terça-feira, 3 de junho de 2014

CINE LÍBERO LUXARDO apresenta SESSÃO CULT:
POR TERNURA TAMBÉM SE MATA, de René Clair
Com “Porte de Lilás” René Clair estava voltando ao “cinema poético” que praticou nos velhos tempos, anos vinte e trinta. Lamentavelmente, o filme enfrentou, na época, a incompreensão dos críticos dos Cahiers du cinéma (Traffaut, Chabrol, Godard) que já haviam, aprioristicamente, determinado que o cinema francês de estúdios não prestava e que o grande lance era fazer os filmes de autor do que logo seria chamado de Nouvelle Vague. Leia mais em http://imagensamadas.com/2010/02/04/por-ternura-tambem-se-mata/
Porte des Lilas (França 1956). De René Clair. Com Dany Carrel, Georges Brassens, Henri Vidal, Pierre Brasseur. Em preto e branco/96’.

Dia 07, 16h. Entrada franca. Apoio: ACCPA. Debate após a exibição. 
”Praia do Futuro” de Karim Amouz acabou provocando uma polêmica que ainda é estranha em pleno século XXI. Espectadores se incomodaram com as cenas homossexuais do filme, mostrando uma intolerância que merece ser discutida. Para não perder tempo falando de uma polêmica que já nasceu velha e decadente, prefiro escrever que o filme é um belo trabalho do diretor Karim Azouzz e que tem uma bela atuação de Wagner Moura. “Praia do Futuro” é um filme sobre a solidão, sobre a homossexualidade, sobre a opressão de um indivíduo que tem que achar seu caminho, de qualquer forma. Filmado de forma intimista, com longos planos usando muito bem a trilha sonora, a fotografia e uma iluminação natural com cenas externas muito bem registradas pela direção de fotografia de Ali Olay Gözkaya, “Praia do Futuro” é um filme a ser visto, sentido e discutido. Lamento apenas em ver que espectadores saíram da projeção do filme devido ao tema e a forma de filmar tão intimista (para alguns lenta demais) do diretor. Um dos melhores filmes brasileiros deste ano, com certeza. (Marco Moreira)

   Capitão America, Homem Aranha, Godzilla e Tom Cruise viajando no tempo é a prata das telas. Tudo sendo exibido aqui e alhures ou seja, aqui e no país de onde vieram essas preciosidades.
            Cinema substancioso só em DVD e nas sessões especiais das salas da mesma linha. Agora mesmo o Marco Antonio me avisa de um festival com os Irmãos Marx. Sempre gostei desses palhaços.Mesmo desculpando quando o menos engraçado eles, o Chico, fica enchendo lingüiça em papos demorados com Harpo, o melhor do grupo e que se fazia de mudo. Tenho “Uma Noite na Ópera”entre as melhores comédias que já vi.

            Não vejo os filmes que passam pelas telas grandes alta hora da noite. Durmo cedo. Meu programa depois do por do sol é na TV de 42’’ que entupo com DVD ou Bluray. E descubro coisas como “Lore”, um filme australiano sobre uma família alemã, da índole nazista, que vive o diabo no fim da guerra. A mãe é presa, a filha mais velha comenda os irmãos (uma irmã adolescente e dois meninos gêmeos) pela floresta negra até à casa da avó. O inferno dessa gente ganha o realismo satisfatório apesar da maquilagem perene da atriz Saskia Rosendahl(a garota é muito bonita e a produção se exime de enfeia-la mesmo quando uma pessoa diz que ela está cheirando mal).A diretora Cate Shortland é australiana mas Saskia é alemã. O filme é bem narrado, com a exploração funcional das tomadas, evidenciando detalhes da aventura que vive a família migrante. Se não fosse o DVD estaria sobrando desse e de outros tantos títulos malqueridos dos nossos cinemas de shopping, ou seja, do abrigo de blockbuster que transforma cinema em espetáculo de feira. (Pedro Veriano)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"INSIDE LLEWYN DAVIS" NO CINE ESTAÇÃO



Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum”, o mais novo filme de Joel e Ethan Coen, estreia no Cine Estação das Docas no dia 8 de junho (domingo), com sessão matinal às 10h, e às 18h e 20h30. A produção é inspirada na vida do músico Dave Van Ronk em sua trajetória na cidade de Nova York da década de 60 e em seus esforços para se firmar como músico. O título da produção é inspirado em um de seus álbuns mais famosos, “Inside Dave Van Ronk. Exímio guitarrista de blues e ativista político, Dave Van Ronk, no filme rebatizado de Llewyn Davis, foi um artista fundamental da cena folk do Greenwich Village (de onde saíram Bob Dylan e Joni Mitchell).

