quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SPECTRE


“007 Contra Spectre” começa com a formula de uma sequencia de ação.Agora é no México, numa festa de Finados (traço folclórico de lá)quando James Bond persegue um vilão. Não se tem informações de quem é o perseguido. 007 pula de telhados, cai de alturas gigantescas e ainda ataca de helicóptero. Esta sequencia como a dos outros filmes da série, dura aproximadamente 10 minutos. Mas não está só. Há outras perseguições homéricas no roteiro e Daniel Craig dá trabalho para o seu (ou os seus) dublê(s). O novo filme com o personagem criado por Ian Fleming aposta firme na bilheteria. Afinal,o anterior, “Skyfall”, deu 1 bi no mundo. Sam Mendes, o diretor, ri para as paredes. Mas os roteiristas começam a mostrar preguiça. Não há qualquer liame de logica na pintura do vilão interpretado pelo excelente Christoph Waltz.
Nada de mais se durante a narrativa o “non sense”é abusado ao extremo. Cito um exemplo: a mocinha Lea Seydoux(Madeleine)muda de roupa como se estivesse num desfile de modas.Onde ela carrega a indumentária ninguém sabe. E nem se pense num avião que aterrissa em cima de arvores e praticamente vira carro atrás dos vilões. Fleming trabalhou durante a 2ªguerra no serviço de informações e criou um tipo que sintetizava suas experiências com o adendo da guerra fria.O cinema moldou o herói daí em diante. O autor morreu há 51 anos e hoje a produção que ainda tem assinatura de Albert Broccoli morto em 1996 aos 87 mas a bola é de sua filha Barbara (55).
 Quem escreve é a equipe do anterior “Sykyfall”:Neal Purvis,John Logan, Robert Wade e agora mais Jez Butterworld. Claro que o roteiro é o que pediu a produção da MGM & Columbia(007 era da finada United Artista que a MGM comprou e hoje nem é citada). Este processo administrativo é a base da coisa. Não vale a pena esmiuçar estética e dizer que a edição é eximia, que a musica é descritiva, que a iluminação é boa e que Waltz, pelo menos, tem bom desempenho. Tudo segue um figurino. O que se precisa saber é até que ponto as plateias vão aplaudir mesmices. Na minha sala pessoas saiam no meio de projeção(longa demais). Enfim, é melhor (re)ver um 007 do que procurar ouro na mina da Marvel.(Pedro Veriano)

"NUMA ESCOLA EM HAVANA"



“Numa Escola em Havana”(Conducta) segue as lições do neorrealismo . Isto nunca foi demérito. Na Itália do pós-guerra, sem estúdios e com aparato técnico sofrível, os cineastas iam às ruas, contratavam artistas amadores, e filmavam o que lhes parecia a realidade. Foi assim que Lamberto Maggiorani(morto aos 73 anos em 1983) fez o operário a quem roubavam a bicicleta (a mim o ícone do movimento deflagrado por Rosselini, Visconti e o próprio De Sica, autor deste “Ladri di Biciclette”). Para contar a historia de Chala, menino de 11 anos filho de mãe drogada e aluno rebelde de uma escola onde uma velha mestra passa seus últimos anos de profissão, o diretor-roteirista Ernesto Daranas usa um jovem que espelha o que se pede, Armando V.Freire. O menino estreava em cinema. E comportava-se como um veterano. Lembra o Enzo Staiola de De Sica, também estreante. A câmera exige muito do garoto. Perseguindo-o pelas ruas de um bairro pobre não se contenta em focaliza-lo em largos e médios planos. Há closes. E se sabe que nesse tipo de tomada há um hiato, com a exigência de que o artista ria ou chora adiante da objetiva. Não é mole. E há uma senhora interprete, Alina Rordiguez, que faz a mestra Carmella, protetora do menino. Por sinal que ela, uma enfartada no papel, morreu este ano. Faz uma bonita despedida na idosa que lutava para antes de se aposentar (ou “a aposentarem”) dar um rumo à vida de uma criança que fora da sala de aula vendia pombos, via cachorros em luta numa rinha patrocinada pelo amante da mãe(seu pai ?) e tentava namorar uma colega que também sofria problemas familiares.
O peso censório de governo não democrático podia ser observado com a censura a uma imagem de santo colocada no mural da escola. Mas há devotos na igreja local. O caso do “santinho” serve apenas para evocar o papel de Carmella,que mesmo assim, mesmo recolocando a estampa no quadro quando uma aluna (a namoradinha de Chala) havia tirado pensando em dar-lhe boas graças da diretora que a detestava, tem atitudes que refletem um temperamento sensível às necessidades da garotada a quem ensina. A Havana do filme está longe de imagens pitorescas que o cinema divulgou anos a fio, do folclórico “Guys and Dolls” onde Marlon Brando chegava a cantar e aquele propagandístico “Yo Soy Cuba” de Mikhail Kalatazov. Um bom filme. Milagre cegar à uma tela grande local. (Pedro Veriano)

