinema com exibição de vários curtas e longas com o personagem Carlitos:
DIA 18
"O Imigrante" + e 6 curtas da produtora Mutual (1917)
DIA 20
"O Garoto" (1921)
DIA 21
"Luzes da Cidade" (1932)
DIA 22
"Tempos Modernos"
Até 22/05. Sessão às 18:30h. Entrada Franca.

terça-feira, 15 de abril de 2014

"O ORFANATO" NA SESSÃO CULT DIA 26/04/14




"O ORFANATO" (2007) 
Filme produzido por Guillhermo del Toro (O Labirinto do Fauno) 
Direção: Juan Antonio Bayona 
Sinopse: Laura é uma mulher que regressa com sua família ao orfanato onde cresceu. O local desperta a imaginação de seu filho, que começa a se deixar levar por jogos de fantasia cada vez mais intensos. Estes acontecimentos vão inquietando Laura a tal ponto, que chega a pensar que algo na casa está ameaçando sua família. A escalada de acontecimentos ainda mais perturbadores fará com que ela procure a ajuda de parapsicólogos. 

CINE LÍBERO LUXARDO 
SESSÃO CULT 
SÁBADO DIA 26/04/14 
Sessão às 16 h 
 Entrada franca Debate sobre o filme e outras produções do gênero
Apoio : ACCPA

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