Com Oscar Isaac, Carey Mulligan, Justin Timberlake e John Goodman no elenco, o filme acompanha a vida de um jovem cantor que se encontra em uma encruzilhada sob o rigoroso inverno de Nova York.  Com seu violão a tiracolo, é cercado por obstáculos insuperáveis, vivendo à mercê de amigos e desconhecidos. As desventuras de Llewyn o levam das casas do Village a um clube em Chicago, em uma verdadeira odisseia que o conduz a um teste de audição com um poderoso magnata da música.

Por um lado, ele fica muito ansioso, quase desesperado pelo sucesso, para poder ganhar algum dinheiro; por outro lado, ele quer permanecer fiel a si mesmo, preocupado com sua autenticidade, sem se vender.

Na trilha sonora, músicas interpretadas pelo próprio Isaac, Justin Timberlake e Carey Mulligan (que vivem o casal de amigos do Village), além de Marcus Mumford, Punch Brothers e Bob Dylan com a canção “Farewell”. Na mesma tradição de “E aí, Meu Irmão, Cadê Você?”, a trilha é embalada por músicas de outro lugar e época. 

Um épico em escala íntima que traz à tela a quarta colaboração dos irmãos Coen com o produtor musical T-Bone Burnett. “Nesse filme nós queríamos músicas que fossem realmente interpretadas pelos atores,” diz Ethan. “No filme E Aí, Meu Irmão..., a música é utilizada de uma maneira mais convencional. Você tem pequenas partes das músicas na trilha sonora. Neste filme, nós quisemos músicas inteiras; o filme na verdade começa assim”.

A produção foi preterida para indicações ao Oscar 2014, sendo mencionado em duas categorias técnicas: fotografia e mixagem de som. Lançado no Festival de Cannes 2013, ganhou o segundo prêmio mais importante, o Grand Prix, e desde então vem conquistando o público e o respeito da crítica especializada.

Serviço:
Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum
Direção: Ethan e Joel Coen. Com:  Oscar Isaac, Carey Mulligan , John Goodman e Justin Timberlake. 105 min.  2013. Cor. 12 anos.


08 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
11 (quarta), às 18h e 20h30
15 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
18 (quarta), às 18h e 20h30
19 (quinta), às 18h e 20h30
21 (sábado), às 18h e 20h30
22 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
28 (sábado), às 18h e 20h30
29 de Junho (domingo), às 10h, 18h e 20h30.

ACCPA - PROGRAMAÇÃO JUNHO/2014



ACCPA - PROGRAMAÇÃO - JUNHO/2014

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA  (TEATRINHO DO IAP) – 19 h *
Dia 09 – “PERSONA” de Ingmar Bergman
 
SESSÃO CULT – CINE LÍBERO LUXARDO - 16 h *
Dia 07 - “POR TERNURA TAMBÉM SE MATA”(René Clair) 
Dia 21 - “A VIDA POR UM FIO”(Anatole Litvak)

SESC BOULEVARD – 18:30 h
Dia 04 – O CINEMA E A OBRA DE NELSON RODRIGUES
Palestra com o professor Joel Cardoso e exibição do filme “Album de Familia”(1979) 
(Parceria com o Portal CLIC)
 
CASA DA LINGUAGEM – 18 h *
Dia 26 – “A VIDA DE DAVID GALE” de Alan Parker 
(Parceria com a Academia Paraense de Ciências)
 
CINECLUBE DA UEPA (Campus Djalma Dutra) – 16 h *
Dia 27 – “PLANETA DOS MACACOS”(1968)(Parceria com a Academia Paraense de Ciências)
 
ENTRADA FRANCA * DEBATE APÓS A EXIBIÇÃO
 

"EM BUSCA DE IARA" NO CINE LÍBERO LUXARDO


"Em Busca de Iara" 
Cine Líbero Luxardo
Título original: Em Busca de Iara | Direção: Flavio Frederico | Roteiro: Mariana Pamplona | Gênero: Documentário | Ano: 2013 |  País:  Brasil | Fotografia: Carlos André Zalasik | Produção: Flávio Frederico e Mariana Pamplona | Pesquisa: Mariana Pamplona | Distribuidora: Kinoscópio | Cor: Colorido e preto e branco | Duração:  91 min. |  Classificação etária: 14 anos


Sinopse: Através de uma investigação pessoal de sua sobrinha, Mariana, o filme resgata a vida da guerrilheira Iara Iavelberg. Uma mulher culta e bela que deixou para trás uma confortável vida familiar, optando por engajar-se na luta armada contra a ditadura. Vivendo uma rotina de sequestros e ações armadas, era a companheira do ex-capitão Carlos Lamarca, tornando-se um dos alvos mais cobiçados da repressão. O filme desmonta a versão oficial do regime, que atribui sua morte, em 1971, a um suicídio.