“KAGEMUSHA” DE KUROSAWA É LANÇADO EM EDIÇÃO ESPECIAL



 Akira Kurosawa (1910-1998) é um dos maiores cineastas do cinema. Com longa carreira e títulos excepcionais como “Viver” (1951) e “Os Sete Samurais”(1957), Kurosawa viveu distintos momentos na sua trajetória. Além de ser criticado no Japão por ser o mais ocidental dos diretores japoneses (graças à influência do cinema americano), ele enfrentou um grave momento quando lançou “Dodeskaden” em 1970. Este filme (que registrava com sensibilidade a situação de pobreza que o Japão vivia no final dos anos 60) foi um grande fracasso de público (e sucesso de crítica) e com o risco de não conseguir mais financiamento para suas produções, entre outras razões, ele entrou em forte depressão e tentou o suicídio. Felizmente, Kurosawa sobreviveu e, anos depois, foi convidado pelo estúdio Mosfilm (da União Soviética) para dirigir e roteirizar “Derzu Uzala”, uma de suas maiores obras-primas. Com a repercussão positiva de “Derzu Uzala” (que ganhou o “Oscar” de melhor filme estrangeiro em 1976), Kurosawa desenvolveu um projeto que teria novamente a parceria da Toho Filmes, grande produtora japonesa. O ambicioso projeto era “Kagemusha :A Sombra do Samurai”(1980). O filme exigia uma produção de alto investimento e teve colaboração na produção executiva dos diretores americanos George Lucas e Francis Coppola, fãs do diretor e que na época tinha forte influência sobre os estúdios americanos.
A história do filme acontece durante o Japão medieval quando um importante lorde falece em meio à violenta guerra. Como era comum o uso de sósias dos líderes dos clãs como estratégia de guerra, um sósia é usado para substituí-lo e enganar os inimigos e manter o clã de forma intensa e combativa. O sósia, um pobre ladrão, tem que se adaptar as regras do poder para manter o domínio do clã sobre seus inimigos, mas a tarefa é difícil pois ele tem que seguir todo o comportamento do líder morto e reprimir seus sentimentos e reações. É através deste personagem, interpretado com maestria por Tatsuya Nakadai (que trabalhou como protagonista em “Ran” que Kurosawa realizou anos depois) que somos testemunhas da luta pelo poder entre os senhores da guerra. Kurosawa demonstra a falta de humanidade de personagens tão egocêntricos que ao pensar na guerra, não entendem o significado da paz. O personagem mais humano é exatamente o sósia que tem que exercer o poder de líder e por isso, muitas vezes, ele não entende o que deve fazer. Essa dualidade entre um homem e sua sombra (sósia) surge como uma metáfora do diretor nas relações de poder que surgem em diversos períodos da humanidade e que transformam o ser humano em algo que nem ele sabe reconhecer. Este tema foi abordado pelo diretor em diversos filmes como “Ran”(1985), aqui inspirado em Shakespeare e provoca inúmeras reflexões sem estereótipos e tendências políticas e/ou culturais que envolvem o período que a história se passa (século XVI). Ser ou não ser aqui, não é a única questão. Para quer ser e como lidar com esta descoberta, sim, este é o grande desafio do sósia (sombra) que é o protagonista do filme. “
Kagemusha”, além de sua temática envolvente, impressiona desde sua primeira cena. Kurosawa filma com um intimismo arrebatador. A cena inicial quando o líder do clã conhece seu sósia é magistralmente bem filmada com uma mistura de teatro (atuação) e cinema (enquadramento) que causam estranheza e posteriormente aproximação do espectador. O filme tem várias sequências que se apresentam dessa forma: cinema e teatro. Mas acima de tudo, “Kagemusha” é cinema. Cada enquadramento, cada cena montada, cada diálogo, cada utilização de som, cor e música revela um diretor que pensou/sentiu o que queria dizer e como queria dizer. A narrativa do filme é construída de forma a evidenciar todos os elementos da linguagem cinematográfica que convergem para cenas antológicas onde percebemos a mão/coração de um diretor talentoso.
 “Kagemusha” é um filme para se ver/rever e lembrar-se da força do cinema como arte de construção de ideias e reflexões que devem ir além. É uma aula de cinema que merece ser conhecida especialmente nesta versão em DVD com três horas de duração (versão do diretor) e extras que revelam diversas histórias de uma produção magistral. Nos extras do DVD, destaque para o filme “A Vingança de um Samurai” com roteiro de Kurosawa, making of (41 minutos), storyboards (43 minutos), trailers e comerciais exibidos na época do lançamento do filme e o especial “Lucas, Coppola e Kurosawa”. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1980, “Kagemusha” é um clássico e certamente um dos melhores filmes de Akira Kurosawa, um dos mestres da sétima arte.(Marco Antonio Moreira)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Programação Cineclube da ACCPA - Novembro/2015

Programação Cineclube da ACCPA - Novembro/2015 


Cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes) - 19 h*
Dia 09 - "Édipo Rei" (1967) - Homenagem ao diretor Pier Paolo Pasolini
Dia 23 - "A Hora do Lobo" (1967) de Ingmar Bergman


Sessão Cult (Cine Líbero Luxardo) - 14:30 h*
Dia 07 - "2001 : Uma Odisseia no Espaço"(1968) de Stanley Kubrick (à pedidos)


Cineclube da Casa da Linguagem - 18 h*
Dia 26 - "A Máquina do Tempo" (1960)


Cine FIBRA - 19 h
Dia 28 - "Macunaíma"(1969) - Homenagem ao ator Grande Otelo

Entrada Franca
*Debate após a exibição

terça-feira, 6 de outubro de 2015

PROGRAMAÇÃO CINECLUBE DA ACCPA - OUTUBRO/2015

Programação ACCPA - Outubro 2015

Cineclube Alexandrino Moreira - 19 h 
Dia 05 - "Fim de Verão" (Yasujiro Ozu)

Dia 19 - "Alemanha Ano Zero" (Roberto Rosselini)


Cine Líbero Luxardo - Sessão Cult - 15 h 
Dia 03 - "Um Estranho no Ninho" (Milos Forman)
Dia 17 - "O Homem do Sputnik" (Homenagem ao diretor Carlos Manga)


Casa da Linguagem - 18 h 

Dia 29 - "A Hora Final" (Stanley Kramer)
Parceria com a Academia Paraense de Ciências

Cine Fibra - 19 h 
Dia 31 - "Cinema Paradiso" (Giuseppe Tornatore)


Cineclube UEPA - 16 h 
Dia 22 - "As 3 Mascaras de Eva" (com Joanne Woodward)

Entrada Franca 
Debate após a exibição

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"O SÉTIMO SELO" NO PROJETO CLÁSSICA DO CINE LÍBERO LUXARDO



"O Sétimo Selo "
Um cavaleiro medieval chega das Cruzadas e, fatigado, deita-se numa praia onde se depara com uma figura exótica que se revela como a Morte. Percebendo que ele é o alvo da personagem, lança uma chance de sobrevida: uma partida de xadrez. A Morte (em maiúsculo pois está em figura de gente) diz que sabe jogar e previve que o cavaleiro não tem chance de ganha-la. Mas concede intervalos para que ele “se despeça da vida”. “O Sétimo Selo”(Det sjunde inseglet), filme de ingmar Bergman(1918-2007), reflete uma preocupação dos autores de literatura, teatro e cinema em uma época(a obra é de 1957). Citando um versículo do Apocalipse de S.João diz que ao se quebrar o sétimo selo abre-se espaço para o fim dos tempos. E em 1957 muito se falava das armas nucleares, do que se produzia nos arsenais dos componentes da guerra fria entre EUA e URSS, como as grandes potencias armazenando meios mais destruidores do que a bomba que foi jogada em Hiroshima e em seguida em Nagasaki. Havia, portanto, um clima para associar com a peste negra do século XIII e os mitos de culturas tanto ocidental como oriental. E se outros autores de cinema preferiam o plano realista mostrando o desalento em especial dos jovens, como “Os Trapaceiros”(Les Tricheurs/ 1958)de Marcel Carné,ou adentravam pela “science-fiction” dizendo que a radioatividade criaria monstros(“O Mundo em Perigo”/Them,1954) ou o planeta inteiro queimaria (“Os Ultimo Cinco”/1951),
Bergman ia buscar inspiração em filósofos como Kierkegaard e na Historia com toda a carga mística que surgiu na chegada de um milenio. Max Von Sidow, hoje ainda ativo como ator, faz o cavaleiro que disputa a sua propia vida num jogo de xadrez.Bent Ekerot é a Morte.Nils Poppe é o camponês Joseph que viaja numa carroça com a mulher e o filho menor ,afinal o homem simples que vai subsistir na missão devastadora da criatura sobrenatural. Houve quem chamasse o filme de “balada medieval”.Procede, e não precisa que se ouça o que toca Joseph em sua rabeca. Tambem não se chega ao cantino diabólico que se ouve no “Os Visitantes de Noite”(Les Visiteurs du Soir) de Carné. Em “O Sétimo Selo” está o modo como se trabalha a historia no ambiente. É a época da peste mas só se vê um caso da doença. A camera dá mais evidencia ao que acontece à uma joven chamada de bruxa que é levada à fogueira. Significa que a época focalizada se preocupa primordialmente com Deus e o diabo,adentrando pela ação inquisitorial que faria muitas vitimas em nome da fé.E afinal a fé é o foco da historia, como em outros filmes do cineasta. Filho de um pastor, Bergman escreveu em suas memorias o quanto a religião o marcou na infancia. E em seu último filme para cinema, “Fanny e Alexandre”,tratou disso. Vê-se,portanto, a sinceridade de propósito ao tatar do “sétimo selo”(o que fechava o fim do mundo).
Um filme que só se discute,hoje, pelas tramas paralelas que parecem excessivas (embora não sejam)com relação ao jogo com a Morte que é o elemento básico.Mas uma das obras marcantes de um artista que fazia teatro e cinema com muita sensibilidade.(Pedro Veriano)