Datas e horários das sessões:

De 04/06 a 07/06 (de quarta-feira a sábado) - 19h
Excepcionalmente, não haverá sessão no dia 08/06, domingo



domingo, 1 de junho de 2014

MOSTRA DE CINEMA ÁRABE 

Dentro da programação da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro que nesta edição traz como tema “Qatar -Uma Janela para o Mundo Árabe”, está sendo realizada a Mostra de Cinema Árabe com filmes ainda inéditos em Belém. A Mostra tornou-se possível graças a parceria entre a SECULT-PA e o ICArabe –SP (Instituto de Cultura Árabe) que dispõe de um variado acervo de filmes e detém o direito de exibição de alguns títulos. A Mostra tem a curadoria de Elias Neves Gonçalves (ACCPA) e co-curadoria de Geraldo Campos (Diretor Cultural do ICArabe) e a programação conta com seis filmes de produção de países árabes e coprodução com países europeus e Brasil.

Entre os importantes títulos da Mostra está o premiado documentário “Cinco Câmeras Quebradas” (Palestina/Israel/França,2011) dos diretores Emad Burnat e Guy Deividi , que narra a resistência do palestino Emad que, para defender o seu direito de morar em território prestes a ser ocupado por judeus israelenses, usa a sua câmera como arma pacífica para registrar os conflitos entre palestinos e israelenses.

A cultura e a tradição literária árabes também são mostradas com um olhar poético no filme “Baba Aziz – O Príncipe que Contemplava a sua Alma”(2006), encerrando a Trilogia do Deserto do diretor tunisiano Nacer Khemir, que também assina o roteiro com Tonino Guerra.

A coprodução Brasil/Líbano no filme “A Última Estação” (2012) do diretor Marcio Curi retrata um pouco da história da imigração árabe no Brasil por meio do personagem Tarik, um libanês adolescente que veio tentar a sorte no Brasil e 50 anos depois decide fazer uma viagem em busca dos amigos que fez durante a viagem ao país que o acolheu. Vale ressaltar que o filme tem belas locações em Belém do Pará e contou com elenco de apoio local.

FUTEBOL E CINEMA

Com o país em ritmo de Copa do Mundo, haverá uma parte da programação voltada para filmes que trazem o futebol como pano de fundo . As produções brasileiras “Boleiros – Era uma Vez o Futebol” (1998) e “Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos” (2006), ambos do diretor Ugo Giorgetti relembram as histórias das glórias e curiosidades do futebol brasileiro com muito humor . Na mesma proposta temática a coprodução Brasil/Palestina “Sobre Futebol e Barreiras” (2011) dos diretores João Carlos Assumpção e Arturo Hartmann mostra o olhar sobre o conflito entre israelenses e palestinos tendo como elo comum a Copa do Mundo da África do Sul em 2010.

As exibições acontecem no Auditório II do piso superior no HANGAR Centro de Convenções, sempre em duas sessões diárias e acesso gratuito para o público de acordo com a lotação do auditório. Todos os filmes exibidos apresentam a classificação indicativa de 12 anos.


Mostra de Cinema da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro – Auditório II Hangar
Entrada franca. 

Dia 2 de junho

16h30 – “Cinco Câmeras Quebradas”, de Ernad Burnat e Guy Davidi

18h30 – “A Cor das Oliveiras”, de Carolina Rivas


Dia 3 de junho

16h30 – “Lebanon: Next Music Station – Beirut Beats, de Fermim Muguruza

18h30 – “Mil e Uma Noites na Patagônia”, de Jávier López Actis



Dia 4 de junho

16h30 – “Sobre Futebol e Barreiras”, de João Carlos Assunção, Arturo Hartmann, Lucas Justiano e José Menezes – 16h30

18h30 – “Boleiros – Era Uma Vez o Futebol”, de Ugo Giorgetti



Dia 5 de junho

16h30 – “Pelé Eterno”, de Aníbal Massaini Neto

18h30 – “Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos”, de Ugo Giorgetti



Dia 6 de junho

16h30 – “Zidane – Um Retrato do Século XXI”, de Douglas Gordon e Philippe Parreno

18h30 – “Sobre Futebol e Barreiras”, de João Carlos Assunção, Arturo Hartmann, Lucas Justiano e José Menezes



Programa Decididamente Animados

Curtas de animação

31 de maio a 8 de junho – 16h

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