"O PROCESSO DO DESEJO"



O PROCESSO DO DESEJO
Luzia Miranda Álvares
O diretor italiano Marco Bellocchio,76, sempre foi visto como irreverente e rebelde não aceitando o tipo de direção escolar em um colégio salesiano de sua terra natal. Seu amor pelo cinema tornou-o um cinéfilo e dai seu interesse em seguir os caminhos da arte, em Londres (1959). Regressou à Itália onde assinou seu primeiro filme, “I Pugni in Tasca” (De Punhos Cerrados, 1965), muito bem recebido pela crítica. Seguem-se outros trabalhos e dai em diante mantém seu modo de tratar os temas na linha inicial. “A Bela que Dorme” (2012) foi exibido em Belém o ano passado, sendo seu último filme, mas já está finalizando outro. Em 1978 conheceu o médico neuropsiquiatra Massimo Fagioli, 84, cuja teoria (com inúmeros livros publicados) está voltada à denúncia da anulação da identidade feminina ao longo do século. Bellocchio fez parceria com Fagioli, em 1991 (e em mais quatro filmes), agora numa historia que os dois imaginaram e que levou à realização do filme “O Processo do Desejo” (La Condanna/Italia). Trata sobre uma jovem estudante, Sandra Celestini (Claire Nebout) que durante uma visita à Farnese Castle Gallery, perto de Viterbo (Italia) não deixa o prédio depois que se encerram as visitas (busca a chave de seu apartamento que teria perdido ali) e uma vez presa no recinto percebe que não está sozinha. Um estranho se apresenta e segue com ela entre os corredores que levam aos quadros onde há imagens sensuais de mulheres. É nesse ambiente que a jovem se vê assediada pelo professor Lorenzo Colajanni (Vittorio Mezzogiorno) com quem mantém um jogo de sedução que ele inicia e ela se envolve. Mas na manhã seguinte ela descobre que ele tinha as chaves da galeria e por isso considera que houve assédio sexual. O fato é mostrado de forma clara, na concepção de que houve um coito forçado, ou seja, estupro. E por isso Sandra leva o caso à justiça. A defesa do réu tem seu argumento centrado em dois fatos: o aceite ao jogo de sedução e o orgasmo demonstrado pela jovem. O promotor aceita o caso na alegação da condução forçada da jovem para o jogo de sedução uma vez que ela desconhece a condição de liberdade que poderia ter, caso soubesse que havia uma possibilidade de sair daquele lugar. O sentir ou não o orgasmo – clímax do prazer sexual - está condicionado à pulsão – dinâmica da supressão do estado de tensão – onde nasce o processo. O filme repousa justamente na discussão se ouve ou não estupro na galeria de arte uma vez que a jovem recebeu “com prazer” o coito revelando a participação nele por ter expressado o gestual da completa sedução naquele momento e ainda participado do jogo. É preciso estar despojado da maneira de o “status quo” desse gestual ser analisado. Há algum tempo, desde a perspectiva feminista, já se observa que as mulheres estão criando uma identidade própria de identificação de seu modo de encarar a sexualidade que comporta a maneira livre de sentir prazer. E isso é visto com preconceito, pois a hierarquia na relação entre os gêneros tende ao masculino. No caso do filme, Sandra, ao se entregar ao jogo do estranho construiu, no cenário onde se acha, um modo próprio de se sentir despojada das hierarquias. Mas ela só entende que foi incluída no processo de sedução ao lhe ser negado o poder de decidir isso, pois, o professor estava com as chaves da porta de saída que poderia muito bem levar a uma decisão dela. Ele decidiu sozinho e secretamente. De quem foi o poder? O filme passa, ainda, pela concepção cultural dos julgadores do caso – o advogado de defesa e o promotor. Eles incorporam matrizes de pensamentos definidos sobre o que é ser homem e ser mulher. E no caso da sexualidade, todos dois recortam a perspectiva patriarcal do processo do domínio e da sujeição. Há muito mais para a discussão.
Veja o filme hoje, às 19 h, no antigo IAP (CineClube Alexandrino Moreira).